Trio suspeito de participar de tiroteio que matou criança ganha liberdade

Relaxamento da prisão foi concedida em audiência no domingo (6). Suspeitos foram presos no dia que menina de 2 anos morreu com bala perdida

Menina foi atingida na cabeçaMenina foi atingida na cabeça - Foto: Arthur de Souza/Reprodução

Edson Souza de Araújo, Moisés Cabral da Silva e Felipe Lopes Prado, presos após o tiroteio que terminou na morte de uma menina de dois anos, no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife, na última sexta-feira (4), tiveram a prisão relaxada durante audiência de custódia realizada no domingo (6). Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a liberdade provisória foi concedida em virtude do excesso de prazo na apresentação dos mesmos perante a autoridade judicial, sem justificativa, que deveria ter sido feita em até 24 horas.

Na decisão, o TJPE acompanhou o parecer do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e aceitou o pedido de relaxamento da prisão do trio, que foi preso em flagrante. A Justiça determinou a remessa dos autos e a cópia da mídia de gravação da audiência à Vara de Execuções Penais, à Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) e à Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial do MPPE para apuração da conduta dos policiais.

Edson Souza, 21 anos, Filipe Brando, 21 anos, e Moisés da Silva, 18 anos, foram presos suspeitos de envolvimento na troca de tiros entre bandidos e policiais militares que acabou na morte de Sthefanny Vitória da Silva. A menina morava na localidade e estava comendo pipoca na calçada de casa, na companhia de uma tia, quando foi atingida com uma bala na cabeça durante o confronto.

De acordo com o tenente coronel William Araújo, comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar de Pernambuco, a polícia realizava uma operação no local quando foi recebida a tiros. Ao perceberem a criança baleada, os agentes realizaram o socorro dela. Enquanto isso, outros policiais detiveram os suspeitos. Também foram apreendidas drogas e armas. O TJPE informou que as armas dos policiais utilizadas na ação também devem ser recolhidas para perícia.

A vítima ainda chegou a ser socorrida pelos policias militares para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lagoa Encantada, também no Ibura, mas morreu antes de ser internada. O projétil entrou pelo nariz e transfixou. Houve perda de massa encefálica e o estado dela era bastante grave quando chegou à UPA.

O corpo foi enterrado no sábado (5), em clima de muita comoção. Por causa da morte da criança, moradores da área realizaram um protesto na BR-101, no mesmo dia da morte, e outro nesta segunda-feira (7).

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