Após conflito com candidato de Lula, corrente majoritária do PT defende unidade partidária
Grupo divulgou nota de esclarecimento após polêmica sobre reunião na casa de Gleisi Hoffmann
A corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil, (CNB), divulgou uma nota na tarde desta terça-feira para esclarecer as circunstâncias da reunião realizada na quinta-feira, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que foram apresentadas as resistências que Edinho Silva enfrenta para assumir o comando do partido.
No texto, é defendida, porém, a necessidade de construção da “unidade partidária”.
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Ex-prefeito de Araraquara, Edinho é o nome preferido de Lula para a eleição marcada para julho.
“A coordenação da CNB (Construindo um Novo Brasil) esclarece que convidou o presidente Lula para participar de uma reunião, na última quinta-feira (6), na qual seria definida a indicação do presidente interino do partido, diante do afastamento da então presidenta Gleisi Hoffmann”, afirma a corrente.
O encontro acontece na casa de Gleisi, que deixou o comando do partido porque foi nomeada ministra da Secretaria de Relações Institucionais. No mesmo encontro, o senador Humberto Costa (PE) foi escolhido para comandar a legenda até julho.
De acordo com um integrante, o comunicado é uma tentativa de distensionar o ambiente após Edinho ter afirmado que Lula foi “usado” ao ser convidado para uma reunião com o objetivo de desestimular sua candidatura.
Apesar da tentativa de conter o conflito, a corrente não deixou de destacar, o que para um integrante do grupo pode ser lido como um recado ao ex-prefeito, a necessidade de que o novo presidente trabalhe para romper resistências internas.
“A coordenação da CNB repudiará sempre os ataques pessoais e o rebaixamento do debate político. E seguirá dialogando internamente para construir uma solução de unidade partidária, respeitando a coordenação do presidente em exercício Humberto Costa e tendo como referência o legado da ex-presidenta Gleisi Hoffmann e a liderança inconteste do presidente Lula”, finaliza a nota de esclarecimento

