Dom, 12 de Abril

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Política

Anderson Torres pede a Moraes acareação com ex-comandantes do Exército e Aeronáutica

Ex-ministro de Bolsonaro argumenta que os militares trouxeram elementos que o colocam como alvo das investigações

Anderson TorresAnderson Torres - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-ministro da Justiça Anderson Torres pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma acareação com o ex-comandante do Exército Freire Gomes e o ex-comandante da Força Aérea Brasileira tenente-brigadeiro-do-ar Carlos Baptista Júnior.

No pedido, a defesa de Torres argumenta que os comandantes trouxeram elementos que colocam o ex-ministro como alvo das investigações. A acareação serviria para confrontar as versões apresentadas pelos três em um depoimento conjunto.

"Todas as diligências mencionadas foram requeridas pelo ex-ministro à Polícia Federal (nova oitiva, quebra da ERB, acareação, relatório de entrada e saída, etc.). Contudo, a PF, infelizmente, ignorou o pleito da defesa", afirma a defesa de Torres.

Comandante do Exército durante o governo Bolsonaro, Freire Gomes foi considerado fundamental para alguns pontos da investigação da PF sobre a trama golpista.

Em um dos depoimentos, o militar apontou o conteúdo e quem esteve em uma reunião no Palácio da Alvorada, onde supostamente foi discutido e apresentado o plano de golpe para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

Ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, cadeira que ocupou ao deixar o primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres é investigado em inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) por sabotar o esquema de proteção montado para evitar os ataques às sedes dos Três Poderes.

Na ocasião da invasão e depredação no Palácio do Planalto, o Congresso e a sede do Supremo, Torres estava nos Estados Unidos, sendo preso ao desembarcar no Brasil.

Ao determinar a expedição do mandado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, descreveu as atitudes do delegado como "descaso" e "conivência" e sustentou não haver qualquer justificativa para a omissão do então secretário de Segurança.

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