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A dois dias do recesso parlamentar, atividades no Congresso esfriam

O indicativo é claro de que votações e decisões legislativas só voltam a ocorrer no ano que vem, mesmo com o recesso parlamentar começando oficialmente na próxima segunda-feira (23)

Congresso NacionalCongresso Nacional - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A quarta-feira (18) costuma ser um dia agitado no Congresso Nacional, mas o clima nessa quarta era de recesso de fim de ano. Com poucos congressistas na Casa, o indicativo é claro de que votações e decisões legislativas só voltam a ocorrer no ano que vem, mesmo com o recesso parlamentar começando oficialmente na próxima segunda-feira (23).

A explicação está na aprovação do Orçamento da União para 2020 na terça-feira (19), em sessão conjunta do Congresso Nacional. Foi a última missão que os parlamentares precisaram cumprir antes do recesso. Hoje, nos plenários, apenas sessões não deliberativas (em que não há votação).

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No plenário do Senado, um dos poucos parlamentares presentes era Zequinha Marinho (PSC-PA). “Hoje é o último dia útil do ano. E ontem, nas sessões deliberativas do Senado e do Congresso Nacional, o senador Davi [Alcolumbre] encerrou a pauta. A sessão de hoje é apenas para discussões, debates e agradecimentos. E a questão deliberativa está resolvida”, disse o senador. Em seu discurso no plenário, Marinho defendeu a importância das igrejas cristãs na sociedade.

O movimento no Salão Verde, na Câmara dos Deputados, foi morno, com poucos assessores e deputados circulando. Alguns, inclusive, gravavam vídeos para suas redes sociais, fazendo balanço de fim de ano. No Salão Azul, no Senado, a atmosfera lembrava ainda menos uma quarta-feira no Congresso. Alguns funcionários circulavam, dividindo o espaço com alguns poucos turistas.

Nos próximos dois dias, as últimas atividades serão dos próprios presidentes das duas Casas Legislativas: Rodrigo Maia DEM-RJ), da Câmara, e Davi Alcolumbre (DEM-AP), do Senado, farão um balanço do ano em café da manhã com jornalistas, algo já tradicional na cobertura de política do Congresso.

No entanto, mesmo durante o recesso, a comissão mista criada hoje para discutir a reforma tributária continuará ativa. O objetivo da comissão é conciliar os textos em tramitação no Senado e na Câmara com as sugestões do governo. A comissão terá 90 dias para definir o texto da reforma tributária e apresentar sua proposta ainda no primeiro semestre.

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