Bolsonaro e o filho Flávio Bolsonaro
Bolsonaro e o filho Flávio BolsonaroFoto: Sergio Lima/AFP

"Talvez venha um tsunami", previu o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Esta semana trouxe ondas volumosas que comprovaram a meteorologia que o chefe do Planalto fez no último dia 10. Após o contigenciamento nos orçamentos de universidades e institutos federais de ensino, milhares de pessoas foram às ruas em mais de 170 cidades do País. No Congresso, o Centrão e a oposição convocaram o ministro da Educação, Abraham Weintraub; em uma derrota de 307 votos a 82. Mais grave do que isso, o Ministério Público do Rio de Janeiro conseguiu quebrar os sigilos bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, de outras 86 pessoas e de nove empresas na apuração que envolve o ex-assessor Fabrício Queiroz.

Foi nesse cenário que o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSC) escreveu que "o que está por vir pode derrubar o capitão". Ele alertava para a possibilidade de o governo descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) caso não consiga aprovar no Congresso um projeto que autoriza um gasto extra de R$ 248 bilhões - uma das cinco Medidas Provisórias que podem perder a validade caso o Governo não retome as rédeas da relação com o Congresso. "Eu não gostaria de contingenciar nada. Mas isso é uma realidade. Se não fizer isso, eu estaria incluso na Lei de Responsabilidade Fiscal e responderia talvez um impachment até", afirmou o presidente, nos Estados Unidos.

No final da semana, Bolsonaro compartilhou no WhatsApp um texto de um autor desconhecido que afirma que o Brasil é "ingovernável" sem conchavos. "Venho colocando todo meu esforço para governar o Brasil. Os desafios são inúmeros e a mudança na forma de governar não agrada àqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações pouco republicanas. Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação e colocarmos o País de volta ao trilho do futuro promissor. Que Deus nos ajude!", diz a nota que o presidente distribuiu ao ser questionado sobre a mensagem.

O "tsunami" de crises atinge o governo no momento em que Bolsonaro tem perdido apoios de conservadores. O Movimento Brasil Livre (MBL) subiu o tom das críticas ao Planalto como representante da direita. O músico Lobão disse, em entrevista ao Valor Econômico, que Bolsonaro "não tem a menor capacidade intelectual e emocional para poder gerir o Brasil".

"O relacionamento entre o governo e a sociedade teve um período de lua de mel mais curto do que costuma ter. Na Ciência Política, o tempo de referência que a gente utiliza para falar de lua de mel é de seis meses. Principalmente quando é um governo que inicia um ciclo. Isso ocorreu porque, embora tenha havido uma renovação de expectativas, há um descompasso entre os anseios dos brasileiros e a capacidade do governo de administrar essa agenda. O governo tem tido uma dificuldade muito grande de coordenar sua base no Congresso Nacional; de montar o seu núcleo de dirigentes, sua burocracia; e há um desafio fiscal que também alimenta esse momento de insatisfação", avalia o professor Arthur Leandro, professor da UFPE.

Dentro dessa série de crises, a investigação contra Flávio tem potencial de ser mais explosiva para o governo. Na lista de investigados estão nove funcionários que, além de trabalhar para o hoje senador, também atuaram no gabinete de Jair Bolsonaro, quando o presidente era deputado federal. Entre os alvos, têm também cinco investigados que ainda trabalham com Flávio no Senado; seus salários somam R$ 86,8 mil mensais. A lista dá pistas de que as investigações podem avançar sobre milícias, o PSL, a primeira-dama Michelle Bolsonaro e até a ex-mulher do presidente.

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Fabrício Queiroz indicou para o gabinete de Flávio duas parentes de um ex-PM acusado de comandar uma das milícias mais violentas da cidade: Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonças da Costa da Nóbrega, mãe e mulher de Adriano da Nóbrega, acusado de comandar a milícia de Rio das Pedras e Muzema. Ao mesmo tempo, o gabinete do senador abrigou parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, segunda ex-mulher do presidente com quem ele teve um rompimento atribulado em 2008. Outro ponto que pode ser aprofundado é o pagamento de R$ 24 mil feito por Queiroz à primeira-dama.

O presidente afirma que o repasse é parte da quitação de um empréstimo de R$ 40 mil dado ao ex-assessor. Michelle, diferente do marido, não tem foro especial e pode ser investigada pela Promotoria no Rio. O pedido de afastamento do sigilo bancário e fiscal foi o primeiro passo judicial de investigação após um relatório do Governo Federal, há quase 500 dias, ter apontado movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta bancária de Queiroz. Além do volume movimentado na conta de quem era apresentado como motorista de Flávio, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo. Queiroz já admitiu que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então deputado. O MP vê indícios de que uma organização criminosa atuava no gabinete do senador.

"Em relação ao Flávio Bolsonaro, esse elemento espefício termina gerando maior dificuldade para o governo. Ele atinge diretamente um membro da família, que é o núcleo duro do Bolsonaro. O Flávio é o mais comedido dos três filhos e é o que busca fazer articulação política. Então essa denúncia acaba gerando um problema extremamente grave. O governo se elegeu com uma bandeira de combate à corrupção. A denúncia do Ministério Público indica a forte possibilidade de crimes como desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito, provável formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Se ele for processado, isso tira a aura de inviolabilidade que a família Bolsonaro tinha até então", alerta o cientista político Antônio Lucena, professor da Faculdade Damas.

Outro desafio do governo é a questão fiscal. Com uma previsão de déficit de R$ 139 bilhões para 2019, a União precisa aprovar ajustes rigorosos, como a reforma da Previdência, capaz de economizar R$ 1,2 trilhão em dez anos. Sem base aliada ampla no Congresso, porém, a reforma só passou da Comissão de Constituição e Justiça, e ainda precisa ser aprovada pela Comissão Especial e pelo plenário antes de ser submetida ao Senado. O atraso na agenda econômica tem levado o mercado a rever a expectativa de crescimento do PIB de 2,5% para 1%. E com menos crescimento, há menos arrecadação.

Em março, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia anunciado um contingenciamento de R$ 29,7 bilhões. Agora, é esperado novo corte de R$ 10 bilhões. Além disso, a Medida Provisória que reduz o número de ministérios de 29 para 22 perde validade no dia 3 de junho. Se ela não for aprovada pelo Congresso até lá, Bolsonaro voltaria a ter a mesma estrutura do governo Michel Temer (MDB), o que gera mais gastos. Programas sociais também precisam que o governo aprove no Legislativo um crédito suplementar de R$ 248 bilhões, para que o presidente não descumpra a LRF.

É desse contexto que nasce o arrocho nas universidades federais. "Os atos em 26 estados e no Distrito Federal revelam um componente importante que é o retorno dos protestos de rua. Os governos passados também fizeram contingenciamentos, inclusive no Ministério da Educação. Mas a falta de estratégia de comunicação política fez com que uma coisa que poderia ter sido feita de forma técnica fosse superdimensionada: o ministro chamou as universidades de balbúrdia e o presidente disse que os manifestantes eram idiotas úteis", afirma o cientista político Elton Gomes, professor da Faculdade Damas. Apesar disso, ele lembra que o presidente da República ainda tem um "amplo espaço negocial", com todos os cargos e emendas à disposição para os parlamentares.

Líder do PSC na Câmara, o deputado André Ferreira diz que a convocação de Weintraub foi uma "ação orquestrada" para dar palanque à oposição. Ele credita o interesse em atingir o presidente à parte da grande imprensa. O deputado conta não ter visto pessoas da sociedade civil participando dos atos contra os cortes na educação. "Esses protestos foram feitos por pessoas da oposição, por sindicatos ligados à esquerda. Não é um protesto de pessoas sem partido. Me espanta esse pessoal não ter ido às ruas quando houve cortes nos governos Dilma e Lula", disparou.

O partido pretende, em Pernambuco, eleger ao menos 200 vereadores e também prefeitos
O partido pretende, em Pernambuco, eleger ao menos 200 vereadores e também prefeitosFoto: Divulgação

O vereador Eriberto Rafael passou oficialmente o comando da sigla para o empresário e jornalista Joaquim Oliveira, filho do vereador do Recife Hélio Guabiraba (PRTB). A legenda pretende, em Pernambuco, eleger ao menos 200 vereadores e também prefeitos. Uma das apostas será a vice-prefeita de Camaragibe, Nadege Queiroz, que deve disputar a vaga de prefeita na cidade.
  
Em um evento reservado realizado no plenarinho da Câmara Municipal do Recife, que contou com a presença do presidente nacional do Partido Trabalhista Cristão (PTC), Daniel Tourinho, foi dado posse à nova diretoria da legenda no Recife. No Recife, a missão é eleger ao menos 4 vereadores. A estratégia também está sendo montada para ganhar as prefeituras e, em 2022, conquistar mais cadeiras na Câmara Federal.

Outra promessa do PTC no Recife para o próximo ano deve ser o pastor Jairinho, hoje sem partido. Apesar de pouco divulgado na mídia, ele pode ser primordial para a legenda: Jairinho foi postulante ao cargo de senador em Pernambuco e teve mais de 190 mil votos.

Durante o evento, Daniel Tourinho ressaltou que o PTC trará muitas surpresas no próximo ano e adiantou que uma das novidades é o suporte contábil e jurídico que a sigla vai dar a todos os pré-candidatos. Além disso, também será montado uma grade de seminários regionais nas cidades chamadas polos para tratar sobre temas relevantes sobre a eleição como, por exemplo, prestação de contas. “É preciso estar atentos à legislação e sempre trabalhar de forma transparente”, avisou.

Tourinho também falou sobre a importância do Diretório do Recife em todo esse processo. “Recife tem uma história de luta pela liberdade. Uma cidade que não se curva, que não se dobra. Mas aviso que o PTC vai se manter íntegro porque nós não negociamos partido”, avisou.

F=Deputado federal Fernando Monteiro (PP), durante audiência pública em Araripina
F=Deputado federal Fernando Monteiro (PP), durante audiência pública em AraripinaFoto: Junior Aguiar

O deputado federal Fernando Monteiro (PP) esteve, nesta sexta-feira (17), em mais uma audiência pública sobre a Reforma da Previdência, desta vez em Araripina, no Sertão do Araripe. Durante o eevento, o parlamentar destacou  anecessidade de se rever pontos importantes na proposta.

Em seus pronunciamentos semanais na Comissão de Finanças e Tributação, onde o deputado é titular, Fernando Monteiro tem questionado pontos importantes sobre o modelo de contribuição dos trabalhadores brasileiros. “O Brasil precisa de uma reforma na Previdência Social, mas não esta que se apresenta”, atesta. Na CFT o parlamentar apresentou requerimento, aprovado pela Comissão na última semana, convocando o ministro da Economia, Paulo Guedes, que deverá apresentar detalhes da proposta em audiência no próximo dia 4. Em caso de convocação, o ministro é obrigado a comparecer

“Precisamos de dados concretos, de esclarecimentos detalhados. Enquanto uma proposta desfavorecer quem mais precisa, ela não é justa. Nosso país precisa de uma reforma para a Previdência que seja mais do que um ajuste para equilíbrio fiscal e que preserve seu caráter de previdência social solidária. Precisamos de equilíbrio social”, defende o pernambucano.

Fernando Monteiro já debateu o assunto nos municípios de Afrânio, João Alfredo, Jupi, Buíque, Santa Cruz do Capiberibe, Pedra e Petrolina, com entrevistas nas rádios locais e participações em audiências públicas, além de debate em São Paulo realizado pelo Movimento Política Viva, são as agendas mais recentes em uma lista grande de suas participações em discussões sobre o tema.

No encontro, a pauta foi a judicialização da saúde
No encontro, a pauta foi a judicialização da saúdeFoto: Divulgação

Prefeito de Igarassu e vice-presidência nacional do g100 da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Mario Ricardo, esteve em audiência nesta quinta-feira (16), em Brasília, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ministro Dias Toffoli.

Em pauta, a judicialização da Sáude. Nos municípios o crescimento o assunto é expressivo, especialmente por ser o ente mais próximo e fácil de ser notificado, muitas vezes para o fornecimento de procedimentos e medicamentos na maioria, os normativos não são de responsabilidade das prefeituras.

Mario Ricardo, que representou o presidente da FNP prefeito Jonas Donizetti ( Campinas) , reforçou o diálogo em defesa dos municípios.

Deputado estadual Edílson Silva.
Deputado estadual Edílson Silva.Foto: Arthur Mota

Por Edilson Silva 

Quem me acompanha politicamente sabe da admiração que tenho pelo Ciro Gomes. É o quadro político do campo progressista que melhor consegue hoje vertebrar um discurso articulado de projeto de nação, de desenvolvimento, de soberania do nosso país.

Mas Ciro peca pela impaciência e pela descrença na capacidade das mobilizações populares do campo progressista de mudar a correlação de forças entre os projetos políticos em disputa no Brasil.

São pecados como estes que levam Ciro a ir ao programa Provocações, da TV Cultura, e afirmar que Lula é um defunto eleitoral e um enganador profissional. Não há contexto em que estas afirmações consigam ser bem interpretadas. São agressões gratuitas que só se explicam por uma polarização de Ciro não com o Lula ou com a cúpula petista, mas com uma militância petista mergulhada num ambiente de pouca racionalidade. Ciro, então, estaria se trocando com quem não deveria, revelando um raciocínio mais estomacal que cerebral.

Ciro talvez ainda encontre amparo para sua polarização forçada e, a meu ver, pouco inteligente com o PT e com um amplo movimento não partidário que apoia o Lula Livre, ao buscar ser o desaguadouro eleitoral para uma centro-direita e direita que está órfã com a desidratação cavalar do PSDB e do DEM, tentando ser assim a alternativa meramente eleitoral do que se chama de "Centrão" na Câmara Federal. Se for isso, Ciro repete uma fórmula que, na melhor das hipóteses, vai terminar em barganha fisiológica numa eventual chegada à presidência da República.

Ciro tem (ou tinha) história, retórica, capacidade intelectual e estatura de estadista pra ser opção de pólo de aglutinação de forças progressistas pra combater a extrema direita que hoje governa o Brasil e importantes estados e, mais que isso, engrenar uma marcha de projeto de nação para o nosso povo. Tem gente do MDB que cabe nisso, como o Requião. Tem gente do PSDB que cabe nisso, como os que estão em confronto com o governador Doria, em SP. Mas a localização política hegemônica disso precisa pender para a esquerda, de centro esquerda.

Não concordo de forma alguma com aqueles que lhe chamam de coronel. Acho isso até desrespeitoso com o Nordeste, pois figuras mais centralizadoras no sul e sudeste não são assim chamadas. Mas Ciro precisa ouvir os assessores que lhe dizem para pegar leve com os petistas. Sua postura de caudilho, essa talvez mais adequada, pode estar lhe cegando para o que está bem à frente de seu nariz. Desejo mais sabedoria pro Ciro neste quesito. O Brasil precisa de unidade das forças progressistas neste momento histórico e Ciro é parte da autoridade moral, política e intelectual que essas forças precisam conjugar.

Edilson Silva, ex-deputado estadual.

Primeiro Prepara Jovem de 2019
Primeiro Prepara Jovem de 2019Foto: Divulgação

Dando continuidade ao processo preparatório de estudantes da rede pública estadual, o projeto Prepara Jovem, executado pelas secretarias de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude e de Educação e Esportes, chega à Zona da Mata Norte de Pernambuco. Neste sábado, o município de Limoeiro será sede do terceiro aulão para alunos que estão se preparando para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O encontro, que deve reunir aproximadamente 1.200 jovens, será realizado a partir das 8h30, na EREM Professora Jandira de Andrade Lijma (CERU).

A iniciativa, que visa promover aulões preparatórios gratuitos, vai contar estudantes de Bom Jardim, Casinhas, Cumaru, Feira Nova, Frei Miguelinho, João Alfredo, Lagoa de Itaenga, Limoeiro, Machados, Orobó, Passira, Salgadinho, Santa Maria do Cambucá, Surubim, Vertente do Lério, Vertentes. Nesta edição, os alunos terão aulas de Redação, com Diogo Didier, Matemática, com Tácio Maciel, e História, ministrada por Gerardo Neto.

O Prepara Jovem terá 16 aulas ao longo deste ano, passando por todas as regiões do Estado. A próxima ação será em Barreiros, na Mata Sul de Pernambuco, no dia 1º de junho, englobando mais 15 municípios. A aula será realizada na Escola de Referência em Ensino Médio Doutor Anthenor Guimarães.

Serviço: Projeto Prepara Jovem

Local: EREM Professora Jandira de Andrade Lijma (CERU)

Data: Sábado, 17 de maio

Hora: 8h30 às 12h

Plenário da Alepe
Plenário da AlepeFoto: Luiza Alencar

Depois do anúncio de bloqueio de verbas por parte do Governo Federal, o deputado estadual Isaltino Nascimento (PSB) solicitou a realização de uma audiência pública na Assembleia Legislativa para debater o tema. O ato será na próxima segunda-feira (20), às 10h, no auditório Senador Sérgio Guerra. Os reitores das universidades públicas de Pernambuco confirmaram presença.

A reunião solicitada pelo deputado, junto com o deputado estadual Paulo Dutra, acontece por meio da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular, na qual o deputado é membro, em conjunto com a Comissão de Educação e Cultura. “Esse é movimento que planejamos para reunir professores, alunos, reitorias e legisladores, que entendem a dimensão da ação do Governo Federal frente ao ensino público. É o desmonte que impede a realização de pesquisas, de formação superior e relega à população a falta de oportunidade; além de impedir o desenvolvimento do País”, disse o líder do governo.

Como convidados, participarão do ato representantes das reitorias das instituições federais, a Associação dos Docentes do Estado, a União Nacional dos Estudantes (UNE), assim como outras representações estudantis. Os deputados Danilo Cabral e Túlio Gadelha também confirmaram presença na audiência.

“Nossa intenção é mobilizar as pessoas, a exemplo do grande ato nas ruas que tivemos no 15 de maio, para mostrar ao governo Bolsonaro que não vamos deixar ele seguir o plano de desmonte do nosso País e que a força do povo vai derrotar suas más intenções”, comentou Nascimento.

Menos verba - O Ministério da Educação do Governo Federal anunciou o contingenciamento de 30% no orçamento das instituições, o que compromete o funcionamento das unidades já a partir de setembro deste ano. Serão 80 mil pessoas afetadas pela intervenção. A Universidade Federal, Federal Rural e Universidade do Vale do São Francisco tiveram, juntas, somam R$99,8 milhões bloqueados pela ação do MEC.

No Estado, o ensino público acontece na Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Rural de Pernambuco, Universidade do Vale do São Francisco, Universidade Federal do Agreste de Pernambuco e mais os Institutos Federais de Pernambuco.

Serviço:
Audiência Pública em Defesa do Ensino Público de Pernambuco
Quando: 20 de maio de 2019 (segunda-feira)
Horário: 9h às 12h
Local: Auditório Senador Sérgio Guerra (Alepe) – Rua da União, 439, Boa Vista

Paulo Câmara defendeu a democratização das discussões para a construção de uma política de Educação participativa e exitosa
Paulo Câmara defendeu a democratização das discussões para a construção de uma política de Educação participativa e exitosaFoto: Heudes Régis/ SEI

Ao contrário do que acontece no plano federal, quando o assunto é educação o Governo de Pernambuco segue investindo, valorizando essa importante pasta e trazendo resultados positivos. O Estado, que tem a menor taxa de abandono do Brasil no Ensino Médio, realizou a sétima Caravana da Educação, e o governador Paulo Câmara (PSB) prestigiou as atividades nesta sexta-feira (17). Dessa vez, no município de Belo Jardim, no Agreste Central.

A ação da Secretaria de Educação e Esportes, que promove um circuito de atividades pedagógicas, culturais e esportivas, contemplou a comunidade escolar da Gerência Regional de Educação (GRE) Agreste Centro Norte, e realizou, como já é tradição, a reunião de Pactuação de Metas, encontro que envolve gestores de todas as escolas da rede estadual da área. A iniciativa mobilizou mais de 20 mil estudantes em 2018, e em 2019 já passou pelas cidades do Recife, Igarassu, Cabo de Santo Agostinho, Bezerros e Nazaré da Mata.

Durante a caravana, Paulo Câmara defendeu a democratização das discussões para a construção de uma política de Educação participativa e exitosa. “Aqui em Pernambuco, o livre pensar, a forma democrática e a garantia da liberdade sempre devem prevalecer no dia a dia das nossas escolas, para que a gente possa continuar a pensar o progresso, a melhoria e, sobretudo, o combate às desigualdades. Esse é o nosso foco e é isso que a gente espera de todos que fazem a educação do nosso Estado: que continuem fazendo de Pernambuco uma referência”, afirmou.

As ações da Caravana da Educação – divididas em dois polos, o cultural e o esportivo – envolveram centenas de estudantes da rede. O governador esteve na Escola Técnica Estadual (ETE) Edson Mororó Moura, que centralizou o Polo Cultural. Na programação do espaço, muitas apresentações de forró, xaxado, ciranda, frevo, maracatu e quadrilha junina, com a participação da banda fanfarra João Monteiro.

Também na ETE aconteceu a reunião de Pactuação de Metas. O encontro, além de discutir as estratégias e prioridades para o ano letivo em curso, oportuniza também o aprimoramento das metas que contribuem para os avanços da educação em Pernambuco. O encontro reuniu todos os 63 gestores escolares da GRE Agreste Centro Norte, comandados pelo secretário de Educação e Esportes, Fred Amâncio, em parceria com a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).

“Educação se faz no chão da escola, no dia a dia. Então, poder realizar essas reuniões de Pactuação dentro das nossas escolas é uma forma de estar presente, de estar mais próximo da comunidade escolar. Dentro desta filosofia, resolvemos envolver também os estudantes e professores, neste dia que é tão importante para todos nós da Secretaria de Educação. Nós sabemos o quanto avançamos, o quanto a educação de Pernambuco tem assumido uma posição de destaque e protagonismo, especialmente no trabalho com o ensino médio”, disse o secretário.

Qualificação - O governador Paulo Câmara entregou certificados de conclusão de curso a 98 trabalhadores, formados por meio de uma parceria entre a Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq), a fábrica de baterias Moura e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Os alunos foram qualificados dentro do Programa “Novos Talentos” e, agora, estão preparados para trabalhar como operadores de processos de produção.

Durante a solenidade, na Unidade da Serra da fábrica Moura – localizada no Complexo Industrial da Serra do Gavião, Paulo Câmara parabenizou os concluintes e falou sobre a importância do programa. “As parcerias são fundamentais. Por isso é que a gente se junta com o Sistema S para qualificar as pessoas. Porque o que vai fazer a diferença no futuro é a qualificação, a educação, a capacidade dos nossos jovens de terem oportunidades no futuro. E é isso que a gente busca no programa Novos Talentos: dar a porta de entrada para que esses jovens sejam inseridos no mercado de trabalho em Pernambuco, com trabalhos de qualidade”, afirmou o governador.


 Paulo Câmara parabenizou os concluintes e falou sobre a importância do programa

Paulo Câmara parabenizou os concluintes e falou sobre a importância do programa - Crédito: Heudes Régis/ SEI

Passeata da greve pela educação
Passeata da greve pela educaçãoFoto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco

Por Alex Ribeiro

Mais de 200 cidades em todo o território brasileiro realizaram manifestações na última quarta-feira (15) contra o “contingenciamento” promovido pelo Governo Federal sobre as instituições de ensino. É o maior ato realizado no Brasil a favor da ciência, dos educadores e dos estudantes. Até aqueles que reclamam do Carnaval e usam o jargão “se esse povo todo fosse as ruas pela educação” se surpreenderam. Apesar de um apoio maciço nas redes sociais, comprovados pela consultoria Idea Big Data, defensores do governo e os considerados anti-esquerdistas insistem em diminuir a legitimidade dos protestos. Para alguns, outras pautas não deveriam estar presentes.

É preciso esclarecer que boa parte das manifestações contam com a participação de pessoas não vinculadas a qualquer organização. Embora existam diferentes reivindicações, muitas marcam presença em atos por um denominador comum. E isso as movem a irem para as ruas espontaneamente.

A partir desse pressuposto podemos levantar alguns argumentos sobre o quanto os protestos são diversos e é desta forma que precisamos reconhecer a sua importância. O primeiro são as identidades que existem no Brasil. As diferenças étnicas e regionais e, claro, sociais, são frutos de um grande fluxo de imigração existente no país, principalmente no período da escravidão e pós-abolição com grupos vindos da Europa e Ásia. A sociedade brasileira é construída a partir do processo de hibridização cultural.
Somos múltiplos. E pautas consideradas progressistas como a Reforma Agrária, a igualdade racial, a diversidade cultural e também contra a Reforma da Previdência fazem parte de qualquer manifestação que possuam bandeiras semelhantes, como na luta por uma educação pública, critica, gratuita e de qualidade, por exemplo.

O segundo é a cultura política diversificada de um país tão diverso feito o Brasil. Ela é plural e com valores partilhados entre um grupo social. Em alguns momentos estes elementos podem estar em estreita relação uns com os outros. Como no caso das manifestações que ocorreram contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Pautas como o liberalismo, o conservadorismo, a monarquia, a Ditadura civil-militar e até o fascismo estiveram presentes nesses atos. Mesmo que não estivessem interligados eles caminharam e de certa forma ainda marcham uns ao lado dos outros. Não é à toa que parlamentares eleitos nas últimas eleições ainda levantam algumas dessas bandeiras.

O terceiro ponto é que nem sempre os movimentos sociais são protagonistas nas manifestações. A organização política não é feita somente por eles. Alguns surgem, dispersam e voltam à tona dependendo do interesse de determinados grupos. Já outros pegam carona e tentam conseguir mais espaços levando suas mensagens em diferentes atos públicos. Isso comprova que todo homem e/ou mulher é um ser político. Sejam aqueles que discordam, apoiam ou até se dizem indiferentes sobre determinada causa.
Eles tomam posição política.

Ao contrário da declaração do presidente Jair Bolsonaro, a pluralidade das pautas fortalece as manifestações. De outro modo seriam “massas de manobra”. As pessoas que participam de atos políticos não são idiotas úteis. Podem ser com mensagens de “Lula Livre” ou em prol do liberalismo e até discursos considerados mais extremistas como apoio ao governo da Venezuela e a Ditadura civil-militar do Brasil. Elas têm seus interesses e podem ser movidas por uma pauta em comum. No geral, os protestos ocorrem perante uma insatisfação ao poder vigente e pelas crises criadas muitas vezes pelo sistema político, que é arrastado para dentro dos conflitos por conta de sua própria incompetência.

A multidão nunca se cala. Seja em qualquer tipo de movimentação ou aderência, ela nunca pode ser tratada como bestializada.

*Por Alex Ribeiro, doutorando em História Política pela UFBA, cientista político pela UFPE, educador e jornalista.

Prefeito de jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira.
Prefeito de jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira.Foto: Matheus Britto

Jaboatão dos Guararapes agoora conta com o Fundo Municipal do Trabalho (FMT), que tem a finalidade de incrementar a política de trabalho, emprego e renda, em regime de financiamento compartilhado no âmbito do Sistema Nacional de Emprego (SINE). Os repasses para o FMT/Jaboatão serão feitos pelo Governo Federal, através do Ministério da Economia. Mas também poderão ser provenientes de convênios firmados com órgãos e entidades públicas e privadas, nacionais ou do exterior.

Inicialmente, o Fundo terá previsão orçamentária de R$ 1,2 milhão, que será administrada pela Secretaria Executiva de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo. Dessa forma, a secretaria poderá ampliar as ações que já vem realizando há dois anos, na geração de mão de obra.

“Uma das prioridades da Prefeitura de Jaboatão vem sendo preparar mão de obra, principalmente, para que os nossos jovens tenham oportunidade de emprego. Com a criação do Fundo Municipal de Trabalho, ampliaremos ainda mais as ações com apoios técnicos e orientações para formação de trabalhadores”, disse o prefeito Anderson Ferreira.

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