Trade turístico e em alerta

Poucos dias antes do Carnaval, o medo volta a rondar e pode colocar em xeque uma das festas do País que mais atraem visitantes

Em Porto, grupo explodiu recentemente caixas eletrônicos Em Porto, grupo explodiu recentemente caixas eletrônicos  - Foto: Divulgação

Depois que um grupo fortemente armado explodiu caixas eletrônicos em Porto de Galinhas, um dos destinos mais visitados do Estado, o risco iminente de que novos ataques aconteçam deixa a sociedade e o trade turístico em alerta. Isso porque, poucos dias antes do Carnaval, o medo volta a rondar e pode colocar em xeque uma das festas do País que mais atraem visitantes.

Apesar de os empresários do segmento negar qualquer receio com os últimos acontecimentos, sob a justificativa de que haverá policiamento, a imagem do que aconteceu com o Espírito Santo é quase que inevitável. Lá, as ruas do comércio ficaram vazias em tempos de crise econômica.

Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Pernambuco (ABIH-PE), Artur Maroja conta que o sentimento de insegurança está espalhado pelo Brasil e que, assim como acham os demais setores, segurança é fundamental. “O trade entende o momento em que o País e Pernambuco estão passando, mas, ao mesmo tempo, ressaltamos que o poder público tem que atuar de maneira forte e proativa para garantir a segurança”, disse, negando que o medo tenha chegado às centrais de reserva. “Pelo contrário, as demandas estão a todo vapor”, frisou.
O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens em Pernambuco (Abav-PE), Marcos Teixeira, compactua da mesma opinião. “No entanto, acho que esses fatos amedrontam mais a comunidade local. Até agora, não há cancelamento de festas e de hospedagens”, garantiu.

Já na visão do presidente do Recife Convention & Visitors Bureau, Bruno Herbert, o episódio com a Brinks se trata de ação direcionada e não deve afetar a festa de Momo. “No Carnaval, é mais comum a violência urbana. Torcemos que haja policiamento”, revelou, lembrando do episódio da Copa do Mundo. “Na época, muito se falava em ataques terroristas e nada aconteceu. Vamos torcer para que tenhamos a mesma sorte”, projetou.

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