Atos contra habeas corpus a Lula reúnem milhares pelo País

No Recife, ato ocorreu na avenida Boa Viagem

Ato do Movimento vem pra ruaAto do Movimento vem pra rua - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Em várias cidades do Brasil, manifestantes favoráveis à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram às ruas nesta terça-feira (3) para cobrar que o o STF (Supremo Tribunal Federal) não conceda habeas corpus ao petista.

No Recife, o ato aconteceu na avenida Boa Viagem, no bairro homônimo, na Zona Sul. Os cerca de 2 mil manifestantes, segundo a organização do Vem Pra Rua Recife, se concentraram diante da Padaria Boa Viagem, de onde saíram por volta das 19h10 em direção ao Segundo Jardim. 

Os manifestantes caminharam por, aproximadamente, 1 quilômetro vestindo as cores da bandeira brasileira e levando faixas e cartazes. Em cima do trio elétrico, integrantes do movimento discursaram contra o presidente Lula. "Fomos pedir justiça igual para todos e a manutenção da prisão de condenados em segunda instância", disse a economista Maria Dulce Sampaio, coordenadora do Vem Pra Rua Recife.  


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Em São Paulo, ao menos oito quarteirões da avenida Paulista, entre a avenida Brigadeiro Luís Antônio e a rua Augusta, foram ocupados por manifestantes pedindo a prisão de Lula. Até as 19h, não havia estimativa do número de participantes. Carros de som de cinco movimentos –Vem pra Rua, MBL (Movimento Brasil Livre), Endireita Brasil, Direita Brasil e Nas Ruas– se espalhavam pelo trajeto.

Em Brasília, centenas se reuniram em frente ao Congresso Nacional. Segundo a Polícia Militar, por volta das 19h, antes de ter um início uma forte chuva, cerca de 400 pessoas estavam no local.

O MBL disse ter marcado atos em mais de 70 cidades, espalhadas por 21 estados. O movimento Vem Pra Rua afirmou que foram convocados protestos em mais de cem cidades, em 20 estados. Na avenida Paulista, a garoa que caía em alguns momentos foi ignorada pelos manifestantes, muitos deles vestindo verde e amarelo, com bandeiras do Brasil e cartazes.

Discursos nos alto-falantes e cartazes citavam os ministros do STF. A ministra Rosa Weber era o principal alvo da pressão, com pedidos para que ela ouça recado das ruas. O voto de Rosa é considerado decisivo no julgamento: ela é contra a prisão após segunda instância, mas tem decidido os casos seguindo a atual jurisprudência do tribunal.

"Ei, Lula, vai para a cadeia" e "Lula, ladrão, seu lugar é na prisão" eram alguns dos coros entoados na Paulista, puxados nos carros de som. Duas faixas gigantes, que podiam ser lidas do alto dos prédios e helicópteros, exibiam as expressões "Lula na cadeia" e "STF corrupto".

Em Brasília, os manifestantes também fizeram críticas ao ministro do STF Gilmar Mendes –uma das placas o chamava de traidor. Em Curitiba, um membro da organização pediu que os manifestantes fizessem uma prece para que o STF rejeite o habeas corpus. Ele afirmou que o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol havia lhe enviado uma mensagem: "É uma luta contra gigantes e cada um tem seu papel nela."

Em meio a buzinas e rojões, ambulantes vendiam bonecos "pixulecos" e camisetas com a inscrição "Moro, República de Curitiba". No Rio, centenas de pessoas reuniram-se em frente ao posto 5 da orla de Copacabana. Em Salvador, uma carreata com cerca de 200 veículos foi organizada em protesto em favor da prisão de Lula.

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