Reordenamento

UFPE dá ultimato aos ambulantes

No páreo estão mais de 30 lanchonetes fixas dos prédios principais

Comerciantes e estudantes se colocam contra a retiradaComerciantes e estudantes se colocam contra a retirada - Foto: Bruno Campos

 

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) quer o fim do comércio informal dentro do câmpus da instituição, na Zona Oeste do Recife. Para permanecer no local, os trabalhadores deverão participar de licitação pública, com disputa de vagas, e passar a pagar aluguel pelo uso do espaço.

De acordo com a direção, cerca de 150 vendedores, de alimentação e serviços, ocupam irregularmente os prédios, estacionamentos, vias e calçadas do estabelecimento de ensino. A promessa inicial é de diálogo, com a identificação dos ambulantes existentes. Até março, regras mais rígidas devem vigorar.
Segundo o diretor de Controle Urbano da UFPE, Hermenegildo Bernardo, a ação ocorre em cumprimento à lei. “Trata-se do uso privado de área federal, que em qualquer lugar do País é oneroso. O Conselho de Administração entendeu que era necessário atualizar as normas, algo que acontece em prol da preservação de nosso patrimônio”, explicou. A Zona Livre Interna conta com carroças, triciclos e barracas fixas. “Tem gente vendendo no isopor ou quem entra de carro e abre a mala para oferecer produtos. Não podemos continuar sem controle.” Bernardo promete melhoramentos como a criação de praças de alimentação e preços mais baixos.

No processo licitatório poderão participar pessoas físicas e jurídicas, com postos abertos à livre concorrência. Mesmo quem nunca trabalhou dentro da UFPE poderá entrar na disputa. “Não definimos os valores que serão aplicados mensalmente, mas caberá atualização”, disse o diretor. No páreo estão mais de 30 lanchonetes fixas que ocupam os prédios principais. Segundo o superintendente de Segurança Institucional da universidade, Armando Nascimento, os comerciantes serão notificados e será estipulado um prazo. “Queremos resolver cada etapa com diálogo. Caso aja resistência, será passível o acionamento de força policial.”

Severina Alves montou uma carrocinha de cachorro-quente e tapioca, há 18 anos, ao lado da Biblioteca Central. “A retirada não é boa para ninguém. Queremos a chance de trabalhar, mesmo que tenha que se pagar por isso”, opinou. A medida também desagrada os estudantes. “Os ambulantes são a alternativa que temos para nos alimentarmos sem ter que pagar preços exorbitantes”, disse a aluna de letras Gabriela Vasconcelos.

 

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