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Trânsito no Recife continua vítima de velhos problemas

Cegonheiros e obras complicam a vida dos motoristas durante a semana

Trânsito no RecifeTrânsito no Recife - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Buzinadas, freadas bruscas, irritação. Passar por certos cruzamentos do Recife é um exercício nem sempre encarado com paciência por motoristas. E não é para menos. Há pontos em que o trânsito passa aquela sensação de que não flui. São gargalos antigos, alguns até alvos de providências pontuais tomadas pelo poder público para diminuir os transtornos.

Um ano depois de abordar o tema, a Folha de Pernambuco voltou a esses locais e viu que os problemas continuam, ainda que a frota de veículos na Região Metropolitana, que já chegou a crescer mais de 10% em 12 meses, não tenha aumentado nem 2% de 2016 para cá. A falta de medidas simples, como fiscalização e até a instalação de semáforos, é apontada pelos condutores como questões que contribuem para o tráfego parado.

O cruzamento das ruas Estado de Israel e General Joaquim Inácio com a avenida Lins Petit, na Ilha do Leite, área central do Recife, dá dor de cabeça para quem precisa deixar o polo médico da região. Aliás, é praticamente a única grande rota de saída. Fora ela, só restam ruas apertadas e que adentram ainda mais o Centro, o que não é interessante, por exemplo, para quem seguir para o subúrbio. Sem alternativa nos horários de pico, o jeito é perder até 15 minutos num trajeto que poderia ser vencido em dois ou três. No cruzamento, até pouco mais de um ano atrás, havia apenas uma rotatória. Motoristas vindos de três direções tinham que se entender para seguir em direção à rua Joaquim Inácio. Agora, já há três semáforos disciplinando o trânsito. Mesmo assim, nem todo mundo respeita.

"O pessoal fecha o cruzamento e não tem um guarda para controlar isso aqui. Colocaram sinal, mas não adiantou muito, pelo menos na hora do pico", reclama o taxista Isaac Pereira. Outro problema apontado é que dois dos três semáforos abrem ao mesmo tempo, e como o trânsito, adiante, perto do cruzamento com a avenida Agamenon Magalhães, também fica pesado, falta espaço para tanto carro e ninguém consegue sair do lugar em um tempo razoável. "Passo sempre por aqui e esse congestionamento é antigo. Tem muitos sinais lá na frente e que não abrem ao mesmo tempo", afirma o técnico em eletrônica Renato Barbosa.

Outra intersecção crítica é entre as avenidas Engenheiro Abdias de Carvalho e General San Martin, na altura do bairro do Cordeiro, Zona Oeste da Capital. O sinal de três tempos que há no local é o único do tipo na Abdias de Carvalho, mas é suficiente para travar o tráfego de veículos em toda a extensão da via, no sentido cidade-subúrbio, nos períodos mais movimentados do dia. Orientadores de trânsito são presença constante na região, mas o volume de veículos é muito grande. Como há giros à esquerda para todas as quatro direções possíveis, e uma faixa de rolamento é destinada para isso, os congestionamentos são diários.

Perto dali, um terceiro ponto crítico é o cruzamento entre as ruas Delmiro Gouveia e Quinze de Março, em frente à praça da Chesf, nos Torrões. Veículos oriundos de três direções brigam por espaço porque não há nenhum semáforo no local. "O espaço da rua também é pequeno, são só duas faixas. Poderiam alargar isso aqui, já que tem tanto espaço perto da praça", opina o retificador de motores Rogério Henrique. O segurança Daniel Cavalcanti, que costuma passar pelo trecho, reclama da falta de opções. "Se não for aqui, só se pode fazer o retorno na General San Martin, que também é problemática. É preciso abrir outros caminhos", diz.

No caso das proximidades da Chesf, a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) afirma que está em estudo a implantação de um semáforo naquele cruzamento. Também está em avaliação a retirada de tempos do semáforo da Abdias de Carvalho/General San Martin, o que é alvo de simulações via softwares.

Já no cruzamento Joaquim Inácio/Estado de Israel/Lins Petit, a CTTU destaca que o semáforo implantado há alguns meses eliminou um ponto de conflito e ordenou o fluxo na área e assegura que uma dupla de agentes de trânsito atua na área.

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