Dom, 15 de Fevereiro

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Três mil se inscreveram no programa

Pouco mais de três mil profissionais interessados se inscreveram. Das mais de 8 mil vagas, 436 são para Pernambuco.

Ontem, na abertura do edital de emergência que o Ministério da Saúde lançou para substituir os médicos cubanos, mais de um milhão de acessos foram contabilizados. Para o próprio Ministério, eles foram vítimas de um ataque cibernético que pretendia derrubar o sistema. Pouco mais de três mil profissionais interessados se inscreveram. Das mais de 8 mil vagas, 436 são para Pernambuco.

A prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, na RMR, decidiu não esperar. É o primeiro no Estado a convocar substitutos. Deu início ontem à convocação de 16 médicos, por meio de seleção simplificada, para atuar na atenção básica. Quatorze cubanos atuavam nas comunidades até esta semana.

Para especialistas em medicina da família e em políticas públicas como o Mais Médicos, os editais não devem ser o suficiente. Isso porque, antes de o País tornar-se “refém” dos médicos cubanos, foi vítima também dos brasileiros. Principalmente de uma formação voltada para a realização financeira e para o status, que enxergam a saúde da família como “menor”.

“Em geral, o que vemos na universidade são pessoas que estão em busca de dinheiro e trabalham para isso e, muitas vezes, fazem isso conseguindo dinheiro para a indústria farmacêutica. Há um completo preconceito da classe médica contra os da família”, denunciou a professora de medicina da UPE Bernadete Antunes. A existência das diversas exceções é ressaltada.

Para o professor de medicina da Universidade Estadual de Montes Claros Antônio Prates Caldeira, há um sentimento de menos valia. “Isso ocorre, porque ele é generalista, precisa fazer uma residência para se especializar. É como se ele não fosse comprometido. Mas o que vemos, na prática, é o oposto disso.”

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