Daniel Coelho
Daniel CoelhoFoto: Divulgação

Depois da posição de independência em relação ao governo Bolsonaro firmada por todos os oito deputados da bancada do PPS na Câmara Federal, a pauta do momento é a eleição da presidência da Casa. O deputado federal reeleito Daniel Coelho (PPS) reforçou o apoio da legenda ao atual presidente e candidato à recondução ao cargo, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e criticou a polarização entre governo e oposição.

"O PPS apoia Maia. É equilibrado, tem compromisso com uma pauta em favor do país. Não dá nem para pensar em apoiar o PP, MDB ou PT. Essa junção é símbolo de um modelo derrotado, dos que querem o quanto pior melhor. Não vamos buscar alternativas contra o interesse do povo para fazer política", criticou.

Daniel questionou o jogo de interesses entre pos partidos governistas e da oposição. "Nossa bancada será independente e a favor do Brasil. Não vamos entrar nesse jogo de uma polarização burra, que só busca ganhos políticos e eleitorais sem responsabilidade com o resultado", afirmou.

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O PSL, segunda maior bancada na Câmara Federal, já declarou apoio a Rodrigo Maia, motivo pelo qual o PSB anunciou que não apoiará o democrata, por estar situado no campo da oposição ao governo Bolsonaro. Daniel naturalizou a possibilidade de Maia ter negociado pautas governistas em troca de apoio. "É natural o governo negociar suas pautas. Faz parte do jogo democrático. Vai caber ao congresso julgá-las", ponderou.

Vereador do Recife Ivan Moraes Filho (PSOL)
Vereador do Recife Ivan Moraes Filho (PSOL)Foto: Beto Figueiroa/Divulgação

Para regulamentar a política de proteção de dados pessoais  e da privacidade na administração municipal, o vereador Ivan Moraes (PSOL), criou um Projeto de Lei sobre o assunto. Segundo o parlamentar, a proposta atende às necessidades das sociedades modernas, caracterizadas pelo uso de novas tecnologias e interconexão entre pessoas e dispositivos eletrônicos.

O vereador acredita que essa revolução não se dá apenas no setor privado, mas tem impulsionado também as esferas públicas. “A coleta de dados é cada vez mais indispensável e tem o potencial de alavancar os serviços públicos, enriquecendo bancos de dados que serão fundamentais para a implementação de políticas públicas e para o planejamento de programas de governo”

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Ivan Moraes defende que é preciso uma uniformidade regulamentadora para gerar segurança para agentes públicos, privados e cidadãos. Já existe regulamentação para proteção de dados na União Europeia e no cenário nacional há a Lei Geral de Proteção de Dados aprovada, em agosto, por unanimidade, modernizando o Brasil e possibilitando o avanço de modelos baseado em intercâmbio de informações em grande parte digitais.

O parlamentar argumenta que regular o uso de dados pessoais no âmbito público tem o condão de promover o uso consciente, transparente e legítimo dessas informações. Para ele, estabelecer as previsões constantes neste e Projeto de Lei impulsionará a segurança jurídica, o potencial de inovação e os instrumentos para a garantia de direitos fundamentais na cidade. “É um Projeto, sobretudo, que acompanha a modernidade tecnológica e fortalece o bem-estar social”.

Luciano Siqueira
Luciano SiqueiraFoto: Reprodução/Facebook

O capitão presidente realiza sua primeira viagem internacional, a Davos, para o Fórum que reúne líderes dos países mais desenvolvidos e cuida dos rumos da economia mundial, predominantemente sob a ótica do mercado.

A bordo, muitos problemas — não exatamente dos que deve tratar na Suíça, em reunião previamente esvaziada pela ausência de líderes dos principais países, como o EUA e a China.

Os problemas que conduz em sua bagagem estão fundamentalmente no Brasil, dizem respeito a seu iniciante e atribulado governo.

Evidente que em menos de um mês não se deve esperar muita coisa de um governo recém-instalado. Mas também não se esperava tanto tiro no próprio pé.

Há um rol de embaraços que o envolve. O caso do filho eleito senador é fichinha diante de tantos outros.

A sociedade que compareceu às urnas e majoritariamente escolheu o capitão nem tanto por seu programa de governo, que jamais anunciou, mas, sobretudo, supunha que o país seria governado por alguém à margem dos partidos tradicionais e, por conseguinte, de práticas condenáveis.

Nesse quesito moralista, o próprio clã Bolsonaro se encarrega de desmentir as expectativas dos seus eleitores.

Mas onde reside talvez o buraco mais fundo seja justamente nas elites dominantes, que almejam facilidades através das quais, a seu modo, cuidarão de renovar a economia em proveito de si mesmas.

Até o momento, justamente do super ministério da Economia, comandado por um especulador do mercado financeiro, não se viu nada além de um pacote de intenções privatistas, que deve ser apresentado em Davos como forma de atrair capitais externos.

E do outro super ministério, o da Justiça, entregue como prêmio ao ex-juiz Sérgio Moro, ouve-se ensurdecedor silêncio em relação ao caso Bolsonaro-Queiroz, como se estivesse ocorrendo em algum distante país da Ásia.

Demais, ao lado de uma presença exagerada de militares de alta patente no primeiro e segundo escalões, em várias áreas, multiplicam-se os registros de nomeações de gente de qualificação duvidosa para o exercício de funções que requerem competência e experiência prévia na gestão pública.

O ultra liberalismo que se pretende implementar, expressão da extrema direita, na verdade não conta com uma massa crítica que sirva de fonte de gestores capazes de fazerem moer a máquina governamental. Sequer há um acúmulo de formulação de políticas públicas com esse matiz.

Assim, o presidente da República Federativa do Brasil que comparece a Davos ostenta a palidez dos embaraçados e a hesitação dos incompetentes.

Acesse e se inscreva no canal ‘Luciano Siqueira opina’, no YouTube http://goo.gl/6sWRPX

Empresas que prestam serviço de transporte coletivo no Recife serão obrigadas a capacitar funcionários para agir te em ocorrências de crimes contra a dignidade sexual.
Empresas que prestam serviço de transporte coletivo no Recife serão obrigadas a capacitar funcionários para agir te em ocorrências de crimes contra a dignidade sexual.Foto: Arthur Mota/Folha de PE


O Programa de Combate a Crimes Contra a Dignidade Sexual no Sistema de Transporte Público já está em vigor, graças a uma lei promulgada recentemente. A lei nº 18.523/2018, originada de um projeto de lei do vereador Hélio Guabiraba (PRTB), foi sancionada pelo prefeito Geraldo Julio (PSB) em outubro do ano passado. O objetivo da medida é conscientizar a população a respeito desses crimes e encorajar vítimas a denunciar seus abusadores.

Para Hélio Guabiraba, a maior parte das vítimas dos crimes contra a dignidade sexual no transporte público é formada por mulheres. Como consequência, a população feminina acaba tendo seu direito à mobilidade lesado. “Seja no ônibus, no BRT ou no tempo de espera na parada, em qualquer dessas circunstâncias, uma mulher está sendo vítima de crimes contra a dignidade sexual. Infelizmente, isso se tornou tão natural que já faz parte da rotina: o direito de ir e vir no cotidiano das mulheres está sendo afetado pela ocorrência desse tipo de crime.”

Com a nova lei, as empresas que prestam serviço de transporte coletivo no Recife serão obrigadas a capacitar funcionários para agir adequadamente em ocorrências de crimes contra a dignidade sexual. Elas também deverão divulgar, no interior dos veículos e em suas redes sociais, cartazes ou mensagens de conscientização e de estímulo à denúncia.

O material de campanha precisa conter o número da Polícia Militar, da Polícia Civil e dos programas de defesa da mulher. Os cartazes e mensagens também precisam orientar a vítima a guardar informações que identifiquem o agressor, como suas características físicas, além da linha do ônibus e do horário em que o crime aconteceu.

Lei é de autoria do vereador Hélio Guabiraba (PRTB),

Lei é de autoria do vereador Hélio Guabiraba (PRTB).

A prensa de tipos móveis, inventada por volta de 1450 por Johannes Gutenberg (1398- 1468), revolucionou a forma impressa.
A prensa de tipos móveis, inventada por volta de 1450 por Johannes Gutenberg (1398- 1468), revolucionou a forma impressa.Foto: Divulgação

A prensa de tipos móveis, inventada por volta de 1450 por Johannes Gutenberg (1398- 1468), revolucionou a forma impressa de um jeito que no século XVI, na Europa, as máquinas de impressão e os livros se espalharam pelos quatro cantos do continente. Apesar da impressão gráfica já ser praticada há alguns séculos na China, para o Ocidente foi a invenção de Gutenberg que repercutiu. Para termos uma noção do acontecimento, o filósofo inglês Francis Bacon (1561-1626) dizia que a imprensa, junto com a pólvora e a bússola, foi o trio responsável por mudar a situação e a expressão das coisas pelo mundo.

Porém, nessa empreitada nem tudo foi triunfal! Coexistem relatos catastróficos – como escritores reclamando que os leitores não terão nem tempo de ler os títulos, quanto mais os livros; compiladores de catálogos, que não sabiam se qualificavam o livro por tema ou ordem alfabética dos escritores; bibliotecários insatisfeitos com a demanda para atualizar os catálogos... Até o poeta inglês Andrew Marvell (1621-1678), em 1672, de forma espirituosa, reclamou sobre os rebuliços causados pela impressão, dizendo: “Ó, Tipografia! Como distorcestes a paz da Humanidade!”

E aqui, em terras tupiniquins, não foi diferente... Em 1923, ditos tão pitorescos quanto do poeta inglês foram os de Gilberto Freyre (1900-1987). Ele apelidou Gutenberg de “velho de Mainz”; zombou da prensa de tipos móveis feita por ele; e desqualificou a habilidade do inventor, dizendo que ele só precisou de uns paus e umas rodelas para fazer a tal máquina.

Mas não é que, anos depois (1930), exilado em Portugal e em meio às suas pesquisas pela Biblioteca Nacional, Freyre teve acesso justamente à conhecida Bíblia feita por Gutenberg? Não sei precisar o interesse dele quando fez tal pesquisa, ou o que ele conjecturou ao se deparar com um dos poucos exemplares do mundo do primeiro livro feito em massa no Ocidente (através da prensa do tipo móvel). Só sei que Freyre, em 1933, se consagrou no ofício de escritor exatamente quando as máquinas de impressão gráfica da Editora Maia & Schmidt produziram as 517 páginas do seu livro Casa-Grande e Senzala... Ó, Tipografia!

*Kelma Beltrão é doutora em Educação pela UFPE.

Bruno Araújo (PSDB) terá o apoio do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para ser o próximo presidente nacional do PSDB.
Bruno Araújo (PSDB) terá o apoio do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para ser o próximo presidente nacional do PSDB.Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O governador de São Paulo João Doria (PSDB) vai apoiar o deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE) para assumir a presidência nacional do partido. "Não tenho problema de falar sobre isso, se eu fosse um tucano das antigas eu iria dizer: 'veja bem, é cedo', mas eu sou claro e objetivo. Nós estamos trabalhando para que o Bruno Araújo possa ser eleito presidente nacional do PSDB", disse Doria, ao manter o discurso de renovação partidária em âmbito nacional. O governador fez a afirmação, em Davos, na Suíça,  onde participa do Fórum Econômico Mundial, ao jornal Folha de São Paulo, segundo informou a assessoria de Bruno Araújo.
  
Doria reforçou as credenciais que referendariam Bruno Araújo a ocupar o cargo. Segundo o Doria, Bruno teria adquirido experiência suficiente como deputado estadual, por duas vezes; deputado federal, por três mandatos; e como ministro das Cidades do Governo Temer.

Na visão de Doria, Bruno Araújo, que não venceu as eleições de 2018 para o Senado, só agora vai dispor de tempo para conseguir desempenhar o papel de presidente da legenda. “Entendo que ele não pode estar dividido entre o partido e a função executiva ou legislativa“ , disse o governador de São Paulo.
  
Nas últimas eleições, Bruno Araújo, João Doria e o agora governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), sinalizaram para o então candidato a presidente da República Jair Bolsonaro (PSL). A decisão dos três preteriu, no período da campanha, a candidatura à presidência da República de Geraldo Alckmin, o que gerou desconforto na cúpula tucana. À época, o presidenciável Geraldo Alckmin teria, inclusive, considerado o direcionamento de Doria uma traição do seu correligionário.

Bruno Araújo encontra-se num seminário no estado de São Paulo. Apenas o ex-senador Sérgio Guerra (morto em 2014) foi presidente nacional dos tucanos sendo do PSDB-PE.

Túlio Gadêlha
Túlio GadêlhaFoto: Anderson Stevens

Após ser alvo de críticas devido ao seu encontro com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) admitiu, em entrevista à coluna digital No Cafezinho (confira na íntegra abaixo) que se aliar ao democrata “traz um peso enorme para quem vem da militância popular”. Em entrevista ao No Cafezinho, o parlamentar admite que não tem afinidade ideológica com o dirigente da Câmara Federal. Contudo, ele não descarta apoiar a reeleição de Maia para evitar o isolamento das forças da esquerda no Legislativo Federal. Gadêlha também revela que ainda não escolheu o seu candidato na disputa pelo comando da Casa.

O parlamentar também justificou sua ausência no almoço de Rodrigo Maia com a bancada de Pernambuco. Segundo ele, já tinha “ouvido o que tinha para ouvir de Rodrigo Maia” para tomar a sua decisão. Apesar da polêmica provocada pelo encontro, Túlio garante que não se arrependeu de ter postado uma foto ao lado de Maia.

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Túlio também falou das críticas que vêm recebendo nas redes sociais, em especial, de artistas ao seu encontro com Rodrigo Maia. Ele defende o diálogo com forças antagônicas e critica o “sectarismo da extrema direita e extrema esquerda”. “Não faço política assim”, pondera.

Confira as principais manchetes de hoje
Confira as principais manchetes de hojeFoto: Divulgação

Giro de manchetes nos principais jornais do país, nesta terça-feira (22):


Folha de Pernambuco: "PMs são presos em falsa blitz"

Diario de Pernambuco "Bolsonaro quer atrair negócios sem viés ideológico"

Jornal do Commercio: "Em meio à turbulência"

Folha S. Paulo: "Bens de Flávio Bolsonaro são anteriores a empresa"

O Estado de S. Paulo: "Investidor estrangeiro é risco para reforma no Congresso"

O Globo: "MP investiga 27 deputados do Rio por improbidade"

Estado de Minas: "Prefeitos pressionam e dão prazo a Zema"

O Tempo: "Calote do Estado adia retorno Às aulas em 350 cidades"

Correio do Povo: "Bolsonaro diz que Brasil mudou e que está alinhado com mercado"

Extra: "Bolsonaro planeja dobrar a pontuação para pontuação da carteira de motorista"

Zero Hora: "Pedidos de aposentadoria subiram 7,8% no RS em 2018"

Valor Econômico: "Reformas inclui aumento da contribuição dos servidores"

Correio* "Cresce a procura por imóvel para alugar no Carnaval"

O Dia: "Pente-fino: suspensão de benefício em 10 dias é ilegal"

Correio Brasiliense: "Previdência será trunfo de Bolsonaro em Davos"

Túlio Gadêlha em entrevista ao No Cafezinho
Túlio Gadêlha em entrevista ao No CafezinhoFoto: Anderson Stevens / Folha de Pernambuco

A coluna digital No Cafezinho recebe nesta semana o deputado federal Túlio Gadelha (PDT-PE). O parlamentar fala das críticas que vem recebendo nas redes sociais, em especial, de artistas desde o seu encontro com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a registros da sua vida pessoal. O pedetista defende o diálogo com forças antagônicas e critica o "sectarismo da extrema direita e extrema esquerda". "Não faço política assim", pondera.

"Crítica, eu enfrento a vida toda pela vida pessoal e política. Não é isso que assusta. Lógico que tiveram artistas jovens da Zona Sul do Rio também que têm expressão nas redes sociais e publicaram e me criticaram, mas, veja, sou um jovem político da Zona Norte do Recife. O que temos em comum é só a juventude, somos diferentes. O que acho é que precisamos fazer uma política madura e o diálogo é a base fundamental dessa política", relata.

Túlio Gadêlha também fala sobre a sua relação com o PDT e os projetos do partido para 2020.

Vereador Alcides Teixeira Neto (PRTB)
Vereador Alcides Teixeira Neto (PRTB)Foto: Divulgação

O vereador Alcides Teixeira Neto (PRTB) apresentou o Projeto de Lei 387/2017, que pretende implementar a música como disciplina para estudantes da educação infantil e do Ensino Fundamental.

"Aplicando-se um olhar humanista e reflexivo, o ensino de música nas escolas da rede municipal e da rede privada de ensino pode colaborar para melhorar a formação dos alunos, sobretudo, no que se refere ao déficit de atenção, ao desenvolvimento cognitivo; e, principalmente, à formação do caráter e personalidade. Além do desenvolvimento psicomotor e do contato com outras matérias de uma forma natural", explica Alcides Teixeira Neto, em trecho da justificativa do projeto.

A proposta está em tramitação nas comissões de Educação, Cultura, Turismo e Esportes, e de Políticas Públicas da Juventude. Em seguida, será enviado ao Plenário da Câmara.

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