SÃO PAULO

Após conquistar aval de Bolsonaro, Russomanno atrai o PTB de Roberto Jefferson para sua vice

O PTB já havia lançado Costa em sua convenção, mas vai abrir mão da candidatura

O deputado federal Celso Russomanno (Republicanos-SP)O deputado federal Celso Russomanno (Republicanos-SP) - Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Após uma tentativa de aliança de última hora com PSL se frustrar, o deputado federal Celso Russomanno (Republicanos) vai oficializar sua candidatura à Prefeitura de São Paulo nesta quarta-feira (16) com o advogado Marcos da Costa (PTB) como vice.

O PTB já havia lançado Costa em sua convenção, mas vai abrir mão da candidatura. Com isso, Russomanno, que afirma contar com o apoio e o carinho de Jair Bolsonaro (sem partido), aglutina forças com o PTB de Roberto Jerreson, agora aliado de primeira hora do presidente.

Russomanno, que é apresentador de TV e atua na área de defesa do consumidor, largou como favorito nas eleições de 2012 e de 2016, mas acabou em terceiro lugar. Ele vinha resistindo a entrar na disputa, mas assumiu a tarefa após ter a indicação de que o presidente o apoiaria.

Como o partido Aliança Pelo Brasil não se viabilizou a tempo, os eleitores bolsonaristas ficaram sem um candidato que represente esse campo na capital paulista. Russomanno, conservador e membro de um partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, quer preencher esse vazio. O Republicanos também é o partido que abriga, no Rio, dois filhos de Bolsonaro.

A princípio, Russomanno negociou um espaço na chapa tucana, do prefeito Bruno Covas (PSDB), mas não houve acordo. O Republicanos acabou entregando os cargos que mantinha na gestão municipal.

Enquanto conversava sobre o posto de vice de Covas e abria articulações com outras siglas, Russomanno adiou sua convenção para esta quarta, último dia permitido pela legislação eleitoral para que os partidos oficializem suas chapas.

Na segunda-feira (14), como revelou o jornal Folha de S.Paulo, o Palácio do Planalto tentou um acordo com o presidente do PSL, Luciano Bivar, para rifar a candidatura de Joice Hasselmann (PSL) em São Paulo e indicar um vice a Russomanno.

A jogada, que naufragou, favoreceria Russomanno. Bolsonaro espera que a vitória do aliado lhe dê uma base eleitoral na maior cidade do país na eleição de 2022 e se contraponha ao plano do adversário, governador João Doria (PSDB), de reeleger Covas.

Joice e seus aliados, como o presidente do PSL paulista, deputado Júnior Bozzella, e o senador Major Olímpio (PSL-SP), não aceitaram abrir mão da candidatura. Caso Bivar insistisse em derrubá-la, a questão se arrastaria em processos judiciais, cenário que o entorno de Russomanno preferia evitar.

Russomanno esteve com Bolsonaro em duas agendas privadas no Planalto e também apareceu ao lado do presidente no último dia 5, durante visita à obra da pista do aeroporto de Congonhas, na capital.

O lançamento oficial da candidatura de Russomanno era a única peça importante que faltava no xadrez eleitoral paulistano. Com o período de convenções encerrado, a eleição na capital terá 14 candidatos.

Russomanno lançou a pré-candidatura em 7 de agosto, após ser pressionado pelo partido.

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