Mutação do coronavírus

USP confirma variante sul-africana do coronavírus em amostra de paciente de São Paulo

Mulher em Sorocaba apresentou variação, sem ter histórico de viagem para África do Sul, nem contato com pessoas que viajaram

Ilustração do Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19Ilustração do Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19 - Foto: Reprodução

Pesquisadores confirmaram que uma amostra coletada na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, há uma semana, é da variante do Sars-CoV-2 encontrada pela primeira vez na África do Sul, em dezembro de 2020. A notícia foi publicada nesta terça-feira (7) pelo Jornal da USP.  As informações são do R7.

A principal preocupação de médicos e especialistas é que essa mutação tem mais chance de transmitir e de escapar das respostas imunes de vacinas ou infecção anterior.

De acordo com o estudo, a mulher de 34 anos que apresentou a mutação não teve histórico de viagem para o país africano e nem teve contato com pessoas que estiveram fora do Brasil. 

Em entrevista ao Jornal da USP, o pesquisador Rafael dos Santos Bezerra, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, um dos autores do trabalho, afirmou que não é possível saber como a variante chegou ao Brasil.

"A hipótese mais segura nesse instante é que seja uma cepa importada, pois Sorocaba é uma área de indústrias com alto fluxo de pessoas, porém apenas com mais estudos isolados poderemos confirmar um possível evento de convergência”, explicou. 

A descoberta foi feita por um grupo de pesquisadores de amostras genômicas do vírus no estado de São Paulo. O Instituto Butantan coordena o estudo, que tem participação da USP e outras instituições de pesquisa.

Nesse ensaio, foram sequenciados 217 genomas do vírus, a partir de uma coleta de amostras em diversas cidades paulistas, entre elas Sorocaba, Araçatuba, Marília, Taubaté, Campinas e Ribeirão Preto, além de munícipios das regiões da Grande São Paulo e Baixada Santista.

Dos genomas analisados, 64.05% eram da variante amazônica; 25,34% da linhagem que mais circulava no Brasil antes do surgimento da mutação de Manaus; 5.99% da cepa do Reino Unido e um caso da sul-africana. 

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