Estado do Vaticano

Vaticano informa à Rússia que papa está disposto a 'fazer de tudo' pela paz na Ucrânia

O cardeal expressou a disponibilidade do papa e do Vaticano para qualquer tipo de mediação durante um telefonema com Lavrov

O cardeal e secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, conduz a missa da Quarta-feira de Cinzas que abre a Quaresma, o período de quarenta dias de abstinência e privação para os cristãos antes da Semana Santa e da Páscoa, na igreja de Santa SabinaO cardeal e secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, conduz a missa da Quarta-feira de Cinzas que abre a Quaresma, o período de quarenta dias de abstinência e privação para os cristãos antes da Semana Santa e da Páscoa, na igreja de Santa Sabina - Foto: Tiziana Fabi / AFP

O papa Francisco se ofereceu para "fazer todo o possível" pela paz na Ucrânia, disse o cardeal número dois do Vaticano, Pietro Parolin, ao ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, informou a assessoria de imprensa da Santa Sé nesta terça-feira (8).

O cardeal expressou a disponibilidade do papa e do Vaticano para qualquer tipo de mediação durante um telefonema com Lavrov.

“O cardeal expressou a profunda preocupação do papa Francisco com a guerra em curso na Ucrânia” e “reiterou a vontade da Santa Sé de fazer todo o possível para se colocar a serviço da paz”, disse o porta-voz do papa Matteo Bruni, em uma breve nota.

Durante a conversa, o cardeal Parolin, secretário de Estado do Vaticano e diplomata veterano, repetiu o apelo do papa lançado no domingo durante o Angelus para “deter os ataques armados, garantir o funcionamento dos corredores humanitários para civis e socorristas e substituir a violência armada pela negociação”, diz a nota.

De acordo com um comunicado de imprensa divulgado algumas horas antes pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia, "em relação à preocupação de Parolin com a situação na Ucrânia", Lavrov explicou ao seu interlocutor "a posição da Rússia em relação às causas e objetivos da operação militar especial que está sendo realizada na Ucrânia".

A nota especifica que "foi dada atenção especial às questões humanitárias relacionadas ao conflito, incluindo medidas para a proteção da população civil, a organização e operação de corredores humanitários e assistência aos refugiados".

De sua parte, o papa enviou dois cardeais para apoiar os milhares de refugiados ucranianos que fogem para Hungria e Polônia por causa do bombardeio.

Depois de chegar à Hungria nesta terça-feira, o cardeal canadense Michael Czerny visitou a estação Keleti na capital Budapeste, "onde a Cáritas e a Ordem de Malta prestam assistência às quase 2.500 pessoas que fogem da Ucrânia todos os dias", escreveu ele um tuíte a Vatican News, o site oficial do Vaticano.

O cardeal polonês Konrad Krajewski, conhecido por seu trabalho com os pobres em Roma, foi à fronteira polaco-ucraniana para ajudar refugiados e voluntários.

Os dois cardeais "pretendem visitar a Ucrânia nos próximos dias, dependendo da situação", especificaram.

Em entrevista ao Vatican News, Czerny explicou que também espera atender às "centenas de africanos e asiáticos" que cruzam essas mesmas fronteiras fugindo da fome e do conflito. 

"É muito importante que eles recebam o mesmo acolhimento, a mesma proteção e a mesma assistência dos outros", disse ele.

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