Seg, 08 de Dezembro

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BRASÍLIA

Câmara deve fazer nova tentativa de voto secreto para dar aval a processos contra parlamentares

Casa vai terminar votação da PEC da Blindagem nesta quarta-feira

Após articulação do Centrão, Câmara deve votar nova tentativa de voto secreto para dar aval a procesApós articulação do Centrão, Câmara deve votar nova tentativa de voto secreto para dar aval a proces - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Câmara deve votar nesta quarta-feira (17) uma nova tentativa de fazer com que as votações para a abertura de processos criminais contra parlamentares, ponto principal da PEC da Blindagem, ocorram de forma secreta.

O voto secreto constava no texto original da PEC, mas o Novo pediu uma votação separada sobre este ponto. Houve apenas 296 votos favoráveis, mas eram necessários 308. Assim, líderes do Centrão articulam a retomada deste ponto, por meio da votação de uma emenda assinada pelas bancadas do PP, União Brasil, Republicanos, MDB, PL, PSDB, Avante e Podemos.

De acordo com o texto aprovado, o voto será secreto também nas votações sobre a manutenção ou não das prisões de parlamentares.

Pela manhã, o relator da proposta, Cláudio Cajado (PP-BA), reuniu-se na residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com líderes do Centrão.

Além do voto secreto, outro ponto deve ir a plenário ainda hoje: um destaque que tenta derrubar o foro privilegiado para presidentes de partidos, incluído na versão atual do texto. A medida beneficia diretamente 14 dirigentes de siglas com representação no Congresso e deve ser alvo de embate entre governistas e oposição.

A pressão do Centrão já provocou mudanças na agenda da Casa. A sessão, que começaria à tarde, foi antecipada para a manhã. Em paralelo, os deputados governistas pressionam para votar a Medida Provisória do setor elétrico, que perde validade ao fim do dia. A proposta, tratada como prioridade pelo governo, busca reduzir a conta de luz e ainda precisa ser aprovada também no Senado.

Enquanto isso, segue indefinida a negociação sobre a anistia a condenados e investigados pelos atos de 8 de janeiro. Aliados de Jair Bolsonaro (PL) pressionavam para votar a urgência nesta quarta, mas ainda não houve acordo sobre qual versão do texto deve prevalecer. A decisão ficou para a reunião de líderes, prevista para o início da tarde.

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