Ana Arraes é apontada como elo para unidade

Matriarca da família Campos Arraes poderá ser o fato novo das eleições 2018

Prefeitura de OlindaPrefeitura de Olinda - Foto: Folha de Pernambuco

 

As divergências internas no PSB fizeram surgir um apelo, dentro do partido, pela volta da ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes, para a política pernambucana. A figura da mãe do ex-governador Eduardo Campos é vista por socialistas como o elo que poderá dar unidade ao partido e aparar as arestas que sobraram das eleições municipais de 2016.

A magistrada fará 70 anos no dia 28 de julho do próximo ano, e completará cinco anos da sua posse no cargo, ocorrida em outubro de 2011. Isso lhe daria as condições para se afastar do posto e retornar para a vida partidária. Contudo, a avaliação é que será necessário esperar o tempo da matriarca da família Campos Arraes, que poderá ser o fato novo das eleições de 2018.

Uma das lideranças pernambucanas que torce abertamente para o retorno de Ana Arraes para o PSB é o vice-presidente estadual do PSB, Luciano Vasquez. Para ele, a volta da ministra ajudaria a dar um freio de arrumação no partido. “Ana Arraes possui identidade e legitimidade dentro do partido. Temos que respeitar o tempo dela e aguardar porque é uma decisão pessoal dela, mas estamos com muita esperança da chegada dela tanto no PSB nacional como no estadual. Era um reforço importante para reunificar nossas forças. Existe um chamamento e esperança, mas é uma decisão pessoal dela”, defende Vasquez. 
Pedidos
Os pedidos pelo o retorno de Ana Arraes à política vêm antes mesmo das eleições municipais. A ministra vem relutando aos apelos, por dar prioridade à conclusão do seu mandato até o final. No entanto, as esperanças foram renovadas pela intensificação dos atritos internos na sigla e a possibilidade da ex-deputada optar por estender, ou não, seu mandato no ano que vem.
Ana Arraes foi eleita duas vezes deputada federal por Pernambuco e ingressou no PSB junto com seu pai e ex-governador Miguel Arraes, no início dos anos 90. Ela foi a terceira mais votada do pleito, em 2006, e a mais votada das eleições de 2010. Chegou a ser líder do PSB na Câmara Federal, até que foi escolhida, em setembro de 2011, para ocupar a vaga do ex-ministro do TCU Ubiratan Aguiar. A eleição da socialista para o cargo foi alvo de controvérsia na época devido as articulações do então governador Eduardo Campos na eleição da sua mãe.
Críticas
A principal crítica em parte das hostes do PSB é a falta de diálogo interno no partido. As decisões tomadas pela sigla são contestadas por terem sido decididas pela cúpula sem consulta à base da legenda. “Agora é a hora de reunificar o partido e avaliar acertos e equívocos. Tem que começar a ouvir, porque há uma reclamação geral de falta de diálogo”, cobrou Luciano Vasquez. A principal queixa é o tratamento dado pelo PSB ao projeto eleitoral de Raquel Lyra em Caruaru, no Agreste.
“Eu apontei o erro lá atrás que estavam cometendo com Raquel Lyra. O resultado foi uma declaração do povo de que o povo conserta quando a política erra. Foi uma onda de falta de respeito e consideração com Raquel Lyra, que foi vítima de um processo truculento de força que não faz parte da nossa prática. Não concordo com o que foi feito”, bateu.

Para ele, é preciso “gestos de humildade” do PSB de Pernambuco para reconhecer os erros cometidos contra a ex-socialista. “Vou trabalhar para Raquel Lyra continuar conosco. Houve um erro e é preciso humildade para reconhecê-lo”, disse.

 

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