Aécio defende apoio a Maia para presidência da Câmara

Ele foi eleito em julho, uma semana após a renúncia de Eduardo Cunha ao cargo

Severino é presidente estadual do PSOLSeverino é presidente estadual do PSOL - Foto: Divulgação

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), defende, nos bastidores, que o partido apoie Rodrigo Maia (DEM-RJ) na disputa para a Presidência da Câmara caso o deputado consiga viabilizar sua candidatura juridicamente.

Devido à disputa interna no PSDB, que não tem unidade entre seus grupos políticos -há divergências entre as frentes que apoiam o próprio Aécio, Geraldo Alckmin e José Serra-, o mais conveniente neste momento, seria defender a candidatura de Maia. A expectativa, nessa situação, é que, caso o atual presidente não se viabilize, seu grupo político se volte a um eventual candidato tucano.

A Constituição Federal veda em seu artigo 57 a reeleição de integrantes das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado. Maia quer fazer valer a tese de que, como foi eleito para um mandato tampão, temporário, poderia concorrer no próximo pleito.

Ele foi eleito em julho, uma semana após a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à Presidência da Câmara, quando derrotou o candidato do centrão, Rogério Rosso (PSD-DF).

Para apoiar Maia, Aécio também avalia que, juntos, os grupos fizeram uma boa campanha para o mandato tampão, quando elegeram o deputado. Além disso, o tucano afirma, nos bastidores, que não haverá força política suficiente para eleger um candidato do PSDB sem uma aliança com o grupo de Maia, tendo em vista a fragmentação de forças na Câmara.

Se de um lado o atual presidente tenta viabilizar sua candidatura, o centrão também traça estratégias para concorrer com um nome a altura para enfrentá-lo. Conforme revelou a coluna Painel, o grupo estuda fazer uma prévia para decidir um candidato.

Na última quinta (10), Maia conseguiu um aliado de peso para sua campanha. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que é juridicamente "defensável" sua candidatura.

O senador lembrou a época em que ele próprio renunciou ao mandato, alvo de denúncia de corrupção e, em seu lugar, assumiu o também peemedebista Garibaldi Alves (RN). Para poder se reeleger, o que é contra os regimentos das duas Casas, Garibaldi recorreu a juristas.

Um dos pareceres é do atual ministro do STF Luís Roberto Barroso. À época, o magistrado afirmou que, como o senador ocupava um mandato temporário, poderia concorrer na disputa. No fim das contas, o PMDB decidiu lançar a candidatura de José Sarney (AP), e Garibaldi desistiu.

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