Sáb, 07 de Março

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EX-PRESIDENTE

Bispo vai à Papudinha semana que vem prestar assistência religiosa a Bolsonaro

Robson Rodovalho definirá com Michelle Bolsonaro o melhor horário para a visita, autorizada pelo STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do bispo Robson Rodovalho O ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do bispo Robson Rodovalho  - Foto: Sara Nossa Terra/Reprodução

Autorizado a prestar assistência religiosa ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o bispo Robson Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra, afirmou que o acompanhamento espiritual incluirá leitura bíblica, momentos de meditação, orações e, possivelmente, cânticos — entre eles “shalom adonai”, em hebraico, que significa a “Paz do Senhor”.

Rodovalho disse que pretende visitar o ex-chefe do Executivo na semana que vem e que a data será ajustada com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, dentro do protocolo estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

— Farei leituras, meditação da palavra e algumas orações. Talvez cânticos com ou sem violão. Todos que preguem a paz — afirmou o bispo ao Globo.

A assistência espiritual foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito da execução penal de Bolsonaro. O pedido foi apresentado pela defesa do ex-presidente.

A autorização prevê que o acompanhamento religioso seja realizado em caráter individual, uma vez por semana, no período de uma hora, nas terças-feiras ou sextas-feiras.

Rodovalho afirmou que, após a autorização, já teve uma conversa com Michelle Bolsonaro, mas que o contato foi breve e voltado ao cumprimento desse protocolo.

— Foi apenas a primeira conversa rápida, só para falar sobre protocolo. São as orientações do STF: dias, tempo e outras burocracias — disse.

O bispo acrescentou que a intenção principal do encontro é oferecer acolhimento ao ex-presidente.

— Espero dar conforto a ele — afirmou.

Bolsonaro foi transferido na semana passada para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), conhecido como “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda, após determinação de Moraes. A mudança ocorreu em meio à ofensiva de aliados e familiares do ex-presidente para que ele obtenha prisão domiciliar, sob o argumento de saúde.

A assistência religiosa é prevista na Lei de Execução Penal, que estabelece a prestação de assistência religiosa aos presos e internados, com liberdade de culto.

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