Coronavírus

Turismo mundial caiu 70% entre janeiro e agosto pela Covid-19, diz OMT

As chegadas de turistas internacionais caíram 70% em todo o mundo nos primeiros oito meses de 2020

Passageiros desembarcam em aeroporto de Manchester, na InglaterraPassageiros desembarcam em aeroporto de Manchester, na Inglaterra - Foto: Anthony Devlin / AFP

As chegadas de turistas internacionais caíram 70% em todo o mundo nos primeiros oito meses de 2020 em relação ao ano anterior, devido à pandemia covid-19, anunciou a Organização Mundial do Turismo (OMT) nesta terça-feira (27). 

Os meses do verão boreal, geralmente a alta temporada turística no hemisfério norte, foram catastróficos: a chegada de turistas despencou 81% em julho em uma taxa anual e 79% em agosto, segundo essa agência da ONU com sede em Madri. 

Esta queda representa 700 milhões de chegadas de turistas a menos e perdas de 730 bilhões de dólares para o setor turístico mundial, o equivalente a "oito vezes as perdas registradas após a crise financeira global de 2009", apontou a OMT em seu comunicado. 

A região Ásia-Pacífico, a primeira a sofrer a pandemia, foi a mais atingida (-79%), seguida pela África e Oriente Médio (-69%), Europa (-68%) e continente americano (-65%). 
 

A queda nas chegadas de verão na Europa foi menos pronunciada do que em outros lugares (-72% em julho e -69% em agosto), mas "a recuperação foi breve, já que as restrições a viagens foram reimpostas quando cresceram os contágios novamente", disse a OMT. 

Para todo o ano de 2020, a OMT espera um declínio anual de 70% nas chegadas de turistas e não prevê uma recuperação até o segundo semestre de 2021, no mínimo. 

Cerca de 20% dos especialistas consultados pelo órgão previram que a recuperação só ocorrerá em 2022. 

Para a OMT, o colapso do turismo se deve à lentidão na contenção do vírus, à falta de uma resposta coordenada dos países para o desenvolvimento de protocolos comuns, bem como à deterioração do contexto econômico. 

Em 2019, o turismo mundial teve um crescimento de 4% nas chegadas. A Espanha foi o segundo destino mundial, atrás da França e à frente dos Estados Unidos.   

 

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