guerra na ucrânia

Ucrânia afirma que reconquistou 37 km2 de território em uma semana

A Rússia recrutou em setembro centenas de milhares de homens para enfrentar o conflito na Ucrânia e dezenas de milhares fugiram para o exterior para evitar a convocação

Soldado ucrânianoSoldado ucrâniano - Foto: Genya Savilov / AFP

O exército da Ucrânia reconquistou 37 milhas quadradas no leste e sul do país em uma semana, no âmbito da contraofensiva ante as forças da Rússia, anunciou nesta segunda-feira (3) o vice-ministro da Defesa, Ganna Maliar.

No sul, "o território liberado aumentou em 28,4 km2", o que eleva a 158 milhas quadradas a superfície total reconquistada nesta região desde o lançamento da contraofensiva no início de junho, declarado Maliar.

No leste, os avanços de Kiev foram de apenas nove milhas quadradas, de acordo com o vice-ministro.

"O inimigo resiste com força, está mantendo uma batalha muito dura", destacou Maliar. Ela disse que as tropas russas executaram uma ofensiva no fim de semana nos arredores de Svatove, na região de Lugansk.

Os russos estão "tentando avançar para Lyman", uma cidade na região de Donetsk tomada pelo exército ucraniano no final do ano passado, segundo Maliar.

Na Rússia, o Serviço Federal de Segurança (FSB) afirmou nesta segunda-feira (3) que impediu uma tentativa de assassinato contra o líder designado por Moscou na Crimeia, península ucraniana anexada em 2014.

"Frustramos uma tentativa de assassinato contra o líder da Crimeia, Serguei Aksionov, organizado pelo serviço especial ucraniano", afirmou o FSB, citado pelas agências de notícias russas.

Um cidadão russo nascido em 1988 foi detido, acusado de ter sido "recrutado por oficiais do SBU", o serviço secreto ucraniano, indicou o FSB, que acusou o homem de ter "formação em inteligência subversiva na Ucrânia, incluindo o uso de explosivos" .

Também nesta segunda-feira, o presidente do Comitê de Defesa da Duma (Câmara Baixa do Parlamento russo) lançou a ideia de uma nova substituição para substituir os membros do grupo paramilitar Wagner que ganhou de combater na Ucrânia.

"O presidente da Federação Russa (Vladimir Putin), claramente e de maneira compreensível e específica, disse que não aceitou uma nova convocação", declarou Andrei Kartapolov, de acordo com a agência estatal TASS.

"Não há necessidade de levantamento hoje ou no futuro próximo", acrescentou.

De acordo com o ex-comandante militar, "não há nenhuma ameaça de redução do potencial de combate a médio e longo prazo, e Moscou dispõe de tropas dentro das Forças Armadas russas para substituí-las".

A Rússia recrutou em setembro centenas de milhares de homens para enfrentar o conflito na Ucrânia e dezenas de milhares fugiram para o exterior para evitar a convocação.

"No momento do motim (fracassado), o grupo Wagner não era mais utilizado na linha de frente, todos estavam nos acampamentos", acrescentou Kartapolov.

Após o motim frustrado, o fundador do grupo Wagner, Yevgueni Prigozhin, aceitou partir para o exílio na Bielo-Rússia, após a mediação de Minsk.

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