“Tratorar” a Oposição não é novidade na Alepe

A bancada de oposição tem consciência de que o Governo do Estado não poderia oferecer mais do que ofereceu

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Contra os votos da bancada oposicionista, que se retirou do plenário para marcar posição, a Assembleia Legislativa aprovou ontem por 33 votos a favor e nenhum contra o projeto de autoria do Governo do Estado que prevê a equiparação dos salários da Polícia Militar aos que recebem os membros da Polícia Civil. A oposição sabe que o projeto é bom e que o Governo do Estado, em razão da crise, não poderia ir além do que foi. Mas se negou a seguir a orientação da liderança governista e se retirou do plenário em forma de protesto. Alguns disseram que estavam sendo “tratorados” pela maioria governista, como se isso fosse novidade naquela Casa, onde todos os governos costumam proceder da mesma forma, desde que tenham força para fazê-lo. Deu-se pois o primeiro passo para que até o final de 2018 um soldado passe a ganhar igual a um agente de polícia em início de função, e um coronel igual ao delegado em final da carreira.

A bancada de oposição tem consciência de que o Governo do Estado não poderia oferecer mais do que ofereceu

Vantagens do Imposto Único
Na hora em que Temer fala em enviar ao Congresso um projeto propondo a “simplificação” do sistema tributário, o deputado Cadoca (PDT) diz que o caminho é resgatar a tese do “imposto único” contida na PEC 474/2001 de autoria do ex-deputado Marcos Cintra (SP). Ela sugere a substituição de todos os impostos de natureza arrecadatória (IR, ICMS, IPI, IOF, etc.) por uma alíquota de 2,8% em todas as transações bancárias.

Prestígio > O retorno do deputado Arthur Maia (AL) à liderança do PP na Câmara Federal foi mais uma demonstração da perda de força do pernambucano Eduardo da Fonte, que sempre teve influência na bancada. Quatro anos atrás, o próprio “Dudu” desbancou Lira da liderança porque ele estava “falando demais”.
Reunião > O reverendo Marcos Cosmo, coordenador em Pernambuco do Movimento dos Trabalhadores sem Teto, foi recebido ontem na Secretaria de Habitação pelo secretário Bruno Lisboa.

Promessa > Após ordenar o início da restauração da Avenida Perimetral, em Olinda, o prefeito Lupércio (SD) já assumiu outro compromisso com a população: restaurar a Presidente Kennedy ainda este ano.

Folia > Apesar de ter recebido a prefeitura com dívidas superiores a 50 milhões, o prefeito Miguel Coelho (PSB) decidiu manter o carnaval na orla de Petrolina e fará hoje o anúncio da programação.

Brega > O deputado Edilson Silva (PSOL) quer incluir, através de lei, a música “brega” entre as expressões artísticas de Pernambuco. A intenção pode até ser boa, mas o “brega” não é exclusividade de Pernambuco como o “frevo”, por exemplo. É música “dor de cotovelo” que existe e é cantada no país inteiro.

Poesia > O prefeito reeleito de Igarassu, Mário Ricardo (PTB), convidou o poeta e músico Antonio Marinho para fazer a abertura do ano letivo em sua cidade na próxima sexta-feira. Marinho, que participou das duas campanhas de Eduardo Campos ao Governo do Estado, vai apresentar o show “Em canto e poesia”.
Confronto > Amigos do advogado Antonio Campos acham que ele foi “longe demais” ao brigar com a família, o prefeito Geraldo Júlio e o governador Paulo Câmara por causa da suposta falta de apoio dessas pessoas à candidatura dele à prefeitura de Olinda, do que resultará seu pedido de desligamento do PSB. Uns afirmam que ele “não escuta ninguém” e que ao se confrontar com muitas pessoas, ao mesmo tempo, cairá fatalmente no isolamento.


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