Após denúncia, Temer diz que levará mágoa por ataques morais

Em evento de final de ano com os funcionários do Palácio do Planalto, ele afirmou que os quase três anos em que ficou à frente da função foram "dificílimos" e defendeu a sua imagem pública

Presidente Michel TemerPresidente Michel Temer - Foto: TV Brasil

Em sua primeira manifestação pública após ser denunciado pela terceira vez pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta quinta-feira (20) que deixa o mandato com mágoa pelos ataques morais que sofreu.

Em evento de final de ano com os funcionários do Palácio do Planalto, ele afirmou que os quase três anos em que ficou à frente da função foram "dificílimos" e defendeu a sua imagem pública, ressaltando que sempre teve uma vida "muito correta".

"Eu levo isso numa mágoa: os ataques de natureza moral. Porque eu tenho mais de 50 anos [de trajetória profissional]. Eu tive uma vida na universidade, na profissão, uma vida pública muito exata, muito correta", disse.

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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou o presidente na quarta-feira (19) pelos crimes de corrupção ativa e passiva e por lavagem de dinheiro. Ela pediu que, a partir de janeiro, a acusação passe a tramitar perante a 10ª Vara Federal no Distrito Federal.

"Quando vêm os ataques de natureza pessoal, aí realmente isso me caceteia, me chateia, me aborrece. É a única coisa que me aborrece", afirmou. Também nesta quinta o presidente cancelou agenda pública que faria pela manhã a Santa Catarina para inauguração de um centro de educação integral.

A programação é de que nesta sexta-feira (21) ele compareça a evento em São Paulo e, durante a viagem, se reúna com seu advogado, Antonio Claudio Mariz, para discutir a sua situação jurídica.

É a terceira vez que o presidente é denunciado. No ano passado, as duas primeiras foram barradas pela Câmara dos Deputados, mas podem ser reativadas a pedido do Ministério Público Federal quando ele deixar o cargo.

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