União suspende pesca de crustáceos no litoral nordestino

Decreto do Governo Federal é precaução para evitar o consumo de espécimes contaminados no litoral nordestino e vale a partir da próxima sexta-feira

Óleo no litoralÓleo no litoral - Foto: Léo Malafaia/Folhape

A pesca de lagosta e camarão será proibida no litoral nordestino atingido por manchas de óleo a partir da próxima sexta-feira. A decisão do Governo Federal, publicada nesta terça-feira (29), no Diário Oficial, visa evitar consumo dos crustáceos contaminados.

A atividade pesqueira ficará suspensa nas divisas entre Alagoas e Pernambuco, Piauí e Ceará, na divisa entre os estados da Bahia e Espírito Santo e nos municípios de Mata de São João e Camaçari, na Bahia. Em Pernambuco, o óleo voltou a aparecer no município de Goiana, na manhã da terça-feira (29).

A restrição inclui a lagosta vermelha, a lagosta verde, a pesca de arrasto e artesanal de camarões rosa, branco e sete-barbas até o dia 30 de novembro de 2019 na divisa entre Pernambuco e Alagoas e nos municípios de Mata de São João e Camaçari, na Bahia. Até o dia 31 de dezembro, a medida continua proibindo a pesca dos camarões rosa, branco e sete-barbas na divisa entre Piauí e Ceará, entre a Bahia e o Espírito Santo e nos municípios de Mata de São João e Camaçari, na Bahia.

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Com relação à sobrevivência dos pescadores, que ficarão impedidos de praticar a atividade nesse período, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, comentou sobre o seguro defeso que deverá ser pago pela União. "Falei pessoalmente por telefone com a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Teresa Cristina, porque há uma necessidade de informação quanto a questão do seguro defeso, para vermos a proteção dos nossos pescadores", contou o governador.

O benefício, pago a pescadores no período de reprodução das espécies, quando a pesca é proibida, será pago neste mês de novembro para pescadores que tiveram as atividades afetadas devido às manchas de óleo.

A situação de aparecimento do resíduo de petróleo no litoral pernambucano já acumulou 1.518 toneladas, segundo o balanço do Governo do Estado divulgado na noite desta terça (29). O material, que viaja no oceano por baixo d'água, fica visível ao chegar próximo do litoral. Peixes, tartarugas, mariscos, lagostas e diversos outros animais já foram encontrados contaminados pelo produto. Desde o dia 17 de setembro, 44 praias e oito rios foram contaminadas pelo resíduo em Pernambuco. O incidente continua sem causador identificado.

Na Ilha de Itapessoca, localizada em Goiana, o óleo pode ser visto já nas primeiras horas da terça-feira (29). As pequenas manchas foram encontradas próximas às praias de Ponta de Pedras e Barra de Catuama. As duas últimas aparições de resquícios no município datam do dia 7 de setembro.

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