Após briga entre deputados eleitos, Bebianno critica disputa interna no PSL

Ex-presidente nacional do partido, Gustavo Bebianno, prega a unidade da legenda

Gustavo BebiannoGustavo Bebianno - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Depois de uma troca de farpas entre deputados do PSL na semana passada, o ex-presidente do partido, Gustavo Bebianno, criticou nesta segunda-feira (10) as brigas entre aliados do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

"Não se atira em soldado, não se abate aliado, não se sabe o dia de amanhã. O nosso trabalho sequer começou. Eu acho extremamente negativo qualquer conflito interno, não só negativo como no nosso caso, desnecessário", afirmou.

Na semana passada, protagonizaram brigas no grupo de WhatsApp da bancada o líder atual, Eduardo Bolsonaro (SP), a deputada eleita Joice Hasselmann (SP) e o senador eleito Major Olímpio (SP).

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Na conversa, o filho do presidente eleito chama a deputada de "sonsa" e diz que ela tem "fama de louca". Joice, por outro lado, o acusa de mandar "recadinhos infantis".

"O partido tem que estar unido, tem que haver conscientização de cada um. A maioria dos eleitos foi eleito por iniciativa de Jair Bolsonaro. Se não fosse a onda Jair Bolsonaro a grande maioria não teria sido eleita", afirmou.

"Pato novo não mergulha fundo. É a hora de o PSL, de cada um botar a mão na sua consciência e baixar a bola", disse o futuro chefe da Secretaria-Geral.

Bebianno também criticou as publicações do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) por meio das redes sociais em tom de crítica ao deputado eleito Julian Lemos (PSL-PB).

"Acho que roupa suja se lava em casa. Acho que nada disso tem que ser exposto. Julian Lemos é um deputado eleito. Merecidamente eleito. Trabalhou muito pela campanha, muito mais pela campanha presidencial do que pela própria eleição. A eleição dele foi uma consequência. É um aliado muito forte, leal. A gente não sabe o dia de amanhã. Você não atira em aliado, não abate um soldado. Acho isso uma incoerência", disse.

Na semana passada, Carlos escreveu no Twitter que Julian havia se autodeclarado coordenador político de Bolsonaro no Nordeste.

Em resposta, o deputado eleito postou um vídeo em que Bolsonaro o chama de coordenador durante a campanha.

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