Amigo de Cabral foi preso com armas irregulares

Policiais federais encontraram na casa de Luiz Carlos Bezerra dois revolveres calibre 38 e 41 munições

Senado Senado  - Foto: Wikipedia

Um dos supostos operadores financeiros do esquema descrito pelo Ministério Público Federal na Operação Calicute foi preso portando duas armas ilegais.

Policiais federais encontraram na casa de Luiz Carlos Bezerra dois revolveres calibre 38 e 41 munições quando foram na quinta-feira (17) cumprir o mandado de prisão preventiva contra o amigo de Cabral.

De acordo com auto de prisão da PF, "verificou-se que as mesmas encontram-se em desacordo com a norma legal vigente". Em razão disso, além da prisão preventiva decretada pelo envolvimento no esquema apontado pela operação Calicute, Bezerra foi detido em flagrante por porte ilegal de arma.

A arma estava guardada num cofre em seu apartamento, em Botafogo (zona sul). Ela foi entregue pelo próprio suspeito quando questionado pelos agentes se estava armado.

Bezerra é amigo de infância de Cabral. Ele ocupou cargo na Secretaria de Casa Civil do governo e no gabinete da presidência da Assembleia Legislativa, quando estava sob comando do deputado Paulo Melo (PMDB).

Seu vínculo, contudo, sempre foi com Cabral. Ele era o responsável pelo pagamento de despesas pessoais do governador e até de seus familiares. Foi Bezerra quem quitou, por exemplo, a fatura com a empresa de cachorro-quente do filho do ex-governador.

A existência de Bezerra foi revelada quando este apareceu numa foto acompanhado de Cabral e o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta, todos acompanhados das respectivas mulheres em Mônaco.

Veja também

Quase 11 mil candidatos com patrimônio superior a R$ 300 mil receberam o auxílio emergencial
auxílio emergencial

Quase 11 mil candidatos com patrimônio superior a R$ 300 mil receberam o auxílio emergencial

Ministério Público pede que PF investigue ataque em que Arthur do Val relaciona Tatto ao PCC
política

Ministério Público pede que PF investigue ataque em que Arthur do Val relaciona Tatto ao PCC