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Guerra

Trump diz que Netanyahu concordou em não enviar tropas a Beirute

"Não haverá tropas indo para Beirute, e qualquer tropa que estivesse a caminho já foi retirada", escreveu Trump após uma ligação "muito produtiva" com Netanyahu

Pessoas olham através de janelas quebradas de um hospital na cidade de Tyre, sul do LíbanoPessoas olham através de janelas quebradas de um hospital na cidade de Tyre, sul do Líbano - Foto: Kawnat Haju / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu nesta segunda-feira (1º) que Israel e o Hezbollah haviam concordado em interromper os combates e acrescentou que as conversas com o Irã avançavam "em ritmo acelerado", depois de parecerem ameaçadas pela ofensiva israelense no Líbano.

Ele também afirmou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, lhe prometeu não enviar tropas aos subúrbios do sul de Beirute, como ameaçou anteriormente, enquanto o grupo libanês pró-Irã Hezbollah concordou em "cessar totalmente o fogo".

Trump fez esses comentários nas redes sociais após a agência de notícias iraniana Tasnim informar que Teerã havia suspendido o diálogo com os mediadores em protesto contra a ampliação da ofensiva de Israel no Líbano contra o movimento islamista Hezbollah, aliado do Irã.

"Não haverá tropas indo para Beirute, e qualquer tropa que estivesse a caminho já foi retirada", escreveu Trump após uma ligação "muito produtiva" com Netanyahu.

"Da mesma forma, por meio de representantes de alto nível, tive uma conversa muito boa com o Hezbollah, e eles concordaram que cessarão todos os combates; que Israel não os atacará e eles não atacarão Israel", acrescentou.

Poucos minutos depois, também por meio da Truth Social, Trump informou sobre o avanço das negociações de paz com o Irã. "As conversas continuam, em ritmo acelerado, com a República Islâmica do Irã. Obrigado pela atenção a este assunto!", afirmou.

Mas, mais cedo na segunda-feira, o presidente americano havia dado sinais ambíguos sobre seu entusiasmo pelas negociações para encerrar a guerra com o Irã, desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro.

"Não me importo" se as negociações com o Irã fracassarem, declarou Trump à emissora americana CNBC, em uma entrevista por telefone pouco antes de suas publicações na Truth Social.

"Se acabarem, acabam", afirmou sobre conversas que já começavam a lhe parecer "muito entediantes".

E, em outra entrevista, desta vez à NBC News, o republicano avaliou que já haviam "falado demais" com Teerã.

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