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Presidência

Alckmin elogia Dino por proíbir penduricalhos e diz estar 'muito feliz' trabalhando com Lula

Vice-presidente também disse que não será o candidato governista na disputa pelo Executivo em São Paulo e apontou Haddad, Tebet e Márcio França como opções

O vice-presidente do Brasil, Geraldo AlckminO vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) elogiou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, por atuar "contra o escândalo dos super-salários acima da Constituição Brasileira". O comentário foi feito ontem, em entrevista ao programa Visão Crítica, da Jovem Pan, após o magistrado conceder uma liminar para suspender repasses considerados "penduricalhos" nos três Poderes nos níveis federal, estadual e municipal. Na ocasião, Alckmin também disse que está "muito feliz" por trabalhar com o presidente Lula, mas afirmou que a decisão sobre sua permanência na chapa do petista não será tomada agora.

— Eu quero fazer um elogio público aqui a um juiz, o ministro Flávio Dino, que está servindo ao povo brasileiro nesse escândalo dos super-salários, acima da Constituição, que estabelece o teto para cada Poder. Então, nós temos que valorizar esses aspectos importantes que o regime democrático e o funcionamento do Supremo nos trazem — disse Alckmin.

Com a liminar, os órgãos deverão, em até 60 dias, reavaliar a fundamentação legal de todas as verbas remuneratórias pagas aos seus integrantes e servidores públicos. Na prática, os benefícios suspensos incluem repasses como o "auxílio-peru" e o "auxílio panetone", passando pelo "auxílio Iphone" e "auxílio-locomoção". A decisão será analisada pelos demais ministros da Corte no plenário no dia 25 de fevereiro.

Durante a entrevista, Alckmin também fez comentários sobre sua relação com Lula e afirmou que a decisão sobre a renovação de seu lugar na chapa presidencial será "mais para frente".

— Estou muito feliz trabalhando com o presidente Lula, trabalhando pelo país, suando lá a camisa no Ministério da Indústria, fazendo todas as reformas que a gente precisa fazer — afirmou.

Nos bastidores, ele tem comunicado a aliados que, caso não seja mantido como vice-presidente, não disputará outro cargo e ficará fora do pleito deste ano. A sinalização veio após o Planalto oferecer o posto ao MDB para garantir o apoio a Lula na corrida presidencial.

Internamente, Alckmin também é cotado para concorrer ao governo de São Paulo. Ao comentar sobre a hipótese, disse que seu campo político terá "um bom candidato", mas afirmou que não será ele. Na ocasião, o vice-presidente também elogiou a atuação dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, do Planejamento, Simone Tebet, e do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), destacando a intenção do último em se candidatar para o comando do estado.

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