Valorizando o aluno de EAD

Passar por uma formação em educação à distância gera autonomia e flexibilidade

Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois  - Foto: Divulgação

De acordo com a Secretaria de Educação de Pernambuco, a escola técnica estadual Almirante Soares Dutra, uma das mais antigas em atividade na Capital pernambucana, é destaque entre os polos estaduais de EAD. Professor da rede estadual há 12 anos, geógrafo de formação e gestor da Soares Dutra desde 2011, Oscar Santos tem a explicação precisa para ilustrar por que a escola é referência: “O preparo da nossa equipe, a qualidade dos nove tutores, a oferta de cursos em EAD nos três turnos manhã, tarde e noite e o mesmo cuidado para com esse estudante e para com os nossos outros alunos”.

A Soares Dutra tem cerca de mil alunos na educação profissional, que funciona no regime integral (das 07h30 às 17h), e pouco mais de 500 estudantes nos nove cursos em EAD. Um dos diferenciais é que a escola é exemplo do programa Pró-Funcionário, que possibilita que as pessoas que lá trabalham possam também se qualificar nos curso à distância. “Oferecemos para os nossos funcionários os cursos de Multimeios Didáticos e Secretaria Escolar, de modo que eles podem, depois, aproveitar esses conhecimentos em prol das suas atividades na própria escola”, constata Oscar Santos.

Ele valoriza a disciplina de todos que optam pelos cursos em EAD: “Passar por uma formação em educação à distância gera autonomia e flexibilidade, mas requer muito esforço por parte do estudante. Ele só precisa vir ao polo uma vez por semana, mas precisa cumprir o cronograma com as atividades que devem ser entregues semanalmente. Aqui na Soares Dutra, saudamos a dedicação dos nossos estudantes”.

SEM DISTÂNCIA NO VÍNCULO
Roberta Albuquerque é tutora de EAD desde 2014 e atual coordenadora do polo EAD da escola técnica estadual Almirante Soares Dutra. O funcionamento do polo obedece a uma lógica cartesiana, segundo a coordenadora: “Temos um curso por dia durante a semana toda e os tutores presenciais orientam o aluno logo a partir da chegada, tirando suas dúvidas com relação a qualquer assunto. A cada semana, surge uma nova atividade e o aluno tem que ir fazendo e completando. É como se fosse uma prova por semana”.

Em tese, esse esquema tornaria difícil criar vínculos mais duradouros entre alunos e tutores, mas não é o caso. “Procuramos ter uma interação grande com os alunos, até porque, como existe um risco de evasão, queremos manter todos os estudantes e queremos que eles estejam sempre interessados em investir na sua formação. Portanto, ficamos monitorando se há algum aluno faltando muito, se tem alguém que chega tarde sempre ou se tem estudante com alguma dificuldade específica. Nosso intuito é acompanhar sempre de perto”, orienta Roberta.

Ela ressalta que um curso à distância não implica em afastamento algum. “Procuramos estar junto dos alunos, perceber se tem algum fator que complica a realidade deles e poder contribuir de alguma forma. Por exemplo, já chegamos a sugerir a mudança de turno para um aluno que não conseguia chegar na hora. E deu certo. Nossa equipe de tutores busca sempre fazer essa interação mais completa possível”, comenta Roberta. Nos polos de EAD em Pernambuco, é só um encontro por semana, mas o vínculo criado entre tutores e alunado é firme e permanece essencial ao longo dos 18 meses de curso.

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