UPA de Rio Doce, em Olinda, segue sem previsão de abertura

Comunidade do bairro mais populoso de Olinda reclama do atraso na obra e cobra celeridade no processo à prefeitura

Ordem para a construção da UPA foi assinada em 2015. Moradores ainda esperam o equipamentoOrdem para a construção da UPA foi assinada em 2015. Moradores ainda esperam o equipamento - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Moradores de Rio Doce, o bairro mais populoso de Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR), com uma população de aproximadamente 44.176 habitantes, se queixam da demora na entrega da Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA).

A ordem de serviço para a construção da unidade de saúde foi assinada em 2015, com a entrega marcada para o mesmo ano, no entanto a intervenção se arrasta até agora e sem previsão de término. De acordo com a Secretaria de Saúde da Cidade, a conclusão da obra depende da liberação de R$ 1 milhão dos cofres municipais, que já está em trânsito.

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“Essa construção está aí faz é tempo. Mas nunca finalizaram. A esperança é que a gente não precisasse ir para tão longe atrás de atendimento. Dar alguma explicação à população era o mínimo que eles deveriam fazer”, relata a dona de casa Andrea Moraes, 55 anos, que reside no bairro há mais de 16 anos. Os que necessitam do serviço precisam se locomover até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima, que fica no bairro de Tabajara, também em Olinda.

A população do bairro afirma também que o abandono do prédio favoreceu a atuação de criminosos nas redondezas. “O local está aí, abandonado, sem ninguém. Os meliantes aproveitam para se esconder e quando você menos pensa, lhe assalta. Fui assaltada aqui, por um viciado, tem menos de dois meses. Tinha acabado de voltar do trabalho, estava cedo ainda”, conta a auxiliar administrativa, Luciana Mendes, 30.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde de Olinda informou que o início dos atendimentos na UPA de Rio Doce depende da finalização das obras na área externa do prédio. As pendências estão nas áreas de estacionamento, local adequado para destinação de lixo hospitalar, cisterna, gradil, rampas de acesso, entre outras. Ainda segundo a secretaria, essas intervenções terão que ser realizadas com recursos próprios do município, uma vez que a obra consta como concluída no Sistema de Monitoramento de obras do Ministério da Saúde (Sismob).

Para o comerciante Antônio Carlos, 57, a finalização desse serviço precisa ser feita o mais rápido possível. "Faz três anos que esse prédio vem sendo construído e não tem nada em funcionamento. A população do bairro precisa desse atendimento, desse tipo de serviço. A nossa única esperança agora, em relação a essa obra, é a de finalização. Para a população poder ter acesso à saúde mais próximo de casa", contou. 

A Prefeitura afirmou que vai tentar levantar recursos próprios, ou com auxílio do Governo, para concluir o serviço, porém, ainda tem previsão para a retomada das obras.

   Unidades

Olinda conta com a UPA de Tabajara que oferece serviços de clínica geral, pediatria e odontologia, o Hospital Tricentenário, que oferta serviço de clínica geral, pediatria, odontologia e obstetrícia e Serviço de Pronto Atendimento (SPA) de Peixinhos, com clínica e pediatria.

 

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