Tucanos vão prolongar batalha do impeachment

Joaquim Barbosa diz que o STF não tem poderes para rever a decisão do Senado sobre o impeachment de Dilma

Filme "Olhar Instigado"Filme "Olhar Instigado" - Foto: Divulgação

Que o PT vá ao Supremo contestar a decisão do Senado de afastar Dilma Rousseff da Presidência da República por crime de responsabilidade, compreende-se. É choro de derrotado, mas está dentro do aceitável. O que não se compreende é que dois partidos de base de apoio ao presidente Michel Temer (PSDB e DEM) resolvam também recorrer ao STF contra a decisão do mesmo Senado de não inabilitar a ex-presidente para o exercício de funções públicas por 8 anos, a partir de 2019. A Constituição é clara em relação a este assunto (artigo 52): a inabilitação é uma consequência do impeachment. No entanto, como o processo é “político” e não “jurídico”, tanto que o julgamento é feito pelo Senado e não pela Suprema Corte, será que os ministros podem rever a decisão soberana do Senado? Não, diz o ex-ministro Joaquim Barbosa. Se pudessem, poderiam rever também a decisão do afastamento, e não podem. É isso aí.

Armando e o governo Temer

Esclarece o senador Armando Monteiro (PTB) que vai se comportar em relação ao governo Temer com “absoluta independência”, apoiando todas as iniciativas de interesse do país que estiverem em sintonia com o que sempre defendeu. E que exercerá, quando necessário, “papel crítico e fiscalizador”. Sobre o deputado Zeca Cavalcanti (PTB) ter indicado um aliado para o governo, diz ser responsabilidade dele.

Vazio > Humberto Costa (PT) continua dizendo que “o governo golpista” de Michel Temer não terá “um dia de trégua”, mas não parece. Anteontem, data da aprovação do impeachment de Dilma, esperava-se milhares de petistas na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para protestar, mas ela estava praticamente deserta.

Espaço > Eleito pelo PTB mas atualmente no PSD, que é da base de apoio a Paulo Câmara, o deputado Álvaro Porto já deve ter chegado à conclusão de que não cabe todo mundo de um lado só.

É pau > O deputado Sílvio Costa (PTdoB) não se considera “líder político” em Pernambuco, mas promete fazer oposição ao governo Temer “como nunca fiz a nenhum outro governo. É só aguardar”.

A paz > Se Jarbas Vasconcelos reconciliou-se com Eduardo Campos após 20 anos de briga fratricida, diz o ex-prefeito João Paulo (PT), por que ele não poderia reconciliar-se com o ex João da Costa?

Parabéns > Pela declaração de bens que informou à Justiça Eleitoral, Carlos Augusto Costa (PV) é o mais endinheirado dos 8 candidatos à Prefeitura do Recife. Mas em vez de ser criticado pela “fortuna” que possui (cerca de 6 bilhões), ele foi parabenizado por um eleitor “por ser o único dos 8 que disse a verdade”.

Recurso > Líder na corrida eleitoral pela Prefeitura de Gravatá, o ex-prefeito Joaquim Neto (PSDB) teve quatro contas rejeitadas pela Câmara Municipal (2004, 2006, 2007 e 2008) e por isso o registro da candidatura está “sub judice”. Liminar da justiça permitiu o registro, mas o Município e a Câmara recorreram.

Mistura > Do deputado Daniel Coelho (PSDB) sobre por que se considera o único candidato novo à Prefeitura do Recife: “O vice de Geraldo Júlio (PSB), Luciano Siqueira (PCdoB), foi o mesmo vice de João Paulo (PT), que também governou com o PSB. Logo, diz, eleger Geraldo ou João Paulo seria “andar para trás”, quando é possível “andar para frente”, votando nele que foi o 2º colocado nas eleições de 2012 (28% dos votos).

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