Fernando Monteiro liberou recursos junto ao Ministério da Integração Nacional
Fernando Monteiro liberou recursos junto ao Ministério da Integração NacionalFoto: Divulgação

O deputado federal Fernando Monteiro (PP) comemora a liberação de R$ 28,9 milhões para a Adutora do Agreste pelo Ministério da Integração Nacional. “Sem esse repasse, os trabalhos seriam paralisados nos próximos dias. Levei a preocupação do governador Paulo Câmara (PSB), que também não tem medido esforços para a melhoria do abastecimento das cidades do Agreste e Sertão”, afirma Fernando Monteiro.

Na sua atuação pelo setor de abastecimento no Estado estão recursos, também por parte do Ministério da Integração Nacional, para a adutora do Moxotó, localizada no distrito de Rio da Barra, em Sertânia, interligada à Adutora do Agreste.

A implantação do Sistema Adutor de Água de Canhotinho e a aquisição de equipamentos para a perfuração de poços artesianos reforçam os resultados dos esforços do parlamentar. A viabilidade do Ramal de Entremontes, que integra o projeto de Transposição do Rio São Francisco, ligando Terra Nova e Parnamirim, é outro tema em discussão.

“Precisamos estudar a melhor forma de viabilizar a conclusão de projetos de tanto impacto econômico e social para os nordestinos. O acesso à água pelos pernambucanos está entre minhas metas prioritárias, seja via emendas parlamentares, seja atuando por recursos da União”, garante Fernando Monteiro.

Vice-prefeito do Cabo se reuniu com secretariado para planejar gestão
Vice-prefeito do Cabo se reuniu com secretariado para planejar gestãoFoto: Divulgação

Na manhã desta segunda-feira (22), Clayton da Silva Marques, conhecido com Keko do Armazém (PDT), prefeito em exercício do Cabo, reuniu o secretariado do município do Cabo, para planejar a gestão municipal.  

Por meio de nota, o Instituto de Previdência Social dos Servidores do Município do Cabo de Santo Agostinho (CABOPREV) informou que todos os serviços públicos serão prestados dentro da normalidade. "O município apoia e está à disposição do Judiciário para todos e quaisquer esclarecimentos", diz a mensagem.

Keko do Armazém assume a gestão municipal após prisão do prefeito Lula Cabral (PSB), na última sexta-feira (19).

Confira a nota:

"NOTA OFICIAL - CABOPREV

O Instituto de Previdência Social dos Servidores do Município do Cabo de Santo Agostinho (CABOPREV) vem prestar esclarecimentos quanto à operação Abismo deflagrada na última sexta-feira (19/10). A autarquia está apoiando as autoridades Policial e Judicial, além dos Ministérios Públicos Estadual e Federal no tocante às informações necessárias para os esclarecimentos dos fatos investigados.

Em virtude da decretação de segredo de justiça que transita os autos do processo judicial, não cabe mais quaisquer informações que tenham correlação com o objeto da investigação.

José Fernandes de Moura
Presidente do Caboprev"

Tadeu Alencar (PSB), em entrevista à Rádio Folha
Tadeu Alencar (PSB), em entrevista à Rádio FolhaFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

O deputado federal reeleito Tadeu Alencar (PSB) foi o convidado do programa Folha Política, da Rádio Folha FM (96,7), nesta segunda-feira (22). Ele falou sobre o desempenho do PSB nessas eleições e avaliou o cenário da política nacional, tecendo críticas aos posicionamentos do presideenciável Jair Bolsonaro (PSB).

"Aqui em Pernambuco tivemos uma vitória importante", destacou tadeu, fazendo referência à reeleição do governador Paulo Câmara, da bancada do PSB, além dos dois senadores da sua chapa. Ele considerou o resultado "uma expressiva vitória à Frente Popular e , naturalmente, acompanhada da responsabilidade que isso significa". O deputado enalteceu a votação expressiva de João Campos (PSB), deputado mais votado com 460.387 votos. "Tenho certeza que ele será um grande deputado e o que pudermos fazer para fortalecer junto com eleos nossos valores e os valores do nosso partido estaremos lá", disse. "É uma grande alegria compartilhar esse mandato ao lado do filho do nosso saudoso governador Eduardo Campos", afirmou.

Leia também:
Tadeu Alencar: "Não confundo o eleitor de Bolsonaro com o pensamento de Bolsonaro"
Fake news no centro do debate dos políticos nas redes sociais
Blocos carnavalescos ocupam Olinda em ato pró-Haddad


Segundo Tadeu, nacionalmente a legenda também saiu fortalecida das urnas. O PSB elegeu 32 deputados federais, 65 deputados estaduais, dois senadores, três governadores (podendo chegar a sete após o segundo turno). "Com a vitória de Márcio (França) continuaremos governando o maior número de brasileiros", projetou Alencar. 

Sobre uma possível vitória de Jair Bolsonaro no próximo domingo, o socialista prometeu cumprir seu papel parlamentar. "Vamos respeitar o resultado das eleições e vamos conviver com ele. Fizemos isso com o presidente mais impopular da história que é o Michel Temer (MDB) e vamos fazer isso com o próximo presidente da República", prometeu.

Bolsonaro - Tadeu Alencar repudiou as ideias do presidenciável Jair Bolsonaro, citando as declarações em entrevistas em que defende o regime militar, e a homenagem que prestou ao coronel Brilhante Ustra, na votação pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT).

"Posições que ao longo de sua vida de quase três décadas na política ele não escondeu. (...) mostra que é um sujeito cujas ideias, de fato, não servem ao Brasil, nessa intolerância e tensão política que não nos levou a nada. Então, não é isso que a gente está precisando. Um sujeito que defende a ditadura, seus métodos, a tortura e os torturadores. Um sujeito que ofende indiscrimidamente os negros às mulheres e os homossexuais e que acha que o congresso nacional deve ser fechado e não acredita em nada que venha do voto", disparou.

"Muito por esse perfil autoritário obriga aqueles que tem formação democática e humanista a ir pra linha de frente lutar contra isso. Não estamos defendendo nem um partido nem os erros que eventualmente tenham sido cometidos que é objeto de julgamento severo da sociedade brasileira", destacou Tadeu.

Na entrevista, o deputado socialista ainda comentou sobre o judiciário brasileiro, a importância da Operação Lava Jato, a necessidade de reformas profundas - a exemplo da tributária - e do comprometimento que o novo presidente precisará ter com a recuperação da economia brasileira.

Confira a entrevista, na íntegra:

Tadeu Alencar (PSB), em entrevista à Rádio Folha
Tadeu Alencar (PSB), em entrevista à Rádio FolhaFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Em entrevista ao programa Folha Política, da Rádio Folha FM (96,7), nesta segunda-feira (22), o deputado federal reeleito Tadeu Alencar (PSB) avaliou o cenário da política nacional nessas eleições presidenciais. Tadeu atribuiu ao voto de protesto a expressiva quantidade de eleitores que reforçam a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas de segundo turno.

"Se a gente pensar, em 2013, a sociedade brasileira foi às ruas, apesar de uma pauta fragmentada. Houve uma grande demonstração de insatisfação do povo brasileiro com a poítica. Cinco anos depois, nem melhoramos no que diz respeito à corrupção, nem da efetividade dos governos e daquilo que as políticas públicas precisariam melhorar em todas as áreas. O povo brasileiro tem essa hostilidade demonstrada na política", avaliou.

Leia também:
Líder do PSB defende respeito ao resultado das urnas
Fake news no centro do debate dos políticos nas redes sociais
Blocos carnavalescos ocupam Olinda em ato pró-Haddad


Segundo Alencar, a votação de Bolsonaro revela uma fragilidade da classe política. "Não confundo o eleitor de Bolsonaro com o pensamento de Bolsonaro. Uma figura tão primitiva como Bolsonaro chegar a condição de disputar o segundo turno é uma mostra que a gente falhou, não tendo correspondido às espectativa do povo brasileiro", disse.

Contudo, o deputado ainda acredita numa virada de Fernando Haddad (PT) na última semana antes do pleito. "Vimos mudanças importantes, em São Paulo, por exemplo, o Skaf estava em segundo lugar e, na última hora, Márcio França passou para o segundo turno. E outras viradas aconteceram", ponderou.

Tadeu apontou para a necessidade de trazer a população para acreditar mais na política. "Antes de conquistar a confianlça do mercado é importante reconquistar a confiança da sociedade pra mostrar que a política é um território importante", afirmou.

Fake News estão no centro do debate eleitoral
Fake News estão no centro do debate eleitoralFoto: Reprodução/Twitter

Faltando exatamente uma semana para a votação do segundo turno da eleição presidencial, o uso de fake news continua sendo o assunto mais comentado nas redes sociais, não apenas pelos eleitores, mas também por políticos. Em Pernambuco, lideranças que apoiam Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) travam intenso debate a respeito das notícias falsas que são usadas com objetivo eleitoral. A vice-governadora eleita, Luciana Santos (PCdoB) e o deputado federal Mendonça Filho (DEM) têm usado suas redes sociais para atribuir a prática de fake news a seus adversários.

O tema ficou mais em evidência depois que a Folha de São Paulo publicou uma reportagem denunciando que a campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) supostamente teria se beneficiado por um esquema de caixa dois financiado por empresários, que teriam pago até R$ 12 milhões em cada impulsionamento para propagar notícias falsas contra o PT na reta final do primeiro turno. A denúncia motivou uma ação do PT e do PDT no TSE pedindo investigação e cobrando a impugnação da chapa do candidato do PSL. 

Para contrapor essa ofensiva, Mendonça Filho, um dos principais aliados de Bolsonaro em Pernambuco, tem usado suas redes socais para desconstruir essa narrativa petista e também acusar seus adversários das mesmas práticas. "Quem inventou fake news foi o PT. Como ministro fui vítima de umna infinidade de mentiras propagadas pela máquina petista", diz um dos seus tuítes. "Nessa eleição fui alvo de fake news no estado. O PT chegou ao ponto de me responsabilizar pelo incêndio no Museu Nacional", acusou Mendonça em outra postagem.

mendonça


Muito ativa nas redes sociais, Luciana Santos questiona diariamente o uso eleitoral de notícias falsas."Precisamos denunciar esse crime. Fazer com que cada cidadão brasileiro vítima do golpe das fake news seja conscientizado e tenha a oportunidade de saber que está sendo usado, da forma mais vil, para prejudicar nosso país e tudo que construímos até hoje em termos de democracia e direitos para nossa gente", diz em um de seus posts.

"Muitas pessoas receberam mensagens absurdas de fake news sobre Haddad e Manuela sem nunca ter cedido seus contatos para nenhuma campanha. Como esses dados foram capturados?", questiona Luciana, em outra tuitada.

Luciana Santos

Blocos carnavalescos participaram de ato pró-Haddad, em Olinda
Blocos carnavalescos participaram de ato pró-Haddad, em OlindaFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco


Ao som de frevo e gritos de “ele não”, cerca de 80 blocos carnavalescos percorreram, ontem, as ladeiras da Cidade Alta de Olinda, no Grande Recife, em ato de apoio à candidatura do presidenciável Fernando Haddad (PT). A uma semana da eleição, o ato Amor em bloco, liderado pelo Eu Acho é Pouco, saiu do Largo de Guadalupe em direção ao Amparo, com destino à Praça 12 de Março, em Bairro Novo, arrastando 20 mil pessoas, segundo a organização. A Polícia Militar, no entanto, não divulgou público.

Os organizadores destacaram que, apesar do simbolismo carnavalesco, tratou-se de um ato político. Estandartes, bandeiras vermelhas do PT e camisas de “Lula Livre” e “Haddad13” embalaram a mobilização. Apesar de pacífico, alguns manifestantes vaiaram moradores que exibiam camisa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Até o fechamento desta edição, segundo a PM, não houve registro de incidentes em Olinda.

Leia também:
Atos contra o PT e a favor de Bolsonaro movimentam o final de semana
[Podcast] Humberto Costa responde às acusações de "Kit Gay" ditas por Bolsonaro
Paulo Câmara defende Haddad em reunião com meio acadêmico  


Entre eleitores e simpatizantes, o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, criticou as supostas ações de empresários que teriam bancado fake news via WhatsApp contra o PT. “Nesses dias vimos, inclusive, o tipo de manipulação que eles estão fazendo nas consciências dos brasileiros através de notícias falsas e caixa dois”, reclamou o petista. “Mas Olinda tem como imagem a diversidade, a cultura, a convivência de diferentes cores, pessoas e blocos. (Esse ato) é um sinal forte de uma reação que está geral na sociedade de não aceitar o retrocesso no padrão civilizatório”, acrescentou.

Além dele, a deputada federal Luciana Santos (PCdoB), eleita vice-governadora, a deputada estadual, Teresa Leitão (PT), o deputado estadual eleito João Paulo (PCdoB), a ex-candidata ao governo estadual Dani Portela (PSOL) e o vereador Ivan Moraes (PSOL) também participaram. A advogada Selma Valongueiro, 56, estava fantasiada de índia. “Apesar de ser a figura do bloco, é também uma posição política contra o extermínio dos índios e (contra) esse discurso de (exploração de) terras indígenas”, declarou. Fantasiado de “luto”, montado numa “burrinha”, Wilson Roberto, 54, disse que representava o luto pela cultura popular e a burrinha, eleitora do PT, tratava-se de ironia ao discurso preconceituoso contra os eleitores petistas.

O evento não foi isolado. No último sábado, manifestantes foram às ruas em diversas cidades do País - como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília - “contra o fascismo e a favor da democracia, pelos direitos humanos e em defesa da liberdade de expressão”. No Recife, a concentração foi na Praça do Derby e o ato seguiu pela Conde da Boa Vista, em direção à Praça da Independência. O PT estimou 30 mil pessoas. Estes atos, a uma semana da eleição, visam ao estimulo da militância para reverter votos nesta reta final.

Haddad

Em São Luís, no Maranhão, Haddad reagiu às declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do seu adversário, que menosprezou o Supremo Tribunal Federal (STF), ao dizer que para fechar a Corte era necessário um soldado e um cabo. “O Bolsonaro é um chefe de milícia e os filhos dele são milicianos, são capangas. Não se controla esse tipo de violência. O medo de quem tem juízo só cresce, só quem está anestesiado não tem medo”, declarou.

Ato "PT Não" ocupou a avenida Boa Viagem, neste domingo
Ato "PT Não" ocupou a avenida Boa Viagem, neste domingoFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Exatamente uma semana antes do segundo turno da eleição majoritária, militantes e simpatizantes do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) saíram às ruas, neste domingo (21), para demonstrar apoio ao candidato. Em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, a manifestação batizada de #PTNão, contra o Partido dos Trabalhadores e favorável ao capitão reformado, organizada pelo Vem Pra Rua, tomou a Avenida Boa Viagem reunindo milhares de apoiadores. Também participaram do ato o Movimento Brasil Livre (MBL) e a Direita Pernambuco. Ao final do evento, o Vem Pra Rua estimou um público de 110 mil pessoas e o PSL, de 150 mil. No entanto, a Polícia Militar não divulgou o quantitativo.

Na ocasião, estiveram presentes os ex-ministros Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM). Eles também participaram, no sábado, de um encontro com políticos e apoiadores comandado pelo senador Magno Malta (PR), em um hotel em Jaboatão dos Guararapes. Sobre o ato de ontem, Bruno Araújo o classificou como “imenso” e “maior do que qualquer uma das manifestações de 2015 e 2016”.

Leia também:
Atos contra o PT e a favor de Bolsonaro movimentam o final de semana
Presidente do PSL refuta envolvimento em fake news
[Podcast] Bolsonaro chama Haddad de "mentiroso". Ouça entrevista na íntegra


O público gritava palavras de ordem como “eu vim de graça” e “a nossa bandeira jamais será vermelha”. Além disso, eles também afirmavam, ironicamente, que eram o “Caixa 2 de Bolsonaro” - em alusão à denúncia da Folha de S. Paulo de que empresários pagaram pelo envio de pacotes de mensagens com conteúdo contra o PT via Whatsapp, o que configura financiamento empresarial de campanha e, portanto, é proibido por lei.

No início do percurso - em frente à Padaria Boa Viagem -, uma mensagem do candidato do PSL foi transmitida em um trio. “Só estou nessa porque acredito em vocês e vocês acima de tudo acreditam no nosso Brasil. Um só povo, uma só raça e, muito importante, uma só bandeira verde e amarela. Amigos do Nordeste, juntos colocaremos o Brasil no seu devido lugar. Sem distinção, sem preconceitos, sem divisões entre nós. Acredito no povo brasileiro e acredito em Deus acima de tudo. O Nordeste, Pernambuco, Recife, um grande abraço e, juntos, se Deus quiser, seremos vitoriosos no próximo domingo e começaremos a escrever uma nova história em nosso querido Brasil“, afirma Bolsonaro, no áudio.

E foi acreditando nessa “nova história” que o representante comercial Val Henriques, que é cadeirante, não encontrou barreiras para comparecer ao ato. “Eu acredito nas propostas dele. O PT governou durante 16 anos, por que não mudou a história? Hoje, a gente está escrevendo uma nova história”, disse Val. Um dos locutores do trio do MBL questionou a segurança do processo eleitoral e divulgou a campanha Fiscais do Mito, uma “ferramenta para evitar a manipulação de resultados”. No site, interessados podem se cadastrar para contribuir com a “fiscalização”.

Outras cidades

No país, vários atos pró-Bolsonaro foram realizados ontem. No Rio de Janeiro, na praia de Copacabana, Zona Sul da cidade, o público também ironizou as suspeitas de uso de serviço de disparo em massa de mensagens de aplicativo de celular. Em São Paulo, os manifestantes se reuniram ao longo da avenida Paulista com ao menos cinco carros de som e um pixuleko, boneco que faz alusão ao ex-presidente Lula (PT) com roupa de presidiário, gigante. Já em Brasília, os participantes fecharam a Esplanada dos Ministérios. Eles levaram caixas de papelão ao protesto, com a inscrição “Caixa 2”.

Candidato a presidente Jair Bolsonaro será entrevistado no Folha Política.
Candidato a presidente Jair Bolsonaro será entrevistado no Folha Política.Foto: Divulgação Facebook

O presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno, refutou o envolvimento da campanha de Jair Bolsonaro com a divulgação de fake news por mídias sociais e pediu calma à militância e apoiadores na reta final das eleições. Bebianno falou à imprensa na noite desta sexta-feira (19) e comentou a abertura de medida judicial junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar suspeitas de uso de sistemas de envio de mensagens em massa na plataforma WhatsApp custeados por empresas de apoiadores do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).

Leia também:
Bolsonaro: 'Não precisamos de fake news para combater Haddad'


“Esse tipo de atitude mostra o pouco ou nenhum apreço que esses partidos de esquerda têm pela democracia. No dia 5 de junho deste ano, o TSE promoveu encontro com todos os partidos, a fim de que fosse assinado um termo de compromisso contra fake news. Todos os partidos assinaram, à exceção do PT. Nós estamos esperando a citação, para que apresentemos a nossa defesa, que será muito simples e objetiva: quem não deve, não teme”, disse Bebianno.

Advogado de formação, ele considerou não haver qualquer possibilidade da ação afetar a realização e o resultado das eleições. “Perigo zero. É risível essa tentativa, que certamente será frustrada, esse novo ataque à democracia. Nosso temor é nenhum quanto a essas ações”.

Provocações
Bebianno aproveitou a coletiva de imprensa para pedir calma à militância do PSL e aos apoiadores de Bolsonaro na reta final das eleições, evitando qualquer tipo de ato violento e provocações dos adversários. Neste final de semana, estão marcadas manifestações pelo país, tanto contra quanto à favor de Bolsonaro.

“Qualquer eleitor ou simpatizante de Jair Bolsonaro que tenha ideias radicais, que carregue no peito sentimentos de violência, de revanche, de vingança, nós não precisamos nem queremos o seu voto. Não podemos entrar na atmosfera criada pelo PT de instabilidade à democracia, de nenhum respeito pelas instituições. Essa não é a nossa bandeira. Chegamos até aqui de forma democrática, então pedimos a colaboração de todos os simpatizantes, que tenham calma e não entrem em provocações”, pediu o presidente do PSL.

Bolsonaro e Haddad
Bolsonaro e HaddadFoto: AFP

A uma semana do segundo turno das eleições, movimentos políticos e de ativistas preparam uma série de manifestações em todo País. Neste fim de semana devem ser realizados protestos em defesa e com críticas aos dois candidatos à Presidência da República - Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Leia também:
Haddad pede que simpatizantes multipliquem presença nas redes sociais
Grupos de WhatsApp pró-Haddad proliferam. PT desconfia de armadilha
Bolsonaro confirma Marcos Pontes como possível ministro


Os organizadores programaram locais distintos, embora em algumas situações nas mesmas cidades. Para hoje (20), estão previstas manifestações em todos os estados contra o fascismo e a favor da democracia, pelos direitos humanos e em defesa da liberdade de expressão.

Movimentos de mulheres de distintos segmentos, entre eles Mulheres Unidas contra Bolsonaro, utilizaram as redes sociais para divulgação dos protestos. Nos convites para as manifestações, críticas às propostas apresentadas pelo candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e referências positivas ao candidato do PT ao Palácio do Planalto, Fernando Haddad.

No site do PT, o partido chama os protestos de hoje de “manifestação da virada”. Para amanhã (21) estão programadas manifestações em todo país contra o comunismo e o retorno do PT, entre os organizadores do Movimento Brasil Livre (MBL).

Em vídeos, divulgados nas redes sociais, apoiadores convidam para os protestos e, ao final, aparece Bolsonaro com seu slogan: “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”. Nas redes sociais de Bolsonaro e dos filhos dele, há referências às manifestações de domingo (21).

Reunião com prefeitos da Frente Popular em apoio a Haddad
Reunião com prefeitos da Frente Popular em apoio a HaddadFoto: Marcelo Montanini

Na reta final do segundo turno da campanha presidencial e precisando reverter a liderança aberta pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), os partidos que integram a Frente Popular reuniu os prefeitos aliados, nesta sexta-feira (19), em Gravatá. No encontro, o governador reeleito, Paulo Câmara (PSB), agradeceu o apoio dos gestores municipais à eleição da chapa majoritária em Pernambuco e pediu o mesmo empenho na reta final das eleições para ajudar Fernando Haddad (PT).

"O desafio que nós temos até o dia 27 é importante e necessário. O Brasil já vem dando passos para trás nesses últimos anos e a gente não pode deixar que ele dê passos mais largos ainda para trás, se nós permitirmos que haja esse retrocesso com a eleição que não seja a de Fernando Haddad", alertou Paulo Câmara.

Leia também:
[Podcast] Humberto Costa responde às acusações de "Kit Gay" ditas por Bolsonaro
[Podcast] Bolsonaro chama Haddad de "mentiroso". Ouça entrevista na íntegra
Bolsonaro à Rádio Folha: 'Eu não preciso de fake news para atingir o Haddad'


"Nós somos uma região pobre, um Estado pobre que soube muito bem mostrar ao Brasil que o nordeste já deixou de ser problema há muito tempo e agora é parte da solução. Precisamos diminuir desigualdades sociais e regionais, criar empregos e oportunidades. O Fernando Haddad representa isso", disse Paulo. Segundo ele, Haddad teve pouco tempo para apresentar suas propostas no segundo turno e enfrenta uma campanha marcada por notícias falsas. "Não está fácil. As fake news estão espalhadas, grupos poderosos por trás disso, como teve no noticiário, mas a verdade sempre vai prevalecer", disse o governador.

O senador reeleito, Humberto Costa (PT), também agradeceu aos prefeitos pela contribuição na sua campanha e conclamou os apoiadores a se engajar na campanha presidencial. Humberto defendeu a candidatura de Haddad, como uma necessidade supra-partidária. "Esse não é mais um candidato só do PT. É o candidato da democracia, da defesa da Constitruição, é o candidato de todos nós", destacou, apontando para a necessidade de desconstruir o adversário. "Essa é a hora da gende dizer quem é Bolsonaro, mostrrar às pessoas que Tê-lo no governo significa uma ameaça às liberdades, à democracia, aos mais porbres, aos partidos, ao Congresso Nacional a tudo que representa o que a gente construiu com muita luta", avaliou.

Auto-crítica - Humberto minimizou as críticas aos governo petistas, destacando os avanços sociais. "Certamente muita gente critica o PT e o governo que nós fizemos, mas sabemos o que esses governos representaram e o que nós precisamos pro Braisl. O Brasil precisa nesse momento de desenvolvimento, de crescimento, de paz de liberdade e de entendimento para sair da instabilidade e fazer com que novamente aqueles que mais precisam possam ter a ação do Estado", ressaltou.

comece o dia bem informado: