Trump nega desacordo com chefe de Estado-Maior dos EUA sobre Irã
O negociador itinerante de Trump, Steve Witkoff, e seu genro Jared Kushner também teriam instado o presidente a adiar os ataques
O presidente Donald Trump desmentiu nesta segunda-feira (23) as informações da imprensa segundo as quais o chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos, o general Dan Caine, teria o advertido contra uma intervenção militar de grande envergadura no Irã.
"O general Caine, como todos nós, preferiria não ver uma guerra, mas se fosse tomada a decisão de intervir militarmente contra o Irã, ele acredita que seria algo fácil de vencer", escreveu presidente republicano em sua rede Truth Social.
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"Ele não falou em não atacar o Irã, nem sequer sobre os falsos ataques limitados sobre os quais tenho lido; ele sabe apenas uma coisa, como VENCER e, se lhe disserem para fazê-lo, liderará a ofensiva", assegurou.
O jornal Washington Post afirmou que Caine teria manifestado na Casa Branca e no Pentágono sua preocupação de que a escassez de munições e a falta de apoio dos aliados poderiam aumentar o perigo para o pessoal americano.
E o The Wall Street Journal assinalou que tanto o chefe do Estado-Maior quanto outros funcionários do Pentágono advertiram sobre riscos, como baixas entre as forças americanas e aliadas.
Por sua vez, o site Axios indicou que Caine teria alertado para o risco de que os Estados Unidos "fiquem enredados em um conflito prolongado".
O negociador itinerante de Trump, Steve Witkoff, e seu genro Jared Kushner também teriam instado o presidente a adiar os ataques e dar uma oportunidade à diplomacia, segundo o Axios.
O presidente americano, no entanto, acusou esses meios de comunicação de escrever "de forma incorreta, e de propósito".
"Sou eu quem toma a decisão, preferiria chegar a um Acordo a não fazê-lo, mas, se não conseguirmos um Acordo, será um dia muito ruim para aquele país e, muito tristemente, para seu povo", acrescentou Trump.
O mandatário ordenou ataques contra as instalações nucleares iranianas no ano passado e tem ameaçado reiteradamente Teerã com novas ações militares se as conversas em andamento não resultarem em um novo acordo nuclear.
Washington deslocou uma grande força militar para o Oriente Médio, com dois porta-aviões, mais de uma dúzia de outros navios, um grande número de aviões de combate e outros recursos.
Mas as negociações continuam, e um funcionário americano assinalou que a próxima rodada de conversas com Teerã ocorrerá na quinta-feira.

