A empresários, Alckmin cita Trump e promete reduzir IR de pessoa jurídica

'Vou reduzir o imposto de renda da pessoa jurídica. Veja que nos EUA o presidente Trump reduziu o imposto corporativo. Temos de estimular novos investimentos', disse Alckmin sob aplausos de empresários

Em busca de voto útil, Alckmin repete discurso de Covas de 1989Em busca de voto útil, Alckmin repete discurso de Covas de 1989 - Foto: Divulgação / Facebook

Diante de uma plateia de empresários, o pré-candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), citou o presidente Donald Trump (EUA) para prometer, nesta quarta-feira (4), reduzir o imposto de renda de empresas.

"Vou reduzir o imposto de renda da pessoa jurídica. Veja que nos EUA o presidente Trump reduziu o imposto corporativo. Temos de estimular novos investimentos", disse Alckmin sob aplausos de empresários reunidos em Brasília em um evento da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

"Os Estados Unidos fizeram e o Brasil vai ter uma política muito ativa na questão do emprego e da renda", insistiu, depois do evento, em entrevista.

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Ainda em sua fala ao empresariado, Alckmin se comprometeu a investir em logística e infraestrutura, reduzir o tamanho do Estado, disse que buscará avançar nas negociações do Mercosul com Canadá, Japão e União Europeia - promessa antiga de vários governos, mas que não avança-, e que abrirá diálogo com os 11 países da Parceria Transpacífico (TPP).

Alckmin disse que, se eleito, pretende desburocratizar "fortemente" a economia e voltou a se comprometer com as reformas tributária, previdenciária e política nos primeiros seis meses de governo.

"São temas já bastante debatidos. O novo governo tem que aproveitar o início do governo, a força do voto e ter a sociedade junto. Explicar, explicar, explicar as razões desses avanços", afirmou.

Ao mencionar a reforma política, defendeu uma união entre os três Poderes como solução da crise atual.

"Há uma crise de legitimidade no Brasil. Não só do Executivo, mas do Legislativo e do Judiciário. Temos que sentar em janeiro e fazer um entendimento, uma união nacional", afirmou o pré-candidato do PSDB.

"Os Poderes são independentes, mas devem ser harmônicos. Há vazio legislativo. Temos um excesso de judicialização", insistiu Alckmin em outro momento do evento.
O tucano defendeu ainda a redução do número de partidos e a adoção do voto distrital ou distrital misto.

Estacionado nas pesquisas eleitorais com, no máximo, 7% de intenções de voto, Alckmin encerrou sua participação no evento dizendo ser um candidato competitivo e que isso se mostrará no final de agosto, com o início o horário eleitoral gratuito.

"Vou ganhar a eleição para mudar este país. A eleição só vai começar depois do horário do rádio e da televisão, que é 31 de agosto. A eleição vai ser curta. Ótimo. É bom eleição curta. Aí sim, o voto se define", afirmou.

Com conversas "bem encaminhadas", como costuma dizer, com PSD, PPS, PV e PTB, Alckmin janta nesta quarta-feira com presidentes de partidos do chamado centrão, bloco que reúne DEM, PP, SD, PRB e PSC. Juntas, estas siglas têm cerca de 150 segundos de tempo de televisão.

Alckmin foi orientado por aliados a ser pragmático na conversa com as legendas. Partidos deste grupo têm interesse não só na Vice-Presidência da República, mas também na presidência da Câmara.

"Acreditamos que temos com alguns partidos até uma afinidade maior do ponto de vista de visão de mundo, de como retomar o crescimento da economia. É uma conversa franca, informal. Não tem nada de coelho na cartola", afirmou em entrevista, quando perguntaram a ele como se daria a conquista do centrão.

Ao fim da conversa com jornalistas, Alckmin foi questionado se apoiaria o ex-prefeito João Doria (PSDB) ou o atual governador de São Paulo, Márcio França (SP), na disputa pelo comando do estado.

"O candidato do meu partido, o João Doria. Mas óbvio que o Márcio França dá continuidade ao nosso trabalho, então, não é nosso adversário. Tem qualidades, tem experiência. Mas o candidato do meu partido, portanto, meu candidato, é o João Doria", afirmou.

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