Armando sobre Ciro: "Tenho que conversar com a coligação"

"Não há possibilidade de apoiar Haddad", garante o senador

Armando Monteiro NetoArmando Monteiro Neto - Foto: Divulgação

Quando formou a aliança para concorrer ao Governo do Estado, o senador Armando Monteiro Neto já deixava claro que, caso o ex-presidente Lula fosse candidato, votaria em Lula. "A partir do momento que Lula não é candidato, não posso decidir nada sozinho", sublinha ele à coluna. E prossegue: "Tenho que dividir com o conjunto da coligação. Já estamos ouvindo, discutindo com os companheiros. Estamos trocando informações e fazendo avaliações". De concreto sobre a corrida presidencial, ele afirma que a hipótese de votar em Fernando Haddad "não existe". "Eu teria compromisso com Lula. Não há possibilidade de apoiar Haddad. É zero essa possibilidade", assegura o petebista. Ele explica que, embora Haddad seja do PT, com Lula "era diferente, porque eu tinha uma história com Lula". E emenda: "Ele me apoiou em 2014, era completamente diferente". Armando acrescenta: "Essa hipótese de Haddad está descartada. As outras hipóteses colocadas vamos examinar depois de esgotar esse processo". Entre aliados do senador, há manifestações nos bastidores a favor da declaração de apoio a Ciro Gomes. E há nomes como o prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, que já tomou a dianteira e está reunindo lideranças favoráveis ao apoio a Ciro. No PSDB, não se faz objeção e essa possibilidade é vista como "provável". Mas a relação do PDT, de Ciro, com a gestão Paulo Câmara, onde comanda espaços, também tem pesado nas contas da coligação Pernambuco Vai Mudar e pode ser um fator a complicar essa costura.

Ciro x Haddad

Prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, que já declarou apoio a Ciro Gomes, observa, em relação à pesquisa Datafolha divulgada ontem, que a maior diferença de votos entre todas projeções de segundo turno aparece no cenário Ciro Gomes (45%) x Fernando Haddad (27%).

Aderência > Pimentel, que reúne lideranças do Estado em torno de Ciro, teve uma conversa com o prefeito de Bodocó, Túlio Alves, que também estaria aderindo ao movimento de apoio ao pedetista.

Detalhe > Presidente estadual do DEM, Mendonça Filho, realça que o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, é o único que "bate a esquerda no 2º turno". Reconhece que o voto dele está dividido com candidatos como João Amoêdo, Henrique Meirelles e Álvaro Dias. A simulação do Datafolha aponta: Alckmin (40%) x Haddad (32%).

Balanço > A direção estadual da Rede realiza reunião, hoje, para fazer balanço da campanha e traçar ações. O encontro ocorre dois dias após Júlio Lóssio ter recebido apoio do coronel Luiz Meira e do empresário Gilson Machado, considerados "bolsonaristas" pela Rede.

Chama Marina! > Representante de Pernambuco na Executiva Nacional da Rede, Roberto Leandro avalia que, "ao invés desse tipo de alianças, é necessário fotalecer as candidaturas de deputados federais, de Marina Silva e enaltecer a qualidade dela nos espaços de debate". E reforça: "Isso que é preciso ser feito".

Afinar viola > Segundo Roberto Leandro, a direção da Rede "vai buscar conversar, dialogar com nossas candidaturas majoritárias para evitar futuros descompassos como esse e para afinar a viola".

Não vale tudo > "Não vale tudo para ganhar a eleição e a forma como se ganha define a forma como se governa. Enquanto a Rede tem cultura de paz, eles pregam liberação de armas, têm histórico de truculência contra movimentos sociais. Então, há contradições gritantes", observa Roberto Leandro.

Veja também

Gilmar suspende inquérito contra desembargador que deu carteirada para não usar máscara
STF

Gilmar suspende inquérito contra desembargador que deu carteirada para não usar máscara

Governo desrespeita prazos, e Lewandowski cobra planos para Manaus e vacinação
Pandemia

Governo desrespeita prazos, e Lewandowski cobra planos para Manaus e vacinação