União que atende famílias com criança com microcefalia pede ajuda

União Mães de Anjo (UMA) será desalojada no próximo dia 30 e agora precisa de novo espaço

Urna eletrônicaUrna eletrônica - Foto: Divulgação/TSE

A União Mães de Anjo (UMA) lançou apelo por um espaço para sediar a associação. O grupo, o primeiro voltado para o acolhimento de mães e famílias de crianças com microcefalia, será desalojado no próximo dia 30 do prédio da ONG Oásis da Liberdade, em Jardim São Paulo, onde tinha uma área cedida. A ONG, que trabalha com dependentes químicos sob a batuta de um vereador do Recife, fechará a unidade no bairro e se fixará apenas no Centro do Recife, onde não espaço para a UMA. As Mães de Anjo agora correm contra o tempo para conseguir um local, ao menos provisório, para armazenar as doações que chegam todos os dias para os bebês de todo o Estado e acolher famílias.

“Precisamos de um anjo para ajudar as mães de anjos. Nosso apelo é para um espaço digno para receber nossos bebês”, afirmou a presidente da UMA, Germana Soares. A ideia é sair da precariedade do prédio atual para algo mais estruturado. Segundo ela, há 319 mães participantes da organização espalhadas por várias regiões do Estado. Uma das principais preocupações de ficar sem sede no Recife é deixar de acolher muitas mães que se deslocam entre a Capital e o Interior e também perder o ponto de estocagem das doações. “Nossa maior preocupação é por conta dos leites, alimentos e fraldas que podem se perder”, comentou a vice-presidente, Gleyse Kelly Cavalcanti.

Como a associação não tem recursos próprios, a saída tem sido negociar com outras instituições uma forma de UMA ser abrigada. Segundo Gleyse, o grupo procurou apoio da Arquidiocese de Olinda e Recife em busca alguma área da igreja que possa servir de espaço para a sede. “O arcebispo prometeu se mobilizar, mas até então não seria um espaço certo. Ele ficou de entrar em contato com várias paróquias. Mas a gente quer um espaço fixo. Se ficarmos de pinga pinga, podemos perder o foco”, disse. Há ainda promessa do governo estadual em ceder uma área em algum prédio público, mas não foi dado prazo para isso.

A proposta da UMA é ter instalações onde seja possível ofertar acolhida para pernoites das mães do interior e onde se consiga realizar terapias com as crianças. “O mais difícil a gente já tem, que são os profissionais que já se propuseram a ser voluntários. Só falta o espaço”, lamentou Germana Soares.

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