Uma escola cada vez mais atraente

Um bom exemplo de estudante que trocou a escola particular por uma EREM

Governador Paulo Câmara (PSB) se despede de Camilo SimõesGovernador Paulo Câmara (PSB) se despede de Camilo Simões - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

O bons resultados obtidos pelas EREM criaram uma situação inusitada em diversas cidades de Pernambuco. A oportunidade de oferecer aos filhos uma educação de qualidade, em tempo integral, e ainda com a possibilidade de participação em programas bastante atrativos, como o Ganhe o Mundo, em que os alunos fazem intercâmbios em outros países, faz com que a procura pelas vagas na rede pública cresça bastante. Ao ponto em que em alguns municípios sequer existam escolas privadas de Ensino Médio.

“Eu fui professor de uma escola particular aqui em São José do Egito. A partir de 2009, quando o ensino integral começou, ela foi decaindo, até deixar de funcionar”, relembra o gestor da Oliveira Lima e professor de Geografia, Luiz Sérgio Almeida Castelo Branco. Na “Capital dos Repentistas”, essa verdadeira mudança de paradigma na relação entre as redes pública e privada chega até mesmo às escolas do Ensino Fundamental. “Quem tem direito de vir para a EREM é o aluno que estiver no 9º ano do Ensino Fundamental em escola pública. Então, no 8º ano, muitos pais já colocam a criança na escola pública, para garantir a vaga”, explica Castelo.

“O nível das nossas escolas tem se aproximado muito das privadas. A gente tem conseguido que o aluno de qualquer região do estado tenha a mesma formação, o mesmo conteúdo. E eles estão passando em Medicina, em Engenharia. Eu posso dizer que em cidades como Floresta, São José do Egito e Timbaúba não há mais escolas privadas no Ensino Médio”, relata o secretário executivo de Educação Profissional, Paulo Dutra.

Um bom exemplo de estudante que trocou a escola particular por uma EREM é Sabrina Laíza Ramos de França, de 18 anos. Ela mora em Buíque, onde estudava em uma escola particular, a Nossa Senhora das Graças. Mas se sentiu atraída pela possibilidade de fazer um intercâmbio no exterior. “Sempre fiz cursos de inglês e queria tentar o intercâmbio, que só é possível de ser feito para quem estuda em escola pública. Isso me chamou a atenção para ir pra lá, além da qualidade do ensino, que todo mundo sempre falou que é excelente. Confirmei isso”, diz Sabrina, que é aluna da EREM de Arcoverde. Ela não conseguiu uma das 400 bolsas do Ganhe o Mundo, mas se diz satisfeita com a mudança. “Minha escola particular era muito puxada, mas na EREM, com o integral, é ainda mais. Vou prestar vestibular para Direito e acho que a preparação que eu estou tendo é muito boa”, afirma.

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