Blocos carnavalescos participaram de ato pró-Haddad, em Olinda
Blocos carnavalescos participaram de ato pró-Haddad, em OlindaFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco


Ao som de frevo e gritos de “ele não”, cerca de 80 blocos carnavalescos percorreram, ontem, as ladeiras da Cidade Alta de Olinda, no Grande Recife, em ato de apoio à candidatura do presidenciável Fernando Haddad (PT). A uma semana da eleição, o ato Amor em bloco, liderado pelo Eu Acho é Pouco, saiu do Largo de Guadalupe em direção ao Amparo, com destino à Praça 12 de Março, em Bairro Novo, arrastando 20 mil pessoas, segundo a organização. A Polícia Militar, no entanto, não divulgou público.

Os organizadores destacaram que, apesar do simbolismo carnavalesco, tratou-se de um ato político. Estandartes, bandeiras vermelhas do PT e camisas de “Lula Livre” e “Haddad13” embalaram a mobilização. Apesar de pacífico, alguns manifestantes vaiaram moradores que exibiam camisa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Até o fechamento desta edição, segundo a PM, não houve registro de incidentes em Olinda.

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Entre eleitores e simpatizantes, o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, criticou as supostas ações de empresários que teriam bancado fake news via WhatsApp contra o PT. “Nesses dias vimos, inclusive, o tipo de manipulação que eles estão fazendo nas consciências dos brasileiros através de notícias falsas e caixa dois”, reclamou o petista. “Mas Olinda tem como imagem a diversidade, a cultura, a convivência de diferentes cores, pessoas e blocos. (Esse ato) é um sinal forte de uma reação que está geral na sociedade de não aceitar o retrocesso no padrão civilizatório”, acrescentou.

Além dele, a deputada federal Luciana Santos (PCdoB), eleita vice-governadora, a deputada estadual, Teresa Leitão (PT), o deputado estadual eleito João Paulo (PCdoB), a ex-candidata ao governo estadual Dani Portela (PSOL) e o vereador Ivan Moraes (PSOL) também participaram. A advogada Selma Valongueiro, 56, estava fantasiada de índia. “Apesar de ser a figura do bloco, é também uma posição política contra o extermínio dos índios e (contra) esse discurso de (exploração de) terras indígenas”, declarou. Fantasiado de “luto”, montado numa “burrinha”, Wilson Roberto, 54, disse que representava o luto pela cultura popular e a burrinha, eleitora do PT, tratava-se de ironia ao discurso preconceituoso contra os eleitores petistas.

O evento não foi isolado. No último sábado, manifestantes foram às ruas em diversas cidades do País - como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília - “contra o fascismo e a favor da democracia, pelos direitos humanos e em defesa da liberdade de expressão”. No Recife, a concentração foi na Praça do Derby e o ato seguiu pela Conde da Boa Vista, em direção à Praça da Independência. O PT estimou 30 mil pessoas. Estes atos, a uma semana da eleição, visam ao estimulo da militância para reverter votos nesta reta final.

Haddad

Em São Luís, no Maranhão, Haddad reagiu às declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do seu adversário, que menosprezou o Supremo Tribunal Federal (STF), ao dizer que para fechar a Corte era necessário um soldado e um cabo. “O Bolsonaro é um chefe de milícia e os filhos dele são milicianos, são capangas. Não se controla esse tipo de violência. O medo de quem tem juízo só cresce, só quem está anestesiado não tem medo”, declarou.

Ato "PT Não" ocupou a avenida Boa Viagem, neste domingo
Ato "PT Não" ocupou a avenida Boa Viagem, neste domingoFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Exatamente uma semana antes do segundo turno da eleição majoritária, militantes e simpatizantes do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) saíram às ruas, neste domingo (21), para demonstrar apoio ao candidato. Em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, a manifestação batizada de #PTNão, contra o Partido dos Trabalhadores e favorável ao capitão reformado, organizada pelo Vem Pra Rua, tomou a Avenida Boa Viagem reunindo milhares de apoiadores. Também participaram do ato o Movimento Brasil Livre (MBL) e a Direita Pernambuco. Ao final do evento, o Vem Pra Rua estimou um público de 110 mil pessoas e o PSL, de 150 mil. No entanto, a Polícia Militar não divulgou o quantitativo.

Na ocasião, estiveram presentes os ex-ministros Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM). Eles também participaram, no sábado, de um encontro com políticos e apoiadores comandado pelo senador Magno Malta (PR), em um hotel em Jaboatão dos Guararapes. Sobre o ato de ontem, Bruno Araújo o classificou como “imenso” e “maior do que qualquer uma das manifestações de 2015 e 2016”.

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O público gritava palavras de ordem como “eu vim de graça” e “a nossa bandeira jamais será vermelha”. Além disso, eles também afirmavam, ironicamente, que eram o “Caixa 2 de Bolsonaro” - em alusão à denúncia da Folha de S. Paulo de que empresários pagaram pelo envio de pacotes de mensagens com conteúdo contra o PT via Whatsapp, o que configura financiamento empresarial de campanha e, portanto, é proibido por lei.

No início do percurso - em frente à Padaria Boa Viagem -, uma mensagem do candidato do PSL foi transmitida em um trio. “Só estou nessa porque acredito em vocês e vocês acima de tudo acreditam no nosso Brasil. Um só povo, uma só raça e, muito importante, uma só bandeira verde e amarela. Amigos do Nordeste, juntos colocaremos o Brasil no seu devido lugar. Sem distinção, sem preconceitos, sem divisões entre nós. Acredito no povo brasileiro e acredito em Deus acima de tudo. O Nordeste, Pernambuco, Recife, um grande abraço e, juntos, se Deus quiser, seremos vitoriosos no próximo domingo e começaremos a escrever uma nova história em nosso querido Brasil“, afirma Bolsonaro, no áudio.

E foi acreditando nessa “nova história” que o representante comercial Val Henriques, que é cadeirante, não encontrou barreiras para comparecer ao ato. “Eu acredito nas propostas dele. O PT governou durante 16 anos, por que não mudou a história? Hoje, a gente está escrevendo uma nova história”, disse Val. Um dos locutores do trio do MBL questionou a segurança do processo eleitoral e divulgou a campanha Fiscais do Mito, uma “ferramenta para evitar a manipulação de resultados”. No site, interessados podem se cadastrar para contribuir com a “fiscalização”.

Outras cidades

No país, vários atos pró-Bolsonaro foram realizados ontem. No Rio de Janeiro, na praia de Copacabana, Zona Sul da cidade, o público também ironizou as suspeitas de uso de serviço de disparo em massa de mensagens de aplicativo de celular. Em São Paulo, os manifestantes se reuniram ao longo da avenida Paulista com ao menos cinco carros de som e um pixuleko, boneco que faz alusão ao ex-presidente Lula (PT) com roupa de presidiário, gigante. Já em Brasília, os participantes fecharam a Esplanada dos Ministérios. Eles levaram caixas de papelão ao protesto, com a inscrição “Caixa 2”.

Candidato a presidente Jair Bolsonaro será entrevistado no Folha Política.
Candidato a presidente Jair Bolsonaro será entrevistado no Folha Política.Foto: Divulgação Facebook

O presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno, refutou o envolvimento da campanha de Jair Bolsonaro com a divulgação de fake news por mídias sociais e pediu calma à militância e apoiadores na reta final das eleições. Bebianno falou à imprensa na noite desta sexta-feira (19) e comentou a abertura de medida judicial junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar suspeitas de uso de sistemas de envio de mensagens em massa na plataforma WhatsApp custeados por empresas de apoiadores do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).

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“Esse tipo de atitude mostra o pouco ou nenhum apreço que esses partidos de esquerda têm pela democracia. No dia 5 de junho deste ano, o TSE promoveu encontro com todos os partidos, a fim de que fosse assinado um termo de compromisso contra fake news. Todos os partidos assinaram, à exceção do PT. Nós estamos esperando a citação, para que apresentemos a nossa defesa, que será muito simples e objetiva: quem não deve, não teme”, disse Bebianno.

Advogado de formação, ele considerou não haver qualquer possibilidade da ação afetar a realização e o resultado das eleições. “Perigo zero. É risível essa tentativa, que certamente será frustrada, esse novo ataque à democracia. Nosso temor é nenhum quanto a essas ações”.

Provocações
Bebianno aproveitou a coletiva de imprensa para pedir calma à militância do PSL e aos apoiadores de Bolsonaro na reta final das eleições, evitando qualquer tipo de ato violento e provocações dos adversários. Neste final de semana, estão marcadas manifestações pelo país, tanto contra quanto à favor de Bolsonaro.

“Qualquer eleitor ou simpatizante de Jair Bolsonaro que tenha ideias radicais, que carregue no peito sentimentos de violência, de revanche, de vingança, nós não precisamos nem queremos o seu voto. Não podemos entrar na atmosfera criada pelo PT de instabilidade à democracia, de nenhum respeito pelas instituições. Essa não é a nossa bandeira. Chegamos até aqui de forma democrática, então pedimos a colaboração de todos os simpatizantes, que tenham calma e não entrem em provocações”, pediu o presidente do PSL.

Bolsonaro e Haddad
Bolsonaro e HaddadFoto: AFP

A uma semana do segundo turno das eleições, movimentos políticos e de ativistas preparam uma série de manifestações em todo País. Neste fim de semana devem ser realizados protestos em defesa e com críticas aos dois candidatos à Presidência da República - Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

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Os organizadores programaram locais distintos, embora em algumas situações nas mesmas cidades. Para hoje (20), estão previstas manifestações em todos os estados contra o fascismo e a favor da democracia, pelos direitos humanos e em defesa da liberdade de expressão.

Movimentos de mulheres de distintos segmentos, entre eles Mulheres Unidas contra Bolsonaro, utilizaram as redes sociais para divulgação dos protestos. Nos convites para as manifestações, críticas às propostas apresentadas pelo candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e referências positivas ao candidato do PT ao Palácio do Planalto, Fernando Haddad.

No site do PT, o partido chama os protestos de hoje de “manifestação da virada”. Para amanhã (21) estão programadas manifestações em todo país contra o comunismo e o retorno do PT, entre os organizadores do Movimento Brasil Livre (MBL).

Em vídeos, divulgados nas redes sociais, apoiadores convidam para os protestos e, ao final, aparece Bolsonaro com seu slogan: “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”. Nas redes sociais de Bolsonaro e dos filhos dele, há referências às manifestações de domingo (21).

Reunião com prefeitos da Frente Popular em apoio a Haddad
Reunião com prefeitos da Frente Popular em apoio a HaddadFoto: Marcelo Montanini

Na reta final do segundo turno da campanha presidencial e precisando reverter a liderança aberta pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), os partidos que integram a Frente Popular reuniu os prefeitos aliados, nesta sexta-feira (19), em Gravatá. No encontro, o governador reeleito, Paulo Câmara (PSB), agradeceu o apoio dos gestores municipais à eleição da chapa majoritária em Pernambuco e pediu o mesmo empenho na reta final das eleições para ajudar Fernando Haddad (PT).

"O desafio que nós temos até o dia 27 é importante e necessário. O Brasil já vem dando passos para trás nesses últimos anos e a gente não pode deixar que ele dê passos mais largos ainda para trás, se nós permitirmos que haja esse retrocesso com a eleição que não seja a de Fernando Haddad", alertou Paulo Câmara.

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"Nós somos uma região pobre, um Estado pobre que soube muito bem mostrar ao Brasil que o nordeste já deixou de ser problema há muito tempo e agora é parte da solução. Precisamos diminuir desigualdades sociais e regionais, criar empregos e oportunidades. O Fernando Haddad representa isso", disse Paulo. Segundo ele, Haddad teve pouco tempo para apresentar suas propostas no segundo turno e enfrenta uma campanha marcada por notícias falsas. "Não está fácil. As fake news estão espalhadas, grupos poderosos por trás disso, como teve no noticiário, mas a verdade sempre vai prevalecer", disse o governador.

O senador reeleito, Humberto Costa (PT), também agradeceu aos prefeitos pela contribuição na sua campanha e conclamou os apoiadores a se engajar na campanha presidencial. Humberto defendeu a candidatura de Haddad, como uma necessidade supra-partidária. "Esse não é mais um candidato só do PT. É o candidato da democracia, da defesa da Constitruição, é o candidato de todos nós", destacou, apontando para a necessidade de desconstruir o adversário. "Essa é a hora da gende dizer quem é Bolsonaro, mostrrar às pessoas que Tê-lo no governo significa uma ameaça às liberdades, à democracia, aos mais porbres, aos partidos, ao Congresso Nacional a tudo que representa o que a gente construiu com muita luta", avaliou.

Auto-crítica - Humberto minimizou as críticas aos governo petistas, destacando os avanços sociais. "Certamente muita gente critica o PT e o governo que nós fizemos, mas sabemos o que esses governos representaram e o que nós precisamos pro Braisl. O Brasil precisa nesse momento de desenvolvimento, de crescimento, de paz de liberdade e de entendimento para sair da instabilidade e fazer com que novamente aqueles que mais precisam possam ter a ação do Estado", ressaltou.

Cientista político Alex Ribeiro
Cientista político Alex RibeiroFoto: Pedro Farias

Por Alex Ribeiro. Doutorando em História pela Universidade Federal da Bahia, cientista político e jornalista.

A revista IstoÉ em janeiro de 2010 deu voz para o menino que sofreu com a repressão ditatorial brasileira de 1964. Ele relatou que nunca conseguiu superar os traumas da Ditadura. Carlos Alexandre tinha em 1974 um ano e oito meses de idade e foi levado da sua casa por agentes que estavam a serviço do regime para ser levado ao Departamento Estadual de Ordem Politica e Social (DEOPS). Em fevereiro de 2013 ele cometeu suicídio.

“Numa manhã de fevereiro de 1974, meu filho Cacá, de um ano e sete meses, foi preso em nossa casa, que ficava no bairro do Brooklin, em São Paulo.” “Ele lutou muito para poder conseguir se inserir na sociedade, mas não conseguiu” “Cadê a sua mãe? Sua mãe não está aqui nem pra te alimentar”. O menino começou a chorar de fome. Então os policiais deram um tapa muito forte que cortou a boca da criança. Meu filho”, contou a sua mãe, Darcy Andozia, em depoimento à Comissão da Verdade de São Paulo.

A morte de Carlos trouxe a conhecimento público a forma que a truculência e a tortura instituída pelo Regime Militar atingiu também as crianças. De acordo com a Comissão da Verdade de São Paulo, 44 pessoas prestaram depoimentos sobre os traumas que algumas destes então menores de idade desenvolveram no período.

Além do caso de Carlos, podemos citar mais dois: O professor de Filosofia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Edson Luís de Almeida Teles, nasceu em 15 de junho de 1968. É Filho de Maria Amélia de Almeida Teles e César Augusto Teles. A cena mais marcante foi o contato com a sua mãe. Ela o chamou e ele reconheceu apenas a sua voz. O seu rosto estava desfigurado. Edson perguntou: “Quem é essa pessoa que tem a voz da mamãe?”.

Outro caso é da pesquisadora do programa de pós-doutorado do Departamento de
História da USP, Janaína de Almeida Teles, nascida em 11 de fevereiro de 1967 e filha de Maria Amélia de Almeida Teles e César Augusto Teles. “Fui perguntar alguma coisa para o soldado e ele respondeu ‘cala a boca, comunista’. Falavam ela que o pai estava em um hospital: “O papai ta bem doente mesmo, mas aqui não tem ninguém de branco, como que é um hospital?”

Os relatos elencados fazem parte de uma série de fatos sobre o período ditatorial
brasileiro. Nesses casos investigados pelas diversas Comissões da Verdade que surgiram no País nos últimos anos uma característica é peculiar: a tortura. Ao contrário de debates anteriores sobre movimentos de resistências ao Regime
Militar, a tortura escancara o quanto os métodos utilizados nos “porões da Ditadura” cercavam os opositores de várias formas, seja através do ataque físico, psicológico, como também a seus familiares.

Nesses tempos que se questionam e deturpam os fatos históricos é importante
escancarar as diversas formas de perseguições na ditadura. Estas opressões ocorriam dentro de um sistema que era marcado por surgir dentro de regimes democráticos; na qual o controle da sociedade passa a ser tão importante quando o controle do Estado, seja na intervenção da vida, da liberdade e da propriedade privada; e ainda, onde o indivíduo tenha confiança no terror.

Isso mostra que a convicção em favor do ódio, típico de Ditaduras Totalitárias como a do Brasil de 1964, torna-se favorável às diversas formas de violências e não mede, e nem mediu, esforços para atingir a integridade humana.

Fernando Bezerra destinou emendas para ações com mulheres e idosos
Fernando Bezerra destinou emendas para ações com mulheres e idososFoto: Divulgação

Sete emendas propostas pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA-2019) foram aprovadas por três comissões do Senado. Duas delas, apresentadas à Comissão de Direitos Humanos (CDH), destinam um total de R$ 2 milhões ao orçamento da União do próximo ano para ações no âmbito das políticas de Igualdade e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

“São recursos direcionados ao Ministério dos Direitos Humanos para o financiamento de ações de proteção a mulheres vítimas de violência, previstas na Lei Maria da Penha e em outras legislações”, explica Fernando Bezerra. A outra metade dos investimentos é destinada ao fortalecimento, implementação e execução de serviços e obras voltados às pessoas com deficiência. “Uma forma de estimularmos a participação social nas políticas públicas estaduais e municipais por meio dos conselhos e de outros órgãos de defesa dos direitos das pessoas com deficiências”, acrescenta o senador.

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Outras duas emendas de Bezerra Coelho ao PLOA-2019 foram aprovadas pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Uma delas assegura recursos para o desenvolvimento de micro e pequenas empresas e também do artesanato. A outra emenda é voltada ao financiamento do Projeto KC-X. Trata-se do desenvolvimento de aeronaves de transporte militar e reabastecimento em voo, em substituição aos aviões C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB).

De acordo com o Projeto KC-X, as novas aeronaves também permitirão ao Estado brasileiro promover ações como apoio a calamidades públicas – como é o caso de enchentes, desabamentos e incêndios – e, ainda, ajuda humanitária internacional.

COMÉRCIO E EXPORTAÇÕES – As outras três emendas apresentadas por Fernando Bezerra Coelho foram aprovadas pela Comissão de Relações Exteriores (CRE). Uma delas é direcionada à promoção comercial e de investimentos por meio de missões comerciais de exportadores brasileiros ao exterior, à promoção da imagem do Brasil como produtor de bens e serviços de qualidade e à organização de visitas a empresários estrangeiros com potencial interesse em importar ou investir no país.

As demais emendas acatadas pela CRE destinam recursos para a implementação do chamado Sistema de Defesa Estratégico ASTROS 2020 (projeto tecnológico desenvolvido pelo Exército) e também para a aquisição de 28 aeronaves KC-390 (cargueiros táticos militares).

As emendas do senador Fernando Bezerra aprovadas pelas comissões do Senado serão analisadas pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) do Congresso Nacional.

Chapa "Advocacia Unida. Advocacia Unidade.
Chapa "Advocacia Unida. Advocacia Unidade.Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Foi protocolada hoje (19) de manhã, a inscrição da chapa “Advocacia Unida. OAB Mais Forte”, encabeçada pelo advogado Bruno Baptista, que será a única a disputar a Presidência da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Pernambuco (OAB-PE) para o triênio 2019-2021. A vice-presidente é a advogada e professora Ingrid Zanella. Na OAB-PE, Bruno já ocupou os cargos de conselheiro seccional, secretário-geral adjunto, diretor-tesoureiro e atualmente preside a Caixa de Assistência aos Advogados de Pernambuco (CAAPE). No total, a chapa é composta por 103 nomes incluindo toda a Diretoria, Conselho Federal, Conselho Seccional e CAAPE.

“É um desafio muito grande representar este grupo de pessoas que, há mais de 12 anos, vem se dedicando à advocacia pernambucana. Estamos unidos e partimos, agora, para fazer uma gestão não de continuísmo, mas de continuidade, cada vez mais próxima dos advogados, mantendo as políticas que estão dando certo, ampliar e melhorar os projetos. Queremos deixar a OAB ainda mais perto também do interior. Tanto da Região Metropolitana quanto do interior, além das mulheres advogadas, os jovens recém-ingressos na carreira, etc. Faremos com que todos se sintam representados. Por isso que o nome da nossa chapa é “Advocacia Unida. OAB Mais Forte”, explicou Bruno Baptista.

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Além do atual presidente Ronnie Duarte – que é candidato a conselheiro federal na mesma chapa – a inscrição contou com a presença dos ex-presidentes da Ordem, Jayme Asfora e Henrique Mariano; do atual presidente da Escola Superior de Advocacia Ruy Antunes (ESA), Carlos Neves – que também é candidato à representação de Pernambuco no Conselho Federal -, além de conselheiros seccionais, presidentes das OABs do interior, membros de comissões, entre outros. Duarte falou para os advogados e ressaltou a união de todos em torno do nome de Bruno e o fato inédito de que, em toda a história da Seccional Pernambuco, nunca houve uma eleição com chapa única. “Nós tivemos incontáveis provas de compromisso e de desprendimento por todos que fazem parte desse grupo. Com tudo isso, se faz justiça à alguém que, há 9 anos, tem um grande protagonismo dentro das gestões da Ordem e que merece, e muito, presidir a OAB-PE”, ressaltou o atual presidente, referindo-se ao candidato.

“A candidatura de Bruno Baptista é um sopro de renovação na OAB. É termos uma Ordem apetrechada e preparada para tempos que, infelizmente, se avizinham sombrios no Brasil. A entidade tem que se manter como baluarte da defesa dos direitos humanos, da nossa Constituição que, hora vai e hora vem, surgem propostas para mexer no que ela tem de mais sagrado e importante que são os direitos e garantias fundamentais e a liberdade de imprensa, por exemplo. Precisamos de uma OAB que lute contra a interferência nos poderes constitucionais como a Procuradoria Geral da República, o Judiciário e, sobretudo, em favor da democracia. Em Pernambuco, temos vários males a combater e a OAB precisa atuar contra eles - como as regalias indevida, o nepotismo e as oligarquias que ainda existem. Além, claro, da defesa corporativa da classe que precisa avançar, principalmente, no que eu acho mais importante: trazer a advocacia mais simples de volta para a Ordem”, analisou o ex-presidente, Jayme Asfora.

Para o também ex-presidente, Henrique Mariano, “o dia de hoje é de muita felicidade para a advocacia pernambucana. O nosso candidato, Bruno Baptista, que é um dos colaboradores mais distintos que a OAB já teve nos últimos anos, oficializa sua candidatura a Presidência da Seccional Pernambucana. Temos toda a confiança de que Bruno manterá a OAB-PE no seu caminho de independência, de autonomia, de altivez e de parceria com a sociedade pernambucana e com os advogados do Estado”, conclui Mariano. As eleições da OAB-PE acontecem no dia 19 de novembro e os advogados escolherão as novas gestões da Seccional Pernambuco e também nas 25 Subseccionais existentes. Os advogados inscritos diretamente na OAB-PE e aqueles vinculados à Subseccional de Olinda votarão no Classic Hall. Os demais, nos endereços divulgados no site da Ordem. Estão aptos a votar apenas os advogados em dia com a OAB-PE até esta sexta-feira, ou seja, 30 dias antes do pleito.

Ato "Mulheres Pela Democracia" será neste sábado, na Praça do Derby
Ato "Mulheres Pela Democracia" será neste sábado, na Praça do DerbyFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Atos contra Jair Bolsonaro (PSL) e em apoio à candidatura do presidenciável Fernando Haddad (PT) estão programados para este final de semana. Pela segunda vez nas Eleições 2018, as mulheres irão as ruas da capital pernambucana e de outros estados brasileiros. No próximo sábado (20, a manifestação está com concentração marcada para as 13h, na Praça do Derby. Às 15h, o ato seguirá pela Avenida Conde da Boa Vista com destino à Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio. Já no domingo é a vez de um enconto com blocos carnavalescos pernambucanos em favor de Haddad.

"A força do #Elenão, ocorrido em 28 de setembro, continua contra a onda global da extrema-direita que chegou ao Brasil representada por Jair Bolsonaro (PSL). A diferença é que, no segundo turno, a união é pela vitória de Haddad, o candidato do campo democrático que está enfrentando o fascismo e a direita mais conservadora encarnada no outro candidato (Jair Bolsonaro)", explica Suely Oliveira, secretária de mulheres do PT e integrante do Comitê de Mulheres da FBP. Na organização do ato recifense, estarão os movimentos Frente Brasil Popular (FBP), Mulheres Unidas Contra Bolsonaro (#Elenão) e Fórum de Mulheres de Pernambuco. Dos partidos, estão participando fortemente PT e Psol.

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Durante o ato, haverá oficina de cartazes e programação político-artísticas com Isaar França, Hilda Torres, Cida Pedrosa, Karynna Spinelli, Monique Morena, Mônica Feijó, Kátia Paz, Beth de Oxum, Slam das Minas, Mestra Del o Coco, Dj Du Lopes, Roger de Renor, Maracatu Ògún Onilê, Batucada do Fórum de Mulheres de PE, Batucada Nação Mulambu, Canibal, Batucada da UJS e Batucada da Marcha Mundial das Mulheres.

Blocos em Olinda - Os blocos carnavalescos de Pernambuco anunciaram promoverão um ato batizado "Amor em Bloco", neste domingo, dia 21 de outubro, em Olinda. "Vamos botar o bloco do amor na rua! Vamos fazer a maior festa democrática que Recife e Olinda já viram e nela nos abraçar para dizer: o futuro é de TODOS", diz a publicação do Eu Acho É Pouco. A concentração será a partir das 15h, no Largo do Amparo.

As agremiações propõem a união de blocos carnavalescos pela democracia e pretendem se espalhar pelas ladeiras da Cidade Alta. Também participam do evento os blocos A Ema, Amantes de Glória, A Troça, Bloco do Nada, Boi da Macuca, Coroas de Aço Inox, Empatando Tua Vista, Enquanto isso na Sala da Justiça, Eu Acho é Pouco, Eu Me Vingo de Tu no Carnaval, Menino da Tarde, Segunda tem Palhaço, Seguranças de Lala K, Vaca Profana e Vassourinhas. 

blocos

Representantes do movimento Vem pra Rua, em Boa Viagem no Recife
Representantes do movimento Vem pra Rua, em Boa Viagem no RecifeFoto: Paullo Allmeida / Folhape

O movimento Vem Pra Rua, conhecido pelos protestos a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), volta às ruas de todo país neste domingo (21) para realizar a manifestação “#PTnão para o Brasil não virar uma Venezuela“, em alusão à candidatura a presidência do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. No Recife, a concentração começa às 14h30, na Avenida Boa Viagem, em frente à padaria homônima.

Segundo a organização do Vem Pra Rua, o ato deve ocorrer em mais de 240 cidades brasileiras. O convite para as manifestações está sendo feito através das redes sociais e pontua que o Movimento se coloca “contra a volta da cleptocracia e do projeto bolivariano de poder do PT, ao comando do país”.

Os organizadores do movimento Vem Pra Rua se colocam como defensores da Operação Lava Jato, contra a regulação da imprensa proposta pelo PT e reforma do Judiciário que pode reduzir o papel do Ministério Público, um dos órgãos responsáveis pelas investigações contra a corrupção, assim como outras ações que visam combater a corrupção.

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Os organizadores da mobilização pedem aos simpatizantes para usarem camisas nas cores da pátria e para levar bandeiras do Brasil. No convite divulgado pelas redes sociais, não há citações diretas ao adversário de Haddad.

“Nessa manifestação de domingo (21), nosso foco é o publico, o eleitor. Precisamos mostrar a eles a necessidade de se votar conscientemente para que não aconteça com o Brasil o mesmo que aconteceu com a Venezuela”, afirma Marconi Ferraz, um dos coordenadores do Movimento Vem Pra Rua em Pernambuco. O ato também contará com a participação de outros movimentos como o Direita Pernambuco, Movimento Brasil Livre (MBL), e o Endireita Pernambuco.

Carretas - O coronel Koury, que está à frente da coordenação da campanha e das carreatas a favor do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), informou que estão cadastradas e confirmadas 110 carreatas de apoio a Bolsonaro no nordeste. Todas também acontecerão simultaneamente no proximo domingo (21).

Uma nova mobilização popular já está agendada para o dia 27 de outubro. Será a Caminhada da Família que tem como objetivo, percorrer a Avenida Conde da Boa Vista até o Marco Zero, localizado no centro do Recife. O objetivo é dar voz à família brasileira sobre o que ela espera da política no país.

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