Advogados de Lula costuram acordo para que ele seja preso neste sábado

Pelo acordo em elaboração, Lula faria um pronunciamento durante missa em homenagem à ex-primeira-dama Marisa Letícia

Lula no Sindicato dos Metalúrgicos, no ABC PaulistaLula no Sindicato dos Metalúrgicos, no ABC Paulista - Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas

Advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negociam com a Polícia Federal para que ele seja preso neste sábado (7), após missa em homenagem à ex-primeira-dama Marisa Letícia. Ela completaria 67 anos na data.

Pelo acordo em elaboração, Lula faria um pronunciamento durante a celebração, a ser realizada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, e poderia ser preso depois da missa.

Segundo aliados do ex-presidente, Lula, petistas e movimentos de esquerda só admitiam, até a tarde desta sexta (6), uma hipótese: que a polícia fosse obrigada a buscá-lo na sede do sindicato.

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Um dos mais fervorosos defensores dessa saída, o líder do MTST Guilherme Boulos, repetia que Lula deveria se preocupar com a imagem que passaria para a História.
Uma reunião com advogados provocou o recuo. Os juristas alegaram que Lula seria punido juridicamente caso desrespeitasse uma ordem judicial.

A intervenção do ex-ministro José Eduardo Cardozo foi incisiva contra o descumprimento da ordem. "Quem vai pagar pelos prejuízos legais que sofreremos?", perguntou.

Aliados do ex-presidente também alertaram para o risco de incidentes caso a polícia tivesse de entrar na sede do sindicato. Qualquer conflito poderia levar a um isolamento do ex-presidente e dos partidos que o apoiam.

"Agora, precisamos ampliar com outras forças da sociedade", diz o ex-ministro Orlando Silva, para quem seria temerário que a resistência se limitasse ao PT, PSOL e PCdoB. Petistas lembram que Lula já deu uma demonstração de força ao não seguir o roteiro do juiz Sergio Moro.

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