Tudo pronto para o encontro das Nações de maracatu

A noite desta terça (6) foi para os últimos ajustes para o espetáculo Tumaracá,que acontece na quinta (8), a partir das 18h, no Marco Zero

Treze Nações participaram do ensaio geral do TumaracáTreze Nações participaram do ensaio geral do Tumaracá - Foto: Ed Machado / Folha de Pernambuco

As treze Nações de maracatu que compõem o espetáculo Tumaracá finalizaram, na noite desta terça (6), a maratona de ensaios antes da grande apresentação de encerramento da semana pré-Carnaval do Recife. O espaço escolhido foi o Marco Zero, onde os integrantes voltam a se apresentar oficialmente na quinta (8), a partir das 18h.

Os cerca de 700 batuqueiros vão se concentrar na rua da Moeda e seguem em cortejo até o palco principal. Antes da apoteose, a passagem das Nações será precedida pela cerimônia de lavagem da avenida Rio Branco, numa reverência ao povo negro. A consagração é um ato inédito no Carnaval do Recife, e será conduzida por 24 agremiações de afoxés do Recife.

“Todos esses ensaios fortaleceram nosso encontro, e era isso que a gente queria. Não foi nem um ensaio geral, é mais um ajuste de microfone, porque eles já estão mais que ensaiados. A mudança do dia da apresentação, que, a princípio, foi uma polêmica, hoje a gente agradece, porque as Nações de fato ganharam um dia só para elas. Antes, a gente corria e perdia tempo do espetáculo, porque fazíamos parte de um espetáculo maior que era o espetáculo de abertura. Só tínhamos de 40 minutos a uma hora. Hoje, temos três horas de espetáculo com tranquilidade”, avaliou a diretora musical do Tumaracá, Paz Brandão.

Ela destacou a construção coletiva do espetáculo, tanto na formulação da dinâmica do show, como na escolha das participações especiais de Isaar, Guitinho de Xambá e Zé Brown. “Nossa ideia é fazer maracatu para o mundo ver, e quem vier na quinta-feira vai entender o que é o maracatu nação e as suas possibilidades”, finalizou.

Entre os mestres, não faltaram referências e saudosismo em relação ao músico Naná Vasconcelos, falecido em 2016. Naná liderou o encontro de batuqueiros por 15 anos, na abertura do Carnaval do Recife. “Para a gente, é uma honra estar participando mais um ano dessa história bonita que Naná deixou para a gente dar continuidade. Estamos ansiosos porque falta pouco”, disse Alessandro Andrade, da Nação Maracatu de Baque Virado Tupinambá.

O público que acompanhou o acerto do show também estava ansioso. “Eu gosto de folia em qualquer hora ou lugar. Não vejo problemas na mudança de dia dos maracatus, já que a cultura pernambucana foi mantida”, opinou a psicóloga Auricélia Moura, 44.


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