Aloysio Nunes rebate pedido de líderes europeus para que Lula dispute eleições

Carta foi assinada por seis pessoas, entre elas os ex-presidentes da França François Hollande e da Espanha José Luis Rodrigues Zapatero.

Aloysio Nunes, ex-senador e ex-chanceler, foi alvo da Operação Lava Jato, e integra o governo do tucano como presidente da Investe SPAloysio Nunes, ex-senador e ex-chanceler, foi alvo da Operação Lava Jato, e integra o governo do tucano como presidente da Investe SP - Foto: George Gianni/Divulgação

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, rebateu nesta quarta-feira (16) uma carta assinada por líderes europeus criticando a prisão do ex-presidente Lula. "Recebi, com incredulidade, as declarações de personalidades europeias que, tendo perdido audiência em casa, arrogam-se o direito de dar lições sobre o funcionamento do sistema judiciário brasileiro", disse o chanceler por meio de nota.

A mensagem é uma resposta a uma carta publicada na terça (15) nas redes sociais de Lula. O documento foi assinado por seis pessoas, entre elas os ex-presidentes da França François Hollande e da Espanha José Luis Rodrigues Zapatero, além do ex-primeiro ministro da Bélgica Ellio Di Rupo e os ex-presidentes do Conselho de Ministros da Itália Massimo D'Alema, Enrico Letta e Romano Prodi.

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As lideranças do continente europeu dizem estar preocupados e pedem que Lula possa disputar as eleições de outubro. Aloysio disse que qualquer cidadão brasileiro que tenha sido condenado fica inabilitado a concorrer a cargo eletivo. "Ao sugerir que seja feita exceção ao ex-presidente Lula, esses senhores pregam a violação do estado de direito. Fariam isto em seus próprios países? Mais do que escamotear a verdade, cometem um gesto preconceituoso, arrogante e anacrônico contra a sociedade brasileira e seu compromisso com a lei e as instituições democráticas."

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