Vítimas incineradas na Entra Apulso não eram traficantes, diz polícia

Também foram identificados os suspeitos pelo crime

Carro que foi incendiado em Boa ViagemCarro que foi incendiado em Boa Viagem - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

A Polícia Civil divulgou nesta sexta-feira (20) os nomes das vítimas do duplo homicídio que aconteceu no último dia 17 de setembro, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Os dois homens foram identificados como Diego Vieira da Rocha, de 26 anos, e Luan Pedro da Silva, de 22 anos. Segundo a polícia, ambos consumiam drogas, mas não possuíam vínculo com o tráfico.

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Ainda de acordo com a polícia, um dos traficantes da comunidade Irmã Dorothy Paulo Henrique dos Santos, conhecido como Paulo da Vaca, desconfiava que Diego e Luan eram informantes infiltrados da comunidade Entra Apulso. E, como o chefe do tráfico da Irmã Dorothy, Jackson Paulo da Silva, o "Tito Gordo",  havia sido assassinado por pessoas da Entra Apulso no dia 12 de setembro deste ano, Paulo da Vaca resolveu "dar uma lição".

Segundo a polícia, Paulo da Vaca, juntamente com mais três homens, sequestraram Diego e Luan quando estavam na comunidade em que moravam, os levaram para uma área de mangue e assassinaram cada um com um tiro na cabeça. Em seguida, foram para a entrada da Entra Apulso e atearam fogo ao carro com os corpos dentro. A ideia era repassar a mensagem de "olhe o que a gente faz com dedo-duro".

Paulo da Vaca foi preso no dia seguinte ao crime em uma blitz da Lei Seca na avenida Mascarenhas de Morais, na Imbiribeira, também na Zona Sul do Recife. Ele portava um revólver .38, que exames de balística comprovaram ser a mesma arma utilizada para assassinar Diego e Luan. Paulo se encontra detido no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, e, de acordo com a polícia, está para ser expedida a renovação do seu pedido de prisão temporária por mais 30 dias.

Além de Paulo da Vaca, um menor de idade e Carlos Henrique Pereira de Lima, de 19 anos, conhecido como "Carlinhos" e "Martinez" também foram presos. Carlos tinha passagem pela polícia por tráfico de drogas e estava na cena do crime. Foi ele, disse a polícia, quem atirou para cima no vídeo que viralizou. Uma quarta pessoa já foi identificado, mas a polícia não sabe dizer ainda qual foi sua participação no crime. Os criminosos responderão por sequestro, duplo homicídio triplamente qualificado, destruição de cadáver e associação criminosa armada.

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