Velório do corpo da veterinária assassinada é marcado por comoção e indignação

Nathalia Regina de Andrade Magalhães, de 34 anos, foi morta na manhã dessa terça-feira (30) em assalto no Engenho Monjope, zona rural de Igarassu

Velório da veterinária Nathalia Regina de AndradeVelório da veterinária Nathalia Regina de Andrade - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Sob um clima de emoção e indignação, o velório da médica veterinária Nathalia Regina de Andrade Magalhães é realizado na manhã desta quarta-feira (31), no Cemitério Parque das Flores, no bairro de Tejipió, Zona Oeste. A médica de 34 anos foi morta na manhã dessa terça-feira (30) durante tentativa de assalto em estrada de terra do Engenho Monjope, zona rural de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife (RMR). O enterro está marcado para as 14h.

Familiares e amigos da vítima estão no local bastante emocionados e chocados com o crime. Segundo o pai de Nathalia, Roberto José Cavalcanti Magalhães, ela era pessoa muito calma e vivia sempre sorridente. “Ela era formada em fonoaudiologia e há 8 meses se formou em medicina veterinária. A empresa onde ela trabalhava tinha várias granjas, uma delas era próxima ao local onde aconteceu o crime. Ela tinha ido levar medicação quando saiu de lá com um colega de trabalho que era mecânico e que sempre a acompanhava nas visitas as granjas e acabaram sendo alvos dos criminosos”.

Ele contou ainda que ela era casada havia 10 anos, não tinha filhos e que sempre estudou visando a dar uma vida melhor aos pais. “Ela morava atualmente comigo em Rio Doce (Olinda) porque o apartamento dela estava em reforma. Eu sempre dizia: 'Vão logo para casa de vocês porque eu quero um neto logo'. E essa tragédia aconteceu” contou, emocionado.

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O crime aconteceu por volta das 8h dessa terça-feira. Nathalia foi atingida por um disparo no pescoço e não resistiu. Ela estava no carro com um companheiro de trabalho, que conseguiu fugir do local no momento do crime. Não havia marcas de disparos no carro, que foi encontrado em uma estrada de terra no Engenho Monjope.

O caso está sendo tratado como latrocínio e será investigado pela 6º Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Peritos que estiveram no local do crime informaram que havia uma marca de colisão do lado direito do carro. Além disso, apenas a janela da frente do veículo, no lado direito, estava aberta e a chave do automóvel foi deixada no porta-malas. De acordo com o delegado André Luna, Nathalia e o técnico em veterinária seguiam no Duster vermelho de uma granja para outro estabelecimento quando viram uma Parati prata na estrada. Dois homens armados estavam na pista e anunciaram o assalto.

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