UE pode autorizar provisoriamente o antiviral remdesivir

A autorização dependerá se os especialistas considerarem os dados disponíveis sobre o medicamento 'suficientemente sólidos'

Remédio foi verificado em um minucioso estudo americanoRemédio foi verificado em um minucioso estudo americano - Foto: Ulrich Perrey / POOL / AFP

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) pode autorizar provisoriamente "nos próximos dias" o medicamento antiviral remdesivir para o tratamento de pacientes com coronavírus na União Europeia, afirmou nesta segunda-feira (18) seu diretor, Guido Rasi.

"Poderá ser concedida uma autorização condicional de comercialização nos próximos dias", afirmou Rasi no Parlamento Europeu, acrescentando que dependerá de os especialistas considerarem os dados disponíveis sobre o medicamento "suficientemente sólidos".

A UE autoriza condicionalmente a comercialização de medicamentos, cujos benefícios são estimados maiores do que seus riscos, apesar de não terem ainda dados completos. Sua duração é de um ano renovável.

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A molécula do laboratório americano Gilead Sciences foi desenvolvida para tratar pacientes com febre hemorrágica ebola, mas nunca foi aprovada para nenhuma doença antes da Covid-19.

Este é o primeiro medicamento que demonstrou certa eficácia contra a Covid-19 em um ensaio clínico significativo nos Estados Unidos, com mais de mil pacientes, que reduziram seu tempo de recuperação em quatro dias, passando de 15 para 11 dias.

Com base neste ensaio, a Food and Drug Admnistration (FDA) dos EUA concedeu uma autorização de emergência para tratar pacientes com a doença, assim como o Japão, que acelerou seus procedimentos geralmente longos.

Paralelamente, cientistas de todo o mundo estão imersos em uma corrida contra o relógio para achar uma vacina contra o coronavírus que, segundo o chefe da EMA, poderia estar disponível "dentro de um ano", no cenário mais otimista.

O novo coronavírus causou pelo menos 315.270 mortes no mundo desde seu surgimento em dezembro na China, segundo um balanço realizado pela AFP com base em fontes oficiais, nesta segunda-feira às 11h0 GMT (8h no horário de Brasília).

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