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Aras irá ao Pará e tratará de conflitos em terras indígenas

Em abril, um conflito conflito entre indígenas em uma área de garimpo, dentro da Terra Indígena Yanomami, deixou ao menos dois mortos e cinco pessoas feridas

Procurador Geral da República, Augusto ArasProcurador Geral da República, Augusto Aras - Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O procurador-geral da República (PGR) Augusto Aras viajará para Belém, no Pará, nesta sexta-feira (6) para acompanhar os conflitos envolvendo garimpeiros e indígenas na região. Aras irá inaugurar a nova sede do MPF no estado e se reunirá com procuradores que atuam na temática para tratar do tema.

Em abril, um conflito conflito entre indígenas em uma área de garimpo, dentro da Terra Indígena Yanomami, deixou ao menos dois mortos e cinco pessoas feridas. Um grupo invadiu a comunidade Pixanehabi, que é contrária à mineração ilegal.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma briga generalizada na comunidade Pixanehabi. É possível ouvir barulhos de tiros. Alguns vídeos também mostram pessoas mortas, sem membros e ensanguentadas pelo chão.

Ministério Público Federal (MPF) apresentou à Justiça Federal pedido para obrigar a União a retomar ações de proteção e operações policiais contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. A medida foi tomada depois de denúncias sobre crimes cometidos contra indígenas Ianomâmi, relatadas por O GLOBO.

De acordo com o MPF, os relatos das lideranças locais constam em inquérito instaurado em primeira instância, com atuação direta do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, e com o apoio de outras instituições como a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Exército, entre outras.

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