Bancada evangélica divulga nota em defesa da democracia

Nota pública divulgada pelo Reforma Brasil, movimento capitaneado pela Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo

Pastor titular da 1ª Igreja Presbiteriana, Valdinei FerreiraPastor titular da 1ª Igreja Presbiteriana, Valdinei Ferreira - Foto: Reprodução/Youtube

Tenha ou não votado em Bolsonaro, todo cristão que zele por esse título deve agora se posicionar "de modo intransigente a favor da institucionalidade democrática". E não é um bloco pequeno: se venceu, o capitão reformado o fez com "apoio estridente dos evangélicos". É o tom de uma nota pública divulgada pelo Reforma Brasil, movimento capitaneado pela Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo.

Há um ano, o Reforma Brasil se lançava com outro manifesto, uma crítica aos "cadáveres da política" e à bancada evangélica. A cena política brasileira era então descrita como um "vale de ossos secos", para usar uma expressão do profeta bíblico Ezequiel, "dominado por legiões de mortos-vivos, instalados nos centros de poder do país". O texto também falava sobre "o uso cada vez mais frequente de títulos religiosos por parte de candidatos que se pretendem representantes dos cristãos religiosos". O contexto mudou. Se ninguém, àquela altura, imaginava uma vitória do capitão reformado, hoje é preciso entender que é possível "fazer escolhas eleitorais diferentes e continuarmos nos tratando como irmãos de nacionalidade e de credo".

"Mais do que estar a favor ou contra Bolsonaro", diz a nota assinada pelo pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana, Valdinei Ferreira, "cabe aos cristãos nessa hora da vida nacional, posicionarem-se de modo intransigente a favor da institucionalidade democrática".

Para o pastor, a "estreita associação" entre Bolsonaro e as igrejas evangélicas colocará forte cobrança sobre o segmento. "O fato é que o sucesso ou fracasso do futuro governo será indissociável do apoio estridente dos evangélicos dado a ele nessa eleição." O lançamento do novo manifesto contou com o jurista Modesto Carvalhosa e entidades cristãs, como a Associação Cristã de Moços) e o IJCB (Instituto de Juristas Cristãos do Brasil).

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