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O deputado federal João Henrique Caldas (PSB-AL) se reuniu com o governador Paulo Câmara (PSB), na manhã desta sexta-feira (18), no Palácio Campo das Princesas.
O deputado federal João Henrique Caldas (PSB-AL) se reuniu com o governador Paulo Câmara (PSB), na manhã desta sexta-feira (18), no Palácio Campo das Princesas.Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco



O deputado federal João Henrique Caldas (PSB-AL) se reuniu com o governador Paulo Câmara (PSB), na manhã desta sexta-feira (18), no Palácio Campo das Princesas. Acompanham a reunião o líder da bancada do PSB na Câmara, Tadeu Alencar, o deputado federal eleito João Campos e o secretário da Casa Civil, Nilton Mota. JHC tenta viabilizar sua candidatura à presiência da Mesa na Câmara dos Deputados. JHC comentou sobre as costuras para viabilizar sua candidatura e criticou o atual presidente da Casa.

"Nós tivemos uma conversa com o governador que tem um papel muito importante e preponderante dentro do partido. Há um simbolismo muito grande do PSB de Pernambuco, por sua bancada expressiva e pelo nosso líder, Tadeu Alencar, também ser daqui de Pernambuco", disse. "Estamos aqui pra mais uma vez reafirmar o nosso desejo de se candidatar para a presidência da Câmara dos Deputados e viemos aqui fazer uma visita", explicou JHC.

João Henrique aproveitou a oportunidade para criticar a gestão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à frente da Câmara. "O presidente não pode ser absoluto. A Câmara não pode ser tratada como um feudo em que um unico homem decide quais serão os tumos da casa, os projetos que são votados, inclusive se inclinar no mérito".

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Segundo ele, o movimento de negociar com o PSL é inapropriado. Tradicionalmente o presidente da Câmara tem se comportado de forma inadequada ao posto que ocupa. Me incomoda muito o fato do presidente ou um candidato que fale pela Câmara sem ter ainda uma nova Câmara formada. Um presidente não pode fazer garantias que não pode cumprir, que ainda vão ser pautadas. Textos do executivo que sequer deu publicidade", comentou.

Bloco - Sobre o bloco formado entre PSB, PCdoB e PDT, JHC avliou que existe a necessidade de mais unidade entre as legendas. "Apesas da tendência ser da formação de um bloco independente e de não apoio à reeleição da candidatura do atual presidente, mesmo assim nós necessitamos ter um diálogo com os parlamentares para que a gente possa bater o martelo em torno da formação do bloco e também da minha candidatura à presidencia".

Para JHC, o apoio a Rodrigo Maia é copntra os princípios que norteam a formação do Bloco. "Há uma pressão externa por questão de coerencia e pelo proprio PSB estar rumando para um caminho, que também o PDT e o PCdoB sigam esse entendimento", cobrou.

Acompanham a reunião de JHC com o governador, o líder da bancada do PSB na Câmara, Tadeu Alencar, e o deputado federal eleito João Campos e o secretário da Casa Civil, Nilton Mota.

Crédito: Arthur Mota/Folha de Pernambuco



Reuniões internas do PSB - "Até agora tive a paciencia e o bom senso nas reunioes. Desde o ano passado manifestei o meu desejo. Só a contrinuição que eu estou dando ao partido na tentativa dea gente encontrar uma solução. Eu já me dou por satisfeito", comentou o deputado socialista, que não escondeu a intenção de contar com o apoio declarado da legenda. "Meu desejo é ser candidato com apoio do partido. Isso fortalece nossa candidatura e ganhamos musculatura. mas acredito que a decisão tem que ser de forma democrpatica e minha cand n pode preterir os interesses do partido", afirmou.

Nova política - "Eu acredito que há uma mudança de costumes na política. A sociedade representou isso muito bem na última eleição e a gente precisa modernizar a Câmara e dialogar de forma diferente para quem está lá fora esperando ser atendidas as expectiavas que desejam do poder Legislativo. E a gente só consegue isso com independência, arejando a Câmara dos Deputados, podendo representar esse novo Brasil que exige equilíbrio", avaliou JHC.

"Essa democracia participativa exige menos presidência e mais Brasil, menos presidência e mais instituição, e menos presidência e mais deputados. Todo deputado é uma instituição e tem um papel imp nas discussões dessas decisões", concluiu.

*Com informações de Marcelo Montanini, da editoria de Política.

Presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que acredita no equilíbrio entre os três poderes em visita à Folha de Pernambuco, nesta quinta-feira (17)
Presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que acredita no equilíbrio entre os três poderes em visita à Folha de Pernambuco, nesta quinta-feira (17)Foto: Alfeu Tavares/ Folha de Pernambuco

A pleno vapor na campanha para reeleição, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), desembarcou, nesta quinta (17), em Pernambuco, no intuito de angariar mais votos e consolidar sua base de apoio. Acompanhado de ampla comitiva, Maia se reuniu com o governador Paulo Câmara (PSB), no Palácio do Campo das Princesas, e almoçou com parlamentares, no JCPM Empresarial, no Pina.

O presidente ressaltou a necessidade de um perfil diplomático para o comando da Câmara, contou da sua articulação para vencer a disputa e opinou sobre temas da agenda pública, como a segurança e a reforma da Previdência.

No último compromisso no Estado, o democrata prestigiou a direção da Folha de Pernambuco, fazendo uma visita de cortesia ao presidente do Grupo EQM, Eduardo de Queiroz Monteiro. No encontro, Monteiro enalteceu o papel desempenhado por

Rodrigo Maia, com quem "tem relações pessoais e afetivas de longa data". “(Rodrigo Maia) será seguramente um farol, uma inspiração. Sua eleição será um balizador dos destinos do País. Estou muito honrado com essa visita", afirmou Eduardo Monteiro. O democrata, por sua vez, rememorou a convivência do seu pai, César Maia, com Eduardo desde os tempos do brizolismo, no PDT, ao qual também foi filiado o ex-ministro Armando Monteiro Filho, falecido em 2 de janeiro do ano passado.

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Presidência

Maia se mostrou satisfeito com a sua visita a Pernambuco, na qual pôde demonstrar sua capacidade de diálogo mesmo com "não-apoiadores". "Apesar de muitos acharem que a disputa pela presidência da Câmara é uma disputa ideológica entre direita e esquerda, é apenas a escolha de um quadro que tem seus pensamentos, mas que exerce um papel decisivo, com equilíbrio e a capacidade de ouvir a toda a sociedade, num Parlamento que talvez seja o mais pulverizado do mundo, com 23 partidos", afirmou o democrata.

Eleição

Na eleição da Mesa Diretora, por sua vez, Rodrigo Maia tem apostado num estilo conciliatório. "Aqueles que estiverem comigo, é claro, terão um protagonismo maior na governança da Casa, isso não tem jeito, porque é eleição. Mas aqueles que entenderam ter outro caminho também têm comigo a mesma relação, as mesmas oportunidades", esclarece. "Nós temos um bloco de 323 deputados e dentro desse bloco têm as posições que cada partido tem direito. Com 323, eu tenho cinco das seis posições na mesa, independente do tamanho do bloco deles (dos adversários)", pondera. Mesmo com amplo apoio, Maia destaca que ainda "é necessário trabalhar individualmente cada um dos deputados, para garantir a vitória".

Pernambuco

O presidente ressaltou que, a despeito de não representar os estados da federação, a Câmara - sob o seu comando - teve muita proximidade com os governadores, entre os quais se sobressaiu o governador de Pernambuco por quem tem "amizade e admiração". "Muitos projetos de lei que os governadores demandaram, principalmente no final, os dois últimos, que eram muito importantes para o Nordeste e pra Pernambuco, o projeto da Sudene e o projeto do setor automobilístico, a medida provisória que ia perder a validade e a gente conseguiu, na reta final, aprovar e colaborar não apenas com Pernambuco, mas com todo o Nordeste", sublinhou.

Independente

Caso vença a disputa, Maia frisou a necessidade de a Câmara manter-se independente do Executivo. "Como o poder Executivo vai se relacionar com o poder Legislativo é um problema do governo. O resultado das votações é o resumo daquilo que ele construiu na relação com o Legislativo", adverte. "A presidência da Câmara não é a casa do governo. Naquilo que eu pautar e que eu defenda pessoalmente, eu vou tentar ajudar como posso, seja pauta do governo ou da oposição", esclareceu. Maia pontuou, no entanto, que o próprio Bolsonaro já sinalizou em favor da independência dos poderes.

Pauta

No debate sobre segurança pública, Maia pontuou que o tema de posse e porte de armas não pode transparecer como uma solução para a violência. "Esses são temas das liberdades individuais de cada cidadão, que precisam ser discutidos com cuidado, porque a gente sabe o que significa uma pessoa ter a posse de arma sem a qualificação para tê-la", alerta.

No contexto da crise de segurança vivenciada no Ceará, o democrata defendeu o endurecimento da legislação para combater o crime organizado. "A gente aprovou o Sistema Integrado de Segurança Pública, foi sancionado e estava se criando uma primeira estrutura nacional, integrada com os estados para discutir segurança pública. O governo atual desfez isso e reorganizou no Ministério da Justiça. Eu não sei se foi o melhor caminho."

O presidente ainda frisou que o debate da reforma da Previdência deve ser prioridade dos governos executivos tanto da Brasília quanto dos estados. "Todos vivem os mesmos problemas. Está na hora de a gente retirar a coloração partidária desse debate. Essa incoerência dos partidos políticos só será resolvida se a gente construir uma pactuação do governo federal com o governo dos estados", defende. "Precisamos ter um sistema previdenciário que seja justo, que o pobre deixe de financiar a aposentadoria do rico no Brasil", resumiu.

Rodrigo Maia, definiu a relação que tem com o governador Paulo Câmara
Rodrigo Maia, definiu a relação que tem com o governador Paulo CâmaraFoto: Folha de Pernambuco

Em meio às costuras para a reeleição como presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou, nesta quinta (17), após reunião com o governador Paulo Câmara, vice-presidente nacional do PSB, no Palácio do Campo das Princesas, área central do Recife, que está buscando apoio do PSB e também do PT, que havia sido descartado no primeiro momento. Os partidos resistem ao apoio à reeleição de Maia por causa do acordo dele com o PSL, do presidente Jair Bolsonaro, em troca de postos chaves na Câmara.

Apesar da posição contrária do PSB, Maia tenta reverter. “O governador (Paulo Câmara) é um homem de partido, ele vai trabalhar para que o partido dele esteja unido. Não posso pedir ao governador que divida o partido para me apoiar”, declarou Maia. “Estamos dialogando, o PSB é um dos grandes partidos que a Câmara tem. É um partido histórico, com grandes quadros, começando pelo seu líder, o deputado Tadeu (Alencar). Infelizmente, tomou uma posição divergente, mas a gente espera que dialogando, conversando, tentar trazê-los de volta”, acrescentou. A bancada do PSB possui 32 deputados, sendo cinco pernambucanos.

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O presidente negou que a aliança com o PSL represente um indicativo de adesão ao governo Bolsonaro. “Acredito que a gente não pode misturar o processo eleitoral da Câmara com o processo eleitoral de 2018. A Câmara tem uma representação decidida pela sociedade, que está representada em mais de 20 partidos. O PSL é um dos partidos. Não há nenhum acordo na minha candidatura que eu construí com o governo. A Câmara é um poder independente. Agora, o PSL elegeu 52 deputados que precisam ser respeitados. Como precisamos respeitar os 55 deputados do PT. Uma boa Câmara é aquela que garante o diálogo, o equilíbrio e a possibilidade de participação de todos os partidos”, disse, acrescentando que está dialogando “com todos os partidos”.

Durante o embarque de estudantes do programa Ganhe o Mundo, tammbém nesta quinta, Paulo Câmara fez elogios a Maia. “Estamos conversando, o PSB vai ter reuniões na próxima semana. A gente recebe com muito gosto Rodrigo Maia porque ele nos ajudou como presidente, foi responsável por atender demandas de Pernambuco. Fica expectativa de construir a unidade pelo bem do País", disse.

Maia uniu no Palácio das Princesas, com Paulo Câmara, o ex-líder da bancada de oposição ao governador na Assembleia Legislativa, Silvio Costa Filho (PRB), eleito deputado federal, e deputados governistas desconfortáveis com a reforma do secretariado, como Augusto Coutinho (SD) e André de Paula (PSD). Também estiveram reunidos a vice-governadora Luciana Santos, presidente nacional do PCdoB, e os deputados eleitos Raul Henry (MDB), Renildo Calheiros (PCdoB), Ossésio Silva (PRB), Fernando Monteiro (PP), Wolney Queiroz (PDT), um dos articuladores da visita, e três deputados da bancada do PSB, João Campos, Danilo Cabral e Tadeu Alencar, líder do partido na Câmara. O secretário da Casa Civil, Nilton Mota (PSB) também participou.

Na comitiva de Maia, os deputados Shéridan Oliveira (PSDB-RR), Marcos Pereira, presidente nacional do PRB, e Laura Carneiro (DEM-RJ).

Após o movimento de Maia, é a vez do deputado federal João Henrique Caldas (PSB-AL), conhecido como JHC, também candidato a presidente da Câmara dos Deputados, desembarcar no Recife para conversar com Paulo Câmara, que é vice-presidente nacional do seu partido.

Confira as principais manchetes de hoje
Confira as principais manchetes de hojeFoto: Divulgação

Giro de manchetes nos principais jornais do país, nesta sexta-feira (18):



Folha de Pernambuco: "Rodrigo Maia costura apoios em Pernambuco"

Jornal do Commercio: "Suspenso inquérito que cita Bolsonaro"

Diario de Pernambuco: "MPPE vai investigar Conselho Estadual"

Folha de S. Paulo: "Filho de Bolsonaro pede, e Fux suspende investigação"

O Estado de S. Paulo: "Flávio Bolsonaro trava no STF investigação sobre ex-assessor"

O Globo: "Líder da oposição venezuelana: Brasil terá papel central para a saída de Maduro"

Estado de Minas: "STF suspende investigação sobre Queiroz"

Correio do Povo: "Flávio Bolsonaro pede e caso de Queiroz é suspenso pelo STF"

Valor Econômico: "Ações em cotação recorde estimulam novas ofertas"

Correio*: "Gigante"

Correio Brasiliense: STF suspende investigação de Queiroz"




Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair BolsonaroFoto: Marcos Corrêa/PR

Num vídeo divulgado em redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro reclamou em 2017, ao lado do filho, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), da existência do foro especial para políticos.

Nesta quarta (16), Flávio Bolsonaro pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que avoque investigação aberta pelo Ministério Público do Rio de Janeiro sobre movimentações suspeitas de R$ 1,2 milhão, feitas por um ex-assessor de seu gabinete na Assembleia Legislativa do estado.

A defesa dele requer que a corte analise se o caso, que o envolve, deve ser enviado ao STF, pois foi eleito e diplomado senador
. A posse para o cargo está marcada para 1º de fevereiro.

No vídeo, feito em 2017, Bolsonaro protesta: "Não quero essa porcaria de foro privilegiado!". O post foi lançado em abril daquele ano pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em sua conta no Twitter.

O presidente sempre teve como uma de suas bandeiras o fim da blindagem a políticos em tribunais superiores.

Por lei, investigações criminais sobre congressistas correm perante o Supremo. Até o ano passado, a regra se aplicava a quaisquer apurações, mas a corte mudou seu entendimento em maio e decidiu que a proteção cabe somente quando o ato investigado foi cometido durante o mandato e em razão do cargo.
  
"Dos 513 deputados, 450 vão ser reeleitos. Por que eles têm de ser reeleitos? Para continuar com foro privilegiado. O único prejudicado com essa porcaria de foro privilegiado sou eu", protestou Bolsonaro no vídeo.

Ele explicou que, sendo réu no Supremo, poderia ter de renunciar ao seu mandato de deputado federal para disputar as eleições presidenciais do ano seguinte.

Em 2016, o Supremo abriu ação penal contra Bolsonaro por incitação ao estupro. As acusações foram motivadas por declarações do então deputado no plenário da Câmara e também durante entrevistas, afirmando que só não estupraria a colega Maria do Rosário (PT-RS), ex-ministra de Direitos Humanos, porque ela "não merecia".

No vídeo, Bolsonaro diz que eventual condenação pelo Supremo poderia torná-lo inelegível e prejudicar seu projeto de virar presidente. "Eu renunciando, o meu processo vai para a primeira instância. Aí, não dá tempo de eu ser condenado em primeira e segunda instâncias, até por ocasião das eleições. Aí eu posso disputar as eleições. Olha o problema que eu tenho pela frente!", comentou.

Presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que acredita no equilíbrio entre os três poderes em visita à Folha de Pernambuco, nesta quinta-feira (17)
Presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que acredita no equilíbrio entre os três poderes em visita à Folha de Pernambuco, nesta quinta-feira (17)Foto: Alfeu Tavares/ Folha de Pernambuco

A independência entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário foram colocados em discussão, nos últimos meses, após a eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), avisou que a postura adotada pelo chefe do executivo deu sinais de que os poderes devem ser independentes.
  
"O próprio presidente Bolsonaro deu um grande apoio a essa independência quando de forma correta construiu um governo escolhendo quadros da política ou não, ,escolhas exclusivamente suas", disse.

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Maia acredita que a composição heterogênea da Câmara Federal também precisa ser compreendida.

"O poder legislativo precisa manter a sua independência ja que ele é a represnetação de todos os segmentos da sociedade não só aqueles que saíram vitoriosas nas runas com o presidente Bolsonaro. Ele conhece bem o processo legislativo", argumentou o presidente.

Rodrigo Maia aguarda para saber os desdobramentos sobre a extinção do ministério da Segurança Pública que voltou para a o Ministério da Justiça
Rodrigo Maia aguarda para saber os desdobramentos sobre a extinção do ministério da Segurança Pública que voltou para a o Ministério da JustiçaFoto: Alfeu Tavares/ Folha de Pernambuco

O presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), acredita na responsabilidade compartilhada entre Governos Federal e Estadual para o tema da segurança pública. "A grande parte dos crimes violentos é responsabilidade do governo federal, o governo do (ex) presidente Michel Temer (MDB), pela primeira vez, teve a coragem de criar o ministério", lembrou Maia, ao fazer referência ao ministério da Segurança Pública, comandado no período pelo pernambucano Raul Jungmann.
  
Para Maia, a decisão do Governo Bolsonaro em retornar a Segurança Pública para o Ministério da Justiça precisa de tempo para ter uma avaliação mais precisa sobre seu impacto na sociedade. O democrata também lembrou que o atual governo terá recursos destinados à Câmara Federal pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre Moraes, atendendo ao próprio pedido de Rodrigo Maia. "Eu não sei se foi o melhor caminho, mas a lei está aprovada e certamente o Sistema Integrado de Segurança vai começar seu trabalho efetivo agora", disse.

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Ao relativizar a crise da Segurança Pública do Ceará com o Rio de Janeiro, Rodrigo Maia ponderou as administrações dos governos de Estado. "Enquanto as drogas e armas continuarem entrando no estado brasileiro como entram abastecimento e potencializando o lucro do crime organizado vamos contar vendo o que acontece no Rio e no Ceará. No Ceará, em condições diferentes. Um governo com muita qualidade de gestão que está enfrentado o problema, que eu tenho certeza que ele (governador Camilo Santana - PT -) sairá vitorioso. O episódio dos últimos dias é a decisão de enfrentar o problema porque ele (Camilo Santana) também é um governador que é muito preparado como o governador Paulo Câmara (PSB)", relatou.

A região de fronteiras, segundo Maia, tem projeto para serem realizados que estão atrasados, com previsão de término apenas para 2040. "Nós temos dois projetos importantes: um na fronteira seca pelo Exército e outro na região amazônica pela Marinha pelo Governo Federal, isso é fundamental. Sabemos que nas nossas fronteiras entra droga e sai droga, entra bandido e sai bandido sem ninguém tomar conta", revelou.

João Paulo (PCdoB) visitou a Festa de Santo Amaro, padroeiro de Jaboatão
João Paulo (PCdoB) visitou a Festa de Santo Amaro, padroeiro de JaboatãoFoto: Divulgação

O deputado estadual eleito e ex-prefeito do Recife João Paulo (PCdoB) visitou a tradicional Festa de Santo Amaro, a procissão do padroeiro da cidade de Jaboatão dos Guararapes, na noite desta quarta (16). À reportagem do Blog da Folha, afirmou ter ouvido nas ruas muitas críticas da população em relação a atual gestão municipal. Segundo ele, muitas pessoas o abordaram pedindo que ele fosse candidato em 2020.

"Eu tive lá na procissão que sempre vou. E houve uma receptividade muito forte. Parte da população insatisfeita com a gestão e uma base muito grande pedindo pra que eu fosse ser candidato a prefeito lá para fazer o que eu fiz no Recife, cuidar das pessoas. E é a mesma coisa em Recife e Olinda. Mas eu estou com o olhar virado para meu mandato estadual agora, que vai começar ainda". João Paulo não descartou a possibilidade de se candidatar, mas disse que é muito cedo pra discutir eleições municipais.

A julgar pelo seu desempenho eleitoral em Jaboatão, caso decida disputar a prefeitura em 2020, João Paulo precisará aumentar sua base eleitoral no município, que representou apenas 0,90% de sua votação para deputado, com 2.632 votos. Ele foi eleito com 29.442 votos (0,65% dos votos válidos).

O parlamentar participou da procissão ao lado do vereador líder da oposição Daniel Alves (PCdoB), sindicalistas, lideranças do movimento social, da Igreja e de dirigentes locais do partido.

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Rodrigo Maia - Mesmo declarando que ainda não formou opinião sobre a decisão do PCdoB de apoiar a reeleição de Rodrigo Maia (DEM) à presidência da Câmara Federal, João Paulo comentou sobre a reação negativa que ela acarretou. "Eu acompanhei a posição oficial do partido, li a defesa e vi a posição de Manuela [D'ávila]. Como eu não estou no Congresso e não estou acompanhando, o que eu poderia dizer é que essa posição foi muito incompreensível para todos os setores da esquerda. Até que Manuela, que estava na linha de frente, comentou que lamentava. Então isso significa que deu um impacto no meio da esquerda que apoiou Haddad e Manuela, com uma repercussão muito negativa".

Contudo, João Paulo disse entender as razões que levaram a legenda a essa decisão, diante da conjuntura nacional desfavorável. "Eu acho também que apesar de ser uma coisa que pegou todo mundo de surpresa, é outro poder. E pelos ataques às conquistas sociais, aos direitos dos trabalhadores e à soberania nacional, nós temos que ver que não estamos numa correlação de forças favorável. Isso foi um outro elemento que ajudou essa tomada de decisão", avaliou.

A delegada Maria de Lourdes Ferreira, titular da Delegacia de Polícia de Aliança, apresentou informações em coletiva
A delegada Maria de Lourdes Ferreira, titular da Delegacia de Polícia de Aliança, apresentou informações em coletivaFoto: Divulgação/PCPE

Dois dos doze assessores investigados de serem funcionários fantasmas da Câmara Municipal de Aliança, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, são filhos de vereadores da casa legislativa. A informação foi apresentada pela delegada Maria de Lourdes Ferreira, titular da Delegacia de Polícia de Aliança, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (17). 

As investigações começaram em agosto do ano passado. Os salários recebidos pelos nove servidores comissionados e os outros três concursados, junto com as gratificações, somam o valor de R$ 457.448, valor que segundo a delegada poderia ter sido investido em políticas públicas para o local, que é bastante carente.

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A delegada não divulgou os nomes dos filhos dos políticos, mas disse que, em depoimento, alguns deles afirmaram que não compareciam à Câmara por realizarem serviços particulares para os vereadores, como dirigir carro, acompanha-los ao hospital, comprar remédios, lanches e pagar contas no banco.

“Eles achavam que isso era uma atividade natural e que tinham o direito de não comparecer na Câmara para trabalhar e mesmo assim receber o salário”, afirmou a delegada Maria de Lourdes Ferreira. Ainda de acordo com ela, outros assessores até tentaram dizer que iam ao local trabalhar, mas ao serem questionados sobre o endereço da Câmara, sobre o gabinete onde ficavam e quais funções referentes ao cargo realizavam, eles não souberam informar.

“Solicitei a prisão preventiva dos assessores e da presidente da Câmara, mas o juiz Rafael Sampaio, da comarca de Aliança, suspendeu o pedido alegando a não necessidade da prisão, já que os envolvidos confessaram o que faziam”, contou. 

Os envolvidos no esquema estão sendo investigados pelos crimes de peculato, organização criminosa, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito. Ao final da investigação caberá ao juiz decidir pela prisão e afastamento ou não dos envolvidos.

Presidente do Grupo EQM, Eduardo Queiroz Monteiro, recebeu o presidente da Câmara Federal e candidato à reeleição, Rodrigo Maia (DEM)
Presidente do Grupo EQM, Eduardo Queiroz Monteiro, recebeu o presidente da Câmara Federal e candidato à reeleição, Rodrigo Maia (DEM)Foto: Alfeu Tavares/ Folha de Pernambuco

O presidente da Câmara Federal e candidato à reeleição da Mesa Diretora, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), esteve reunido, nesta quinta-feira (17), na Folha de Pernambuco e foi recebido pelo presidente do Grupo EQM, Eduardo Queiroz Monteiro. "O presidente (Rodrigo Maia) tem papel relevantíssimo, um papel importante, na experiência que carrega no seu mandato, não só como deputado assim como presidente da Casa. Será seguramente um farol, uma inspiração. Estou muito honrado dessa visita", afirmou Eduardo Monteiro.
  
Já o deputado rememorou as origens das ligações entre a sua família e o presidente Eduardo Monteiro."Aqui, na Folha, junto com Eduardo Monteiro, que é um amigo da minha família desde que sou pequenininho, na época do brizolismo, junto com o pai dele e do meu pai. Então, muito feliz e honrado de ser recebido aqui pelo meu amigo Eduardo Monteiro", disse Rodrigo Maia, ao rememorar a história política do líder político Leonel Brizola (morto em 2004), fundador do PDT e governador do Rio de Janeiro, por duas vezes; assim como do seu estado de origem, Rio Grande do Sul.

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O democrata relembrou dos desafios que enfrentou nos últimos dois anos, à frente da presidência da Câmara Federal, quando afirmou ter um perfil "agregador". Maia "Será para o próximo presidente pelos próximos dois anos um grande desafio. A presença de quase todos no almoço mesmo daqueles que hoje não votam em mim é a demonstração de que reconhecem na minha pessoa, essa pessoa que sabe dialogar e ouvir a todos e não transforma a eleição num processo permanente, posterior ao resultado. Então, agrega a todos e foi o que fiz nesse últimos anos", relatou.

Com o apoio de praticamente 323 deputados, Rodrigo Maia ressaltou que deve ter à sua disposição, pelo menos, cinco dos seis cargos da Mesa Diretora. Endossando seu discurso de aglutinador parlamentar, o presidente falou sobre a diversidade de pensamentos que existe na Câmara Federal com 23 partidos diferentes.

"O parlamento é diferente do Poder Executivo, um presidente comanda e exerce o poder na Câmara, o presidente da Câmara tem um papel completamente distinto desses muitos acharem que numa disputa pelo presidente da Câmara é uma disputa ideológica entre direita e esquerda. É apenas a escolha de um quadro, claro que tem seus pensamentos, que tem o papel decisivo de ter com equilibrio e a capacidade de ouvir toda a sociedade num parlamento que talvez seja o mais pulverizado do mundo", refletiu.

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estava acompanhado de aliados pernambucanos e também de outros estados. Ele foi recebido pelo presidente do Grupo EQM, Eduardo Queiroz Monteiro.

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estava acompanhado de aliados pernambucanos e também de outros estados. Ele foi recebido pelo presidente do Grupo EQM, Eduardo Queiroz Monteiro e pelo diretor-executivo da Folha de Pernambuco, Paulo Pugliesi. - Crédito: Alfeu Tavares/ Folha de Pernambuco

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