Vacinação contra influenza ainda está baixa em Pernambuco

A imunização contra influenza ainda é de 62%. Crianças têm o pior percentual da vacinação, com menos de 50% de proteção. Por outro lado, os casos de Síndromes Respiratórias Graves aumentaram 15,6% nos últimos dias.

Vacinação Vacinação  - Foto: Arthur Mota

Faltando menos de dez dias para o fim da campanha de vacinação contra a influenza, o percentual geral de imunização dos grupos prioritários em Pernambuco ainda é de 61,2%. Por outro lado os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentaram 15,6% entre o dia 15 e o dia 22 de maio. Até o dia 1 de junho, a meta é vacinar 90% dessa população. Merece atenção a baixa procura que a proteção vem tendo entre o público de crianças. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), dos 609.586 meninos e meninas de seis meses a menores de 5 anos previstos para serem vacinados menos de 50% receberam as doses.

O grupo infantil é de risco porque as crianças têm mais gripes e resfriados do que os adultos. Isso acontece porque o sistema imunológico delas ainda é imaturo, ainda não possui tantas ferramentas para se defender contra os vírus. Por isso a importância da vacina da gripe na prevenção da transmissão do vírus da gripe”, explicou a pneumopediatra da policlínica Lessa de Andrade e do Hospital Otávio de Freitas, Lívia Almeida. A médica reforçou que é essa imaturidade imunológica que acarreta uma maior chance também dos pequenos terem mais complicações decorrentes das gripes, como as pneumonias. A pneumopediatra destaca ainda que é mito a ideia de que a vacina é capaz de levar ao adoecimento.

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“Essa é uma informação sem fundamento já que a vacina é feita com vírus morto, incapaz de causar a gripe. O que, por vezes, pode acontecer é uma vermelhidão local e febre entre seis e 24 horas após a vacinação. Mas esses sintomas não são por causa dos vírus e, sim, por conta de substâncias da vacina. A única contraindicação a imunização de influenza é para as crianças que já tiveram reações alérgicas severas ao ovo como urticária, broncoespasmo, edema de glote ou choque”, afirmou.

Se para o grupo infantil a procura ainda está aquém do esperado, no seguimento puérperas (mulheres que tiveram filhos até 45 dias) a imunização já alcançou 84,8% da parcela. No segundo lugar do ranking dos melhores resultados, até o momento, estão os trabalhadores da saúde (72,5%), seguido dos indígenas (70,9%).

Notificações e óbitos
Até o dia 12 de maio foram 687 casos de síndrome respiratória aguda grave notificados no Estado, sendo 26 com resultado laboratorial para H1N1, 13 para H3N2 e um para vírus sincicial respiratório (VSR). No boletim anterior eram 594 registros de SRAG, com 22 para H1N1, 11 para H3N2 e um de VSR. Dos 34 óbitos registrados de SRAG até agora, seis tiveram confirmação para influenza, sendo cinco de H1N1 e um de H3N2. Entre as mortes já confirmadas estão duas crianças menores de dez anos de idade.

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