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Vice-presidente dos EUA expressa 'preocupação' por crise humanitária em Gaza

Israel lançou uma deixou pelo menos 30.534 mortos em território palestino

Palestinos em luto ao lado do corpo de uma das vítimas morta durante entrega de ajuda humanitária a Gaza Palestinos em luto ao lado do corpo de uma das vítimas morta durante entrega de ajuda humanitária a Gaza  - Foto: AFP

A vice-presidente de Estados Unidos, Kamala Harris, expressou sua "profunda preocupação" pela crise humanitária em Gaza durante uma reunião nesta segunda-feira (4) com Benny Gantz, membro do gabinete de guerra israelense, informou a Casa Branca em um comunicado.

"[Kamala] instou Israel a tomar medidas" para aumentar a entrada de ajuda no território ameaçado pela fome, diz a nota.

Também saudou "o enfoque construtivo" das autoridades israelenses nas negociações em curso para a libertação dos reféns retidos em Gaza, que deveria se traduzir em uma suspensão temporária das hostilidades com o grupo islamista Hamas.

A democrata "pediu ao Hamas que aceite as condições que estão sobre a mesa para a libertação dos reféns, o que daria lugar a um cessar-fogo imediato de seis semanas e permitiria um aumento da ajuda humanitária".

A reunião com Gantz aconteceu sem acesso para a imprensa.

A visita a Washington deste ex-ministro da Defesa, membro do gabinete de guerra, mas também rival político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, está causando rebuliço em Israel.

Um porta-voz da Casa Branca, John Kirby, indicou que a visita foi por iniciativa de Gantz, cujo programa incluía reuniões com o assessor de Segurança Nacional, Jake Sullivan, e com o secretário de Estado, Antony Blinken.

"Estamos tratando com todos os membros do gabinete de guerra, incluído o ministro Gantz", e sua chegada "é uma extensão natural dessas discussões", afirmou.

"Um membro do gabinete de guerra quer vir aos Estados Unidos, quer falar conosco sobre a evolução do conflito, nos dá a oportunidade de discutir a importância de aumentar a ajuda humanitária e chegar a um acordo sobre os reféns. Não vamos nos privar desta oportunidade", explicou Kirby.

A guerra em Gaza explodiu após o ataque sem precedentes de comandos do Hamas em Israel, em 7 de outubro, no qual morreram cerca de 1.160 pessoas, sobretudo civis, segundo um balanço feito pela AFP a partir de dados israelenses.

Em resposta, Israel lançou uma ofensiva que deixou pelo menos 30.534 mortos no território palestino controlado pelo Hamas, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza.

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