Vitória Régia mesmo sob chuva

Dinheiro arrecadado com a festa será doado à Casa da Criança Marcelo Asfora e à ação beneficente Encontro de Irmãos

Paulo Câmara e FBC travam duelo por paternidade de obrasPaulo Câmara e FBC travam duelo por paternidade de obras - Foto: folhape

 

O último dia da 38ª Festa da Vitória Régia reuniu os moradores da Zona Norte, ontem, mesmo com a chuva que insistia em cair. O evento é um dos mais tradicionais do Recife, organizado pela Paróquia de Casa Forte, que todos os anos ajuda instituições carentes do bairro a continuarem seus trabalhos sociais.

Nesta edição, a verba arrecadada irá para a instituição Casa da Criança Marcelo Asfora, que atende 120 menores, além da ação beneficente Encontro de Irmãos, montada pela própria paróquia responsável por distribuir mensalmente cestas básicas para 250 famílias.

Para atrair os visitantes que começaram a circular desde sexta, a organização distribuiu os estandes ao redor da praça e cedeu espaço para um pequeno parque de diversões e um palco principal de atrações musicais. Embora essa estrutura já seja bem conhecida pelo público frequentador, neste ano houve modificações.

“Não queríamos estender o barulho que, em outros momentos, seguia até a madrugada. Desta vez, colocamos dois tablados entre alguns estandes e oferecemos para voz e violão ou algo mais ambiente. Além disso, o show de encerramento ficou para às 20h com a música sacra da banda Éfata”, explicou um dos coordenadores do evento, Francisco Xavier. Ele integrou o time de 800 voluntários que auxiliaram na produção.

Além de música, a Festa da Vitória Régia, que homenageou o pároco de Casa Forte, Edwaldo Gomes, abrigou 22 barracas de artesanato, seis espaços para alimentação - sendo um de docinhos e outro de bebidas como suco, refrigerante e coco, e área reservada às Senhoras da Caridade. Elas formam um grupo vinculado à Paróquia de Casa Forte, que há vários anos vende roupas, calçados e presentes em geral.

Para Adélia Albuquerque, 83 anos, foi mais uma forma de estar perto da vizinhança e se inspirar ainda mais. “Nosso trabalho junto ao bairro acontece há 100 anos, então é um prazer colaborar nesse e encontro vendendo as peças que nos foram doadas durante todo o ano, sendo muitas delas reformadas ou customizadas”, comentou.

A maioria dos visitantes foi composta por famílias atraídas pela programação de lazer. O casal Ilan Schor e Yanna Sarmanho fizeram questão de levar o pequeno Davi, 5, para brincar no local e encontrar os amigos de vizinhança. “É uma forma de tirá-lo de casa e oferecer a rua, com segurança, para brincar. O ambiente é sempre muito tranquilo e alegre”, comentou Ilan. Os três representaram bem a proposta deste ano em que tema foi “Casa Forte te abraça”, oferecendo atividades como passeio ciclístico, corrida e até pintura do asfalto por crianças e educadores.

O número de visitantes não foi divulgado, mas a coordenação trabalhou com uma estimativa menor que a edição passada, que recebeu cerca de 50 mil pessoas. Quem não deixou de prestigiar foi a família de José André Ferreira, que levou a esposa Rejane e a filha Júlia, de apenas 2 anos, para circularem.

 “O movimento foi menor do que em outras vezes, deu para perceber logo na chegada, mas o clima de encontro foi o mesmo. Só achei salgado o preço do brinquedo, como no ingresso de R$ 6 no bate-bate”, soltou. O coordenador André Xavier lembrou que no sábado a entrada para os brinquedos foi gratuita e atraiu em peso os moradores.

 

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