Unicap: nova gestão foca em sustentabilidade, inovação e humanismo
Reitor da universidade visitou diretoria da Folha de Pernambuco
A Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) já formou, em 82 anos de atividades, mais de 100 mil alunos e agora vive um novo ciclo, com o início da gestão do professor doutor padre Carlos Fritzen, que chega como o 10º reitor da instituição, comandada anteriormente pelo padre Pedro Rubens durante 20 anos.
Fritzen toma posse oficialmente em sessão solene que será realizada na tarde de 2 de fevereiro, no 1º andar do bloco G da instituição, localizada no bairro da Boa Vista, área central do Recife.
Visita do novo reitor à Folha de Pernambuco ocorreu nesta segunda (19) | Foto: Arthur Botelho/Folha de PernambucoO padre visitou a Folha de Pernambuco na manhã desta segunda-feira (19) e convidou a direção do jornal para prestigiar o evento. Junto com a assessora de comunicação da Unicap, Paula Losada, foi recebido pela vice-presidente do jornal, Mariana Costa; pelo diretor Operacional, José Américo Lopes Góis; pela editora-chefe, Leusa Santos; pela gerente de Mercado, Tânia Campos; e pela coordenadora de Executivos Multimídia, Wilma Mota.
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Ao final da visita, recebeu das mãos de Mariana Costa um exemplar do livro "Usina Cucaú: O Compromisso com o Desenvolvimento Sustentável" [leia a sinopse no final do texto].
Foco da nova gestão
Durante entrevista, Fritzen definiu os pilares que vão guiar os passos da nova direção. Segundo o padre, o comando não vai substituir o antigo, mas promete dar continuidade ao que já foi construído até aqui.
Entre os planos, destaca o novo reitor, estão a redução de mensalidades e o letramento digital dos professores, tendo como balizadores os princípios da sustentabilidade, inovação e humanismo.
“Temos o desafio de deixar a universidade mais atualizada no sentido de usar a automação das tecnologias. O principal é revisar toda a parte curricular. As novas profissões e demandas exigem uma resposta. Nós temos trabalhado muito com diversos atores, mas precisamos intensificar os nossos propósitos e parcerias com empresas. É um desafio, porque as coisas sempre se renovam e nós, enquanto universidade, temos essa missão”, explicou.
Redução de mensalidade para aumentar competitividade
Atualmente, a universidade possui mais de 40 cursos de graduação que contam com cerca de 7,3 mil estudantes. Já os diversos programas de pós-graduação abrangem cerca de 1,2 mil alunos.
A partir de um redesenho organizacional para tornar a Unicap mais acessível e competitiva, uma das primeiras implementações de 2026 será a redução nas mensalidades de diversos cursos. As diminuições no preço serão entre 15% e 67%, segundo o reitor.
De acordo com Fritzen, a previsão é que os descontos passem a valer a partir do segundo semestre de 2026.
“A gente já fez uma reprecificação em alguns cursos, mas isso é o ponto inicial. Eu tenho uma visão de que precisamos revisar o todo. Esta é uma decisão de gestão estratégica que reforça nossa missão jesuíta de ampliar o acesso à educação superior de qualidade. Tornar a Unicap mais acessível é também torná-la mais justa e comprometida com a transformação social”, acrescentou.
Veja o percentual de descontos por curso
- Ciências Contábeis – 50%
- Direito (noite) – 30%
- Jornalismo – 30%
- Psicologia (noite) – 30%
- Ciência da Computação (noite) – 30%
- Enfermagem – 35%
- Fisioterapia – 58%
- Fonoaudiologia – 64%
- Farmácia – 58%
- Nutrição – 58%
- Ciências Biológicas (Bacharelado) – 67%
Plano de letramento digital
Ainda durante a gestão de Carlos Fritzen, os professores da Unicap vão passar por uma espécie de letramento digital, que visa ensiná-los como trabalhar com as diversas tecnologias, entre elas a inteligência artificial, na sala de aula, de forma proveitosa e responsável.
“Toda a questão da IA é recente e muitas pessoas têm dúvidas, o que gera desafios internos. Precisamos de uma ferramenta que esteja a serviço de toda a universidade. O letramento é uma etapa importante para todo o corpo docente e técnico. A IA não é inimiga da gente. Tem muita coisa que se faz com ela. Pode fazer o bem e o mal, mas eu estou apontando para o lado que colabora com o ser humano para que ele se coloque na função principal e não substitua a máquina. O ser humano nunca deixou de ser figura central do processo”, complementou.
“Já temos desenvolvimentos internos de IA que agilizam, por exemplo, o processo de matrícula ou de certificação digital. Tudo isso já está sendo instrumentalizado. Temos um grupo que desenvolve projetos específicos e vai fazer esse letramento agora em fevereiro”, finalizou.
Saiba mais sobre "Usina Cucaú: O Compromisso com o Desenvolvimento Sustentável"
Lançado em setembro de 2024, o livro "Usina Cucaú: O Compromisso com o Desenvolvimento Sustentável" retrata a história de sucesso de uma das maiores geradoras de emprego e renda do estado, que está erguida na Zona da Mata, onde a cana-de-açúcar é plantada há quase 500 anos.
A área cultivada é estratégica e situada próxima ao Oceano Atlântico, onde não há ameaças de secas e os rios são perenes. Instalada em Rio Formoso, a Cucaú tem 134 anos de história.
“Formada por um grupo de franceses, a Companhia Geral de Melhoramentos tinha o objetivo de entrar em contato com a estrutura ferroviária da região, mas decidiu ir além e adquiriu o Engenho Cucaú. Na época, até poderia se imaginar, mas ninguém sabia de fato que estava sendo construído o que é hoje uma das maiores usinas de Pernambuco”, diz o exemplar.
O projeto de desenvolvimento da Usina Cucaú ganhou forma e impulso quando entrou em nova fase, a partir de 1943, ano em que o empresário Armando de Queiroz Monteiro adquiriu o empreendimento. Ele chegava com o grande desafio de modernizar e fazer de Cucaú uma das maiores produtoras de açúcar de Pernambuco. E esse sonho passou do pai para filhos, Armando, Múcio e Rômulo, a partir de 1989, quando o empresário faleceu.
Cada um, da sua forma, acrescentou história e desenvolvimento à Usina. O primogênito, Armando Monteiro Filho, liderou a diversificação dos negócios ocorrida entre os anos 1960 e 1990. Rômulo Monteiro contribuiu de forma significativa para que o parque agroindustrial se consolidasse, e Múcio Monteiro teve participação profícua até março de 1972, quando faleceu precocemente em acidente de avião.
“A partir de 2000, uma nova transformação ocorreu em Cucaú. Foi quando o empresário Eduardo de Queiroz Monteiro, presidente do Grupo EQM e filho de Armando Monteiro Filho, assumiu o controle acionário da Usina. A nova gestão modernizou ainda mais a empresa como um todo, expandindo sua produção e estabelecendo uma ampla reforma administrativa, que a reposicionou no setor sucroenergético. Sob o comando de Eduardo Monteiro, o que se vê é uma usina robusta, geradora de empregos em toda a região, fabricante de vários produtos originados da cana-de-açúcar e com projetos e ações que valorizam a preservação ambiental e o desenvolvimento social”, complementa o livro.

