À espera de acenos do PSB

Reaproximação entre tucanos e socialistas é vista com ressalvas, especialmente em Pernambuco

Bruno Pereira é prefeito de São Lourenço da MataBruno Pereira é prefeito de São Lourenço da Mata - Foto: Divulgação

A possibilidade de uma aliança entre PSB e PSDB, tanto na esfera nacional como local, é vista com ressalvas por lideranças tucanas. Os sinais de aproximação entre as legendas ainda são nebulosos e somente serão delineados nas eleições de 2018.

No radar, uma possível aliança entre as duas legendas nas eleições presidenciais -que contam com costuras em São Paulo e Pernambuco - e que causam estranhamento entre os partidos.

A possibilidade de um apoio do PSDB à candidatura do vice-governador Márcio França (PSB) provocou reação dos paulistas tucanos. Por outro lado, o PSB não definiu se lançará um candidato próprio para à Presidência da República ou apoiará o nome do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Já em Pernambuco, a situação ainda é delicada devido a forma como o Palácio das Princesas retirou a legenda do seu secretariado.

Apesar de haver uma sinalização, nos bastidores, de uma volta do PSDB à base de Paulo Câmara, lideranças da legenda ainda se mostram resistentes à aproximação, pois não engoliram a forma como foram expulsos do secretariado estadual. Nenhum gesto teria sido feito diretamente ao partido e as especulações são vistas com estranheza.

"Geraldo Julio nos expulsou do governo. É preciso um gesto, pela forma desrespeitosa como fomos tratados. Qualquer início de conversa passa por isso", afirmou uma fonte tucana.

"Não vamos nos oferecer para participar do governo. Primeiro eles tem que dizer se querem conversar", afirmou o deputado federal Betinho Gomes (PSDB).
Nacionalmente, as declarações de Paulo Câmara estimulando uma aliança entre PSB e PSDB para apoiar a candidatura de Márcio França ao Governo de São Paulo provocou reações do tucanato, que buscou afastar a composição.

"Temos um candidato a presidente e candidato a governador. Vamos construir isso com o tempo. Se o PSB quiser ocupar novamente a vice, eles podem ocupar em São Paulo. Se eles quiserem lançar candidato próprio é uma decisão deles", pondera o deputado Daniel Coelho.

Segundo o tucano, o PSB estadual vem, inclusive, "atrapalhando" a aproximação entre as legendas. "Há um alinhamento nacional entre PSDB e PSB nas votações, mas há um distanciamento do PSB de Pernambuco. Isso é óbvio nas votações na Câmara Federal como na PEC 55", bateu.

Apesar do distanciamento de Daniel do PSB de Pernambuco, ele garante que não atrapalhará uma eventual aliança presidencial entre as siglas. "Não sou impedimento para a unidade em torno do projeto”, finalizou o tucano, que negou ter constrangimento em subir no palanque de Geraldo Julio.

Veja também

Marcos Pontes participa de evento sobre pesquisa da nitazoxanida
Saúde

Marcos Pontes participa de evento sobre pesquisa da nitazoxanida

YouTube bloqueia vídeo de campanha de Russomanno por desrespeitar direitos autorais da Fifa
SÃO PAULO

YouTube bloqueia vídeo de Russomanno com imagens da Fifa