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Bolsonaro e militares
Bolsonaro e militaresFoto: Fernando Souza / AFP

Em meio a um início de governo conturbado, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) determinou que os quartéis brasileiros e guarnições militares festejassem o aniversário de 55 anos do golpe militar de 1964, neste domingo, e gerou repúdio de órgãos ligados à defesa dos direitos do cidadão e medidas para barrar os eventos na Justiça. Bolsonaro, inclusive, nega que tenha ocorrido um golpe. A data não é rememorada desde 2011, quando a então presidente Dilma Rousseff, ex-militante torturada no regime ditatorial, orientou aos comandantes das Forças Armadas a suspensão de qualquer celebração. Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, Bolsonaro aprovou a mensagem em alusão à data. Generais da reserva que integram o primeiro escalão do Executivo, porém, pedem cautela.

Na última sexta-feira, a juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara da Justiça Federal em Brasília, acrescentou mais um capítulo na polêmica ao proibir o governo de comemorar o aniversário do golpe que derrubou o governo do presidente João Goulart. Ela atendeu a um pedido de liminar apresentado pela Defensoria Pública da União, que alegou risco de afronta à memória e à verdade, além do emprego irregular de recursos públicos nos eventos. A magistrada determinou que a Defesa seja intimada da ordem.

No mesmo dia, o Instituto Vladimir Herzog e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enviaram à Organização das Nações Unidas (ONU) uma denúncia contra Jair Bolsonaro com o argumento de que o presidente e outros membros do governo tentam "modificar a narrativa histórica do golpe que instaurou uma ditadura militar". O instituto também protocolou mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal para impedir comemorações que façam alusão à 1964. Fabián Salvioli, relator especial do conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, por sua vez, pediu que o Brasil reconsidere a ideia de comemorar a data. No comunicado, Savioli classificou uma possível comemoração do golpe como "imoral e inadmíssivel em uma sociedade baseada nas regras da lei".

Para o advogado constitucionalista Marcelo Labanca, ao determinar que a data seja celebrada, Bolsonaro estaria, em tese, incorrendo em crime de improbidade administrativa, que, de acordo com Labanca, seria passível de impeachment. “O Brasil já foi condenado, inclusive por Cortes Internacionais, em relação à ditadura militar. Então, agir dessa forma é agir em conflito com o ordenamento jurídico brasileiro que combate a tortura, que veda as práticas de tortura”, explicou. "A configuração do tipo penal é um pouco mais delicada, porque, uma coisa é apologia à tortura. Outra coisa é a comemoração do regime militar ou do ato que tirou o João Goulart do poder”, complementou Labanca. No entanto, segundo o advogado constitucionalista, não caberia dizer que ele incorreu no tipo penal de realizar apologia à tortura.

O jurista José Paulo Cavalcanti, que fez parte da Comissão Nacional da Verdade - criada para investigar e apontar casos de violências cometidas por agentes do Estado no período do regime militar - considera que a questão pode ser vista de duas formas. Para ele, de maneira “mais generosa”, é preciso compreender “que o País se faz indo para frente e não para trás”, que “o futuro une e o passado desune”. Além disso, ele pondera que a “esperança de crescimento, de redução da apartação social, de construção de um País mais fraterno” está no futuro.

“O passado está contaminado por taras, erros e equívocos indesculpáveis. A prosperidade do Brasil une. Essa tara em louvar um golpe sórdido como o de 64 desune. Então, a primeira linha é que é um erro político. A segunda linha é o episódio em si. É um episódio que deve envergonhar todos os brasileiros. Os militares de hoje não querem mais nem ouvir falar disso. Os militares compreendem que aconteceu no passado, mas o compromisso das Forças Armadas é com o futuro, não é com esse passado. Se o primeiro erro é um erro político, o segundo erro é um erro moral”, finalizou.

Para o doutorando em história política pela universidade federal da Bahia e cientista político pela UFPE, Alex Ribeiro, o passado deve ser compreendido pelo contexto da sua época. Segundo ele, a tomada de poder pelos militares ocorreu em um período no qual o País estava vulnerável pela fragilidade da economia e pelo discurso de ameaça de implantação do comunismo no País.

"A gente não pode tratar como se fosse de uma hora para a outra. Quando acontecem essas grandes movimentações na história, a gente tem que ver as causas disso. E os militares já estavam crescendo interessados no poder. Eles já eram fortes naquela época. E só perderam força depois da ditadura. Mas até então, os militares ou eram protagonistas, ou sempre estavam ali ao lado do poder. Como estão de volta hoje", disse.

Vítimas
Tendo vivido na pele as dores do período militar, o vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira (PCdoB), que foi preso, torturado e precisou viver na clandestinidade, classifica a determinação como “absurda, estranha e dissonante”, mas pondera que a decisão não o surpreende. “Partindo de Bolsonaro, (a determinação) não surpreende. Durante toda a trajetória parlamentar dele, na campanha eleitoral e agora, as opiniões são precisamente da extrema-direita. Ele sempre enalteceu golpes militares. Sempre disse que tem como uma das suas referências o coronel Ustra, reconhecidamente um dos piores torturadores. Então, sendo assim, da parte dele é coerente”, ponderou Siqueira.

O jornalista Marcelo Mário de Melo, que também foi preso durante o período militar, relembra o que passou e corrobora que a "um governo comemorar uma ditadura é absurdo". Ele explica que o período trouxe "prejuízos" para o País: "além da tortura e da repressão direta houve uma pressão sob a produção intelectual, houve um grande clima de pressão psicológica, constrangimento psicológico, filhos que viram pais serem arrastados e presos, amigos que tinham medo de falar com amigos nas ruas - porque eram pessoas de esquerda -, isso afetou muita coisa. É uma violência psíquica muito grande uma ditadura no país. Sem falar do mal da censura, censura à imprensa e à criação artística, prévia censura de livro - todo livro para poder ser publicado tinha que ser primeiro visto pelos censores. A ditadura foi isso, não deve ser comemorada, pelo contrário”.

Sobre as críticas de que os militares estariam comemorando a data, o ministro da Defesa, general Azevedo e Silva, rechaçou o uso da palavra “comemoração” para definir os eventos que serão promovidos. Segundo ele, a data é histórica e deve ser explicada para os mais jovens. “O termo aí, comemoração, na esfera militar não é muito o caso. Vamos relembrar e marcar uma data histórica que o Brasil passou, com participação decisiva das Forças Armadas, como sempre foi feito”, declarou o auxiliar de Bolsonaro. O vice-presidente, general Hamilton Mourão, por sua vez, disse que espera-se “algum tipo de comemoração” no primeiro dia 31 de março sob “égide do governo Jair Bolsonaro”, mas que ela será, “obviamente, intramuros”.

Comandante do Clube da Aeronáutica, o brigadeiro Marco Antonio Carballo Perez também saiu em defesa da comemoração. "Nós não estamos aqui para fazer um julgamento dos 21 anos do governo militar. Estamos aqui para fazer um comentário desse mimimi que está acontecendo porque o presidente Bolsonaro autorizou o ministro da Defesa a (deixar) que os militares comemorassem a revolução de 1964."

Repercussão
A determinação de Bolsonaro gerou polêmica e a discussão sobre o tema refletiu nas redes sociais. Enquanto muitos criticavam a decisão, outros demonstravam apoio ao presidente. No Twitter, a deputada federal Joice Hasselman também defendeu a decisão de Bolsonaro. "É a retomada da narrativa verdadeira da nossa história. Orgulho", publicou. Na última quinta-feira, Bolsonaro mudou o tom e negou que tenha determinado uma "comemoração". De acordo com ele, a orientação não foi de "comemorar, foi rememorar, rever o que está errado, o que está certo e usar isso para o bem do Brasil no futuro".

Direitos Humanos
Na semana em que houve a determinação, a ministra Damares Alves anunciou que negou 265 pedidos de reconhecimento de anistiados políticos e que fará uma auditoria em reparações às vítimas de perseguições políticas concedidas nos governos passados. A pasta também quer que a Comissão da Anistia limite seu papel, a partir de agora, à análise dos pedidos, sem mais promover projetos de memória e reparação. A Comissão da Anistia analisa pedidos de pessoas que sofreram perseguição política de 1946 até 1988.

Secretários de Agricultura do Nordeste se reuniram no Recife
Secretários de Agricultura do Nordeste se reuniram no RecifeFoto: Divulgação

Em encontro no Recife, os secretários nordestinos de Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento Rural articularam uma agenda conjunta de atuação em defesa da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário. O plano de ação foi definido durante o 14º Fórum de Gestores e Gestoras Responsáveis pelas Políticas de Apoio à Agricultura Familiar do Nordeste, nesta quinta (28) e sexta-feira (29).

A pequena propriedade rural responde por pouco mais de 80% da atividade agrícola na região. Em Pernambuco, por exemplo, a agricultura familiar responde por 90% da produção de milho e feijão, 96% da mandioca e cerca de 70% da produção de leite. “É preciso deixar de ver a agricultura familiar como uma atividade de subsistência e a passar a enxergá-la como uma atividade capaz de gerar renda e oportunidades no ambiente rural”, destacou o secretário de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, Dilson Peixoto, anfitrião do encontro.

Esta 14ª edição do Fórum foi marcada pela institucionalização do grupo de gestores de políticas de apoio à Agricultura Familiar, com a meta de se consolidar como um espaço de reflexão e proposição de políticas para o desenvolvimento rural. Para dirigir o Fórum nesta nova fase foram eleitos o secretário de Desenvolvimento Agrário do Ceará, Francisco de Assis Diniz, como presidente, e o secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Josias Gomes, como vice-presidente.

Como desafios para o setor foram identificadas a necessidade de criação de um novo programa de crédito para a agricultura familiar, ampliação das oportunidades de geração de renda e ocupações no meio rural, utilização das vantagens competitivas da alimentação saudável, adensamento das cadeias produtivas, regularização fundiária, melhoria do acesso à assistência técnica, entre outras metas apresentadas durante o encontro.

O secretário-executivo do Fórum, Eugênio Peixoto, destacou a necessidade de maior articulação das cadeias produtivas, citando como exemplo a cadeia da ovinocaprinocultura. “Em 2018, a ovinocaprinocultura captou do Pronaf quase R$ 300 milhões, recursos que trouxeram pouca ou nenhuma dinamização para a cultura, porque foram aplicados de maneira individualizada e não de forma coordenada”, avaliou.

O próximo encontro ficou marcado para o mês de junho, no Rio Grande do Norte, que terá como eixo a Territorialidade, Sustentabilidade e Competitividade da Agricultura Familiar. Até lá, serão realizados encontros menores e mais frequentes para acompanhar de perto as necessidades e as ações articuladas.

O cônsul do Reino Unido, Graham Tidey, recebeu Título na Alepe, nesta quinta (28)
O cônsul do Reino Unido, Graham Tidey, recebeu Título na Alepe, nesta quinta (28)Foto: Divulgação

Pernambuco concedeu, na noite desta quinta-feira (28), o título ao seu mais novo cidadão: o cônsul do Reino Unido, Graham Tidey. A solenidade aconteceu na Assembleia Legislativa de Pernambuco e reuniu nomes políticos, do empresariado e do corpo consular.

“As minhas raízes são pernambucanas. O primeiro imóvel que comprei na minha vida foi aqui no Recife, em Casa Amarela; meus filhos são recifenses, minha esposa é recifense. As raízes mais profundas que eu fiz na minha vida foram aqui em Pernambuco. E eu me sinto muito honrado em poder dizer isso”, agradeceu Graham.

Em seu discurso, o cônsul ainda ressaltou os investimentos feitos nos últimos anos em Pernambuco e na região Nordeste. “Os recursos que conseguimos trazer pelo consulado, acredito, fazem a diferença porque temos projetos grandes, no valor de milhões de Libras, em água, saneamento, educação, comercio, pesquisa, além dos projetos que nós temos na área social”, detalhou Graham.

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Segundo o deputado estadual Romário Dias, autor da proposta, o Título de Cidadão Pernambucano é “concedido a cidadãos ou cidadãs que prestam serviços ao Estado e que estabelecem vínculos com a comunidade pernambucana”. “Vossa excelência tem prestado relevantes serviços a Pernambuco e ao Nordeste como um todo. Nós conhecemos muito bem o grande trabalho que o consulado vem desenvolvendo aqui, tanto na área social quanto na comercial”, explicou.

Também estiveram presentes na solenidade ao evento os secretários estaduais Bruno Schwambach (Desenvolvimento Econômico) e Gilberto Freyre Neto (Cultura); a gerente de Articulação Internacional do Governo do Estado, Iane Melo; o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia; o cônsul honorário do Consulado da República Eslovênia, Rainier Michael, que representou o corpo consular no Recife; os deputados estaduais, Diogo Moraes (PSB), que presidiu a sessão, João Paulo Costa (Avante) e Antônio Fernando (PSC).

O cônsul do Reino Unido, Graham Tidey, recebeu Título na Alepe, nesta quinta (28)

O cônsul do Reino Unido, Graham Tidey, recebeu Título na Alepe, nesta quinta (28)


Histórico

Graham Tidey nasceu em 1984, em Boroughbridge, uma aldeia na Inglaterra com apenas 3.500 habitantes. Após se formar na London Metropolitan University, foi morar em Portugal, de onde veio ao Brasil, mais especificamente ao Recife, em 2013. Antes de ser cônsul, cargo para o qual foi nomeado em 2015, Graham foi gerente comercial do consulado britânico. Ele é casado com a pernambucana Ana Priscila e tem um casal de gêmeos de 18 meses.

O acordo foi oficializado durante o Congresso Estadual da UVP, em Gravatá
O acordo foi oficializado durante o Congresso Estadual da UVP, em GravatáFoto: Divulgação

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Eriberto Medeiros, assinou, na manhã desta sexta-feira, um convênio entre a Alepe e a União dos Vereadores de Pernambuco (UVP) para realização de cursos de capacitação de vereadores e câmaras municipais, além de firmar o compromisso de estreitar os canais de comunicação com a Casa de Joaquim Nabuco. O acordo foi oficializado durante o Congresso Estadual da UVP, em Gravatá.

Estiveram na mesa de abertura do congresso o presidente da UVP, Josinaldo Barbosa, os prefeitos de Gravatá, Joaquim Neto, de Cumaru, Mariana Medeiros, entre outras lideranças políticas. Reunindo centenas de vereadores, o evento ocorre entre a sexta-feira e o domingo.

O convênio de cooperação técnica marca um gesto de aproximação da Assembleia com os legisladores municipais, no sentido de aprimorar o processo de criação de leis e de fiscalização do orçamento e da gestão pública nos 185 municípios pernambucanos. “Nós temos a obrigação de tornar o pacto federativo mais solidário, porque é no município que se concentram as demandas da população e os vereadores são os primeiros a serem cobrados”, afirmou o chefe do Legislativo estadual.

Eriberto aproveitou para convidar os presidentes das câmaras municipais para o seminário que a Alepe promove no dia 11 de abril, discutindo temas pertinentes à administração municipal. Todos compromissos foram firmados com a colaboração do superintendente da Escola do Legislativo, José Humberto Cavalcanti.

O ciclo de palestras que se sucedeu na tarde da sexta, no Hotel Canarius, contou com intervenções do secretário estadual de Turismo, Rodrigo Novaes, e do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro. A bancada do PP na Assembleia Legislativa, ao lado do deputado federal Eduardo da Fonte, marcou presença no evento, mostrando unidade do conjunto político.

Prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSB), em reunião com comissão de ambulantes.
Prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSB), em reunião com comissão de ambulantes.Foto: Jorge Farias

A prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), recebeu em seu gabinete, nesta quinta-feira (28), membros associados da Associação Caruaruense dos Trabalhadores Autônomos (ACTA), e ambulantes não associados. Em pauta, políticas para garantir o desenvolvimento do comércio local.

“Atrás de cada banquinha existe uma família, agradeço a Deus todo dia pela atenção especial que essa gestão vem tendo com nossa classe. Me orgulho de ser ambulantes”, afirmou a ambulante, Shirley Targino. “A prefeitura, através da Ordem Pública e demais secretarias vem sempre mantendo o diálogo. Sabemos da preocupação da gestão com os ambulantes. Ficamos muito gratos com o acesso a prefeita Raquel Lyra” complementou o presidente da ACTA, Eduardo Dantas.

Durante a reunião foi lembrado o pedido feito pelos ambulantes para melhoria no projeto Comércio na Praça. “Sempre deixamos nossa mesa de diálogo aberta para os ambulantes, conversamos sempre atendendo a legislação, existe o interesse do lojista, do pedestre, ambulantes e também do turista para melhorar o comércio com o ordenamento da cidade. A mudança será feira da melhor forma possível, os pedidos das melhorias das barracas e da coberta nos locais, foram inclusive dos ambulantes, e estamos atendendo”, disse a secretária de Ordem Pública, Karla Vieira.

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“Continuo andando pela cidade e conversando com as pessoas. Sabemos que do jeito que o centro da nossa cidade está atualmente não pode ficar. Fizemos cadastros com todos os ambulantes, e ouvimos a opinião de cada um. Essa reunião apenas reforça que estamos no caminho certo”, comentou Raquel Lyra.

Diego Souza, ex-jogador do Sport, ao lado de Ettore Labanca.
Diego Souza, ex-jogador do Sport, ao lado de Ettore Labanca.Foto: Reprodução/Instagram

A comoção pelo falecimento do ex-prefeito de São Lourenço da Mata, Ettore Labanca (PSB) não se restringiu ao ambiente da política, onde ele era muito querido. Até Diego Souza, ex-jogador do Sport, postou uma homenagem ao político em seu perfil do Instagram. 

"Postei essa foto vc sorrindo pq foi assim que te conheci e assim q tivemos a nossa maior parte juntos sorrindo!! Q o nosso Deus te receba de braços abertos pela pessoa maravilhosa q vc ‘é!! E q o senhor conforte o coração de seus familiares!! Estou triste demais queria ter tomado o último vinho junto de vc e poder discutir com vc sobre Sport x náutico !! Fico feliz em ter conhecido uma pessoa como vc apaixonado por futebol msm sendo náutico me recebendo em Recife e me tratando sempre bem !! Sentiremos sua falta sim !! O ED está de luto !! Saudades será nossa lembrança !!! Vai com Deus e sempre estaremos lembrando de vc !!", escreveu o jogador, ilustrando com uma foto dos dois.

Confira:

Diego Souza, ex-jogador do Sport, ao lado de Ettore Labanca.

Marília Arraes (PT) foi uma das convidadas do Congresso de Veradores, em Gravatá.
Marília Arraes (PT) foi uma das convidadas do Congresso de Veradores, em Gravatá.Foto: Divulgação


A cidade de Gravatá está sediando um congresso promovido pela União dos Vereadores de Pernambuco (UVP). O evento reuniu, entre os dias 26 e 29 de julho, vereadores, servidores de câmaras municipais e prefeituras de todo o Estado. A deputada federal Marília Arraes (PT) particicipou do evento nesta sexta-feira (29).

O Congresso promoveu debates e palestras voltados para o cenário político de Pernambuco e do país, abordando também trabalhos e desafios do dia a dia das Câmaras e Prefeituras, com a participação de convidados especiais e a presença de lideranças políticas estaduais e nacionais.

"O encontro da UVP é uma excelente oportunidade para fortalecer e aprimorar o trabalho do vereador", postou Marília Arraes em suas redes sociais.

Políticos pernambucanos emitiram nota de pesar pelo falecimento de Ettore Labanca (PSB), ex-prefeito de São Lourenço da Mata
Políticos pernambucanos emitiram nota de pesar pelo falecimento de Ettore Labanca (PSB), ex-prefeito de São Lourenço da MataFoto: Divulgação / Folha de Pernambuco

A notícia do falecimento do ex-prefeito de São Lourenço, Ettore Labanca (PSB), nesta sexta-feira (29), vítima de complicações em uma cirurgia no fêmur, no real Hospital Português gerou comoção imediata. Confira as notas de pesar divulgadas por diversas personalidades da política pernambucana:

Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco.

"Foi com imenso pesar que recebi a notícia do falecimento de Ettore Labanca. Nesta sexta-feira, perdi um amigo e conselheiro com quem sempre pude contar. Mais que um grande político e um excelente gestor, era um ser humano ímpar de muitos amigos e de gestos largos. Prefeito de São Lourenço da Mata por quatro vezes, era apontado pela população como o melhor governante que a cidade já teve. Da mesma forma, como deputado estadual e presidente da Agência Reguladora de Pernambuco teve oportunidade de mostrar suas qualidades de homem público. Quero expressar minha solidariedade aos seus amigos e familiares, entre eles, o ex-deputado Vinícius Labanca".

Silvio Costa Filho (PRB), deputado federal.

"Foi com grande tristeza que recebi a notícia do falecimento do ex-deputado e ex-prefeito de São Lourenço da Mata, Ettore Labanca. Sem duvidas, Pernambuco perdeu hoje um exemplo de pai, gestor e político. Perco um amigo e uma pessoa que tinha profundo carinho e respeito. Ettore era acima de tudo, amigo dos amigos e sempre praticou a boa política, atuando sempre com respeito às pessoasO seu legado, com toda certeza, ficará no coração de todos nós. Minhas condolências ao amigo ex-deputado Vinicius Labanca, sua esposa Kelly, toda família e amigos que ele reuniu ao longo de sua vida".

Eriberto Medeiros (PP), presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

"O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Eriberto Medeiros, em nome de todos que fazem a Casa de Joaquim Nabuco, lamenta profundamente o falecimento do ex-deputado e ex-prefeito de São Lourenço da Mata, Ettore Labanca. Presidente da Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe), Labanca teve passagem pela Assembleia, exercendo mandato entre 2002 e 2006. Como homem público, desempenhou papéis de suma importância em defesa dos interesses do povo pernambucano, deixando uma marca indelével para nós que carregamos essa missão de conduzir os destinos do Estado".

Manoel Ferreira (PSC), deputado estadual. 

"Pernambuco perde um grande homem com a morte de Ettore Labanca. Tive a prazer de exercer mandato com ele na Assembleia Legislativa. Era meu amigo pessoal, um articulador como poucos e com uma extensa lista de serviços prestados a Pernambuco e ao povo de São Lourenço, cidade que comandou por quatro vezes. Deixa um vazio imenso na política em nosso Estado. À família, as minhas condolências e o desejo de força, nesse momento tão difícil. Fiquem com Deus."

Eduardo Marques (PSB), presidente da Câmara Municipal do Recife.

"É com extremo pesar que registramos a perda do ex-prefeito de São Lourenço da Mata e ex-deputado Ettore Labanca. Pude conhecê-lo e com ele conviver em diversas ocasiões da militância política. Foi um homem determinado e sempre disposto a trabalhar por Pernambuco e pela sua região. Que a família possa encontrar em Deus o conforto necessário para atravessar esse momento tão difícil".

Bruno Pereira, prefeito de São Lourenço.

“Quero aqui me solidarizar com o ex-deputado Vinícius Labanca e com toda a família de Ettore pela enorme perda. Para além das diferenças políticas, sempre nos tratamos com muito respeito. Em nome do povo de São Lourenço da Mata, eu agradeço por tudo que Labanca fez pela cidade nas quatros vezes em que foi prefeito. Que Deus nosso senhor o guie nessa passagem".

Geraldo Julio, prefeito do Recife.

“Recebi com profunda tristeza a notícia do falecimento do amigo Ettore Labanca. Deputado Estadual, Secretário de Estado, Presidente da Arpe e quatro vezes prefeito de São Lourenço da Mata, a história de Ettore se confunde com a da região, seu povo e suas lutas. Quero deixar meus votos de mais profundo pesar à sua família e que Deus possa confortá-los nesse momento de dor”.

Miguel Coelho (PSB), prefeito de Petrolina.

"Um dia triste para os pernambucanos, principalmente, para o povo de São Lourenço da Mata. Perdemos o ex-prefeito Ettore Labanca. Recebo a notícia com muito pesar e manifesto meus sentimentos a todos os amigos e familiares, em especial, ao amigo Vinícius, com quem convivi nos tempos de Assembléia legislativa. Ettore tem um legado de feitos incontáveis para os pernambucanos e o povo da zona Mata. Foi prefeito quatro vezes de São Lourenço e um personagem estratégico no Governo do saudoso Eduardo Campos, construindo um tempo de desenvolvimento em nosso estado. Por essa história e muitas outras iniciativas, se faz necessário prestar reverência a esse grande homem público. Que Deus o receba em muita paz e ampare todos os que fazem parte da vida de Ettore Labanca".

Bruno Araújo (PSDB), ex-deputado federal.


Recebi com tristeza a notícia do falecimento do ex-deputado e prefeito Ettore Labanca, nesta sexta-feira, 29. Pernambuco perde um homem público que soube, como poucos, prezar as relações, amizades e as posições políticas, com honradez e compromisso, sempre defendendo os interesses de Pernambuco e dos pernambucanos.
Deixo aqui a minha solidariedade à sua família e seus muitos amigos.

Anderson Ferreira (PR), prefeito do Jaboatão dos Guararapes.

"A partida de Ettore Labanca deixa o cenário político de Pernambuco carente da sua liderança. Com suas posições firmes, construiu uma bela trajetória política. E com seu jeito irreverente, tornou-se um grande conciliador, sempre cercado de amigos. À família presto minha solidariedade neste momento de perda". 

André Ferreira, deputado federal e presidente estadual do PSC

"Recebi com muita tristeza a notícia da morte do amigo Ettore Labanca. Com uma longa trajetória na política em nosso Estado, Ettore conhecia como poucos os caminhos do entendimento. Ex-prefeito, ex-deputado e ex-secretário de Estado, era firme ao defender as suas ideias e leal com os amigos. Deixa uma lacuna difícil de preencher no nosso cenário político. Meus sentimentos de pesar aos familiares. Que encontrem em Deus a força necessária para atravessar este momento muito triste."

José Patriota, presidente da Amupe.


"A Associação Municipalista de Pernambuco lamenta o falecimento do presidente da Arpe, Ettore Labanca. Quatro vezes prefeito de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana, Ettore prestou inestimáveis serviços ao povo da sua cidade e também ao estado de Pernambuco, na condição de deputado. A Amupe se solidariza com a família e amigos do ex-prefeito; que Deus os conforte nesta hora tão difícil".

Alessandra Vieira (PSDB), deputada estadual; e Edson Vieira (PSDB), prefeito de Santa Cruz do Capibaribe.

"Lamentamos profundamente a morte do nosso amigo, o ex-prefeito e deputado Ettore Labanca nesta sexta,29. Um homem de bem que honrou a política e teve uma vida marcada pelo respeito. Os nossos sentimentos à família e amigos neste momento de tristeza".

Diogo Moraes (PSB), deputado estadual de Pernambuco

Com muito pesar, recebi a notícia do falecimento do amigo Ettore Labanca, ex-prefeito de São Lourenço da Mata, pai de Vinicius Labanca, meu querido amigo da Assembleia Legislativa. Os nossos laços vão muito além da política, são de amizade. Foi uma grande honra conhecê-lo. Neste momento de grande dor, me solidarizo com todos os familiares e amigos. Hoje a política pernambucana está de luto. Que Deus conforte o coração de todos.

Sebastião Oliveira (PR), deputado federal

É com profunda tristeza que recebi a notícia do falecimento de Ettore Labanca, um grande amigo, articulador político e destaque no campo do Direito. Tive a enorme satisfação de trabalhar ao seu lado, como Deputado Estadual, na Assembleia Legislativa de Pernambuco, e no período em que integramos a equipe do saudoso governador Eduardo Campos.

Labanca foi uma pessoa que acumulou uma invejável experiência ao longo da sua jornada. Destaco a qualidade dele em conquistar e manter amizade sinceras e o tratamento carinhoso que dispensa a todos que estavam ao seu redor. Neste momento de dor, desejo conforto à família e aos amigos de Ettore Labanca. Peço a Deus, que na sua infinita misericórdia, receba-o na morada celestial.

Deputado federal Eduardo da Fonte (PP)

Pernambuco perdeu, hoje, uma das mentes mais brilhantes que conheci na vida pública. Um homem que sempre serviu, de forma exemplar, ao povo de São Lourenço da Mata e de Pernambuco. Sempre atento, prestativo e cuidadoso com a coisa pública, tio Ettore Labanca foi muito longe para adquirir a perfeição no que fazia, ao estudar administração pública na França, tudo porque para ele o homem - ao representar um povo - ocupava um cargo de honra e de respeito a quem o delegou essa função.

Hoje, Pernambuco, ao mesmo tempo que agradece pelo zelo e dedicação ao serviço público, perde um filho exemplar que já deixa muita saudade.

Tio Ettore, onde estiver, obrigado pelos ensinamentos. Que Deus abençoe bastante a esposa, os filhos, os netos e a milhares de saolourencenses, seus eternos filhos.

Meus sentimentos.

Eduardo da Fonte.


Sileno Guedes, presidente Estadual do PSB

É com enorme pesar que o PSB de Pernambuco recebe, nesta sexta-feira, a notícia do falecimento do companheiro e ex-prefeito de São Lourenço da Mata, Ettore Labanca.

Filiado ao nosso partido, Ettore foi um dos colaboradores das gestões do PSB nos governos de Eduardo Campos e Paulo Câmara. Neste último, como presidente da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe). Além de prefeito durante quatro mandatos, foi também deputado estadual entre 2002 e 2006, deixando por todos os lugares onde passou sua marca de respeito e companheirismo. Sem dúvida, um perda para o Partido Socialista Brasileiro.

Aos familiares e amigos, desejamos o conforto necessário neste momento de luto e dor.

José Queiroz (PT), deputado estadual de Pernambuco

O deputado José Queiroz esteve nessa manhã no velório de Ettore Labanca, em São Lourenço da Mata. O parlamentar aproveitou para divulgar nota de pensar em memória do político.
  
Nota de Pesar

“Foi com muito pesar, que recebi a notícia do falecimento do amigo Ettore Labanca. Hoje fui dar o último adeus ao companheiro.

Uma perda significativa para Pernambuco. Nosso vínculo sempre foi além da política, e hoje digo que me sinto privilegiado em ter conhecido um homem público de tão grande valor. Um político que sempre esteve em benefício dos interesses do povo, deixando uma marca ímpar para nós que temos a missão de guiar os destinos do Estado. A nossa política está de luto!

E nesse momento de perda e dor, me solidarizo com sua família e amigos. Que Deus dê alento ao coração de todos.

Deputado estadual José Queiroz (PDT)
Deputado estadual José Queiroz (PDT)Foto: Jarbas Araújo

O deputado José Queiroz (PDT) usou atribuna, nesta quinta (28), para reafirmar que seu partido considera o 31 de março, quando o Golpe Militar de 1964 completa 55 anos, “um dia de luto”. O pronunciamento foi feito em resposta à determinação do presidente Jair Bolsonaro para que a data seja comemorada nos quartéis.

“O Brasil viveu o 31 de março de 64 como um dia triste. A partir daí, sucederam-se os atos que caracterizam uma ditadura. É preciso lembrar isso, para que o brasileiro tenha na memória, e que nunca mais vivamos tempos sombrios”, observou.

Queiroz fez menção à luta pela redemocratização, da qual participou “ao lado de figuras nacionais como Paulo Brossard e Ulysses Guimarães”. E citou os assassinatos do jornalista Vladimir Herzog e do ex-deputado federal Rubens Paiva por agentes do regime. “Temos que respeitar aqueles que sofreram muito mais do que nós as dores e a crueldade nos momentos difíceis que a pátria atravessou”, afirmou.

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Para o pedetista, a Alepe deve ser a tribuna das liberdades, do respeito à democracia e da defesa do Estado de Direito. “Incorporo por completo vosso pronunciamento”, expressou o deputado Diogo Moraes (PSB), que presidia a sessão no momento do discurso.

Ditadura militar no Brasil
Ditadura militar no BrasilFoto: Wikipedia

Por Alex Ribeiro

O que ocorreu em 1964 foi um golpe sim. Ponto. Houve uma Ditadura Militar no Brasil que perdurou até 1985 caçando mandatos de políticos, juízes e até o habeas corpus foi extinto.

Não havia uma ameaça comunista no país. Nunca houve. As afirmações tão óbvias são mais que necessárias diante de um discurso revisionista que se diz “combater ideologias”. São declarações sem embasamento científico nenhum. São apenas opiniões.

Repito: opinião não é ciência. Não é só fazer pesquisas aleatórias no Google ou admirar afirmações vazias de gurus no YouTube. A ciência é elaborada a partir de contribuições acadêmicas, e eles mostram: houve golpe e ditadura.

Se a ditadura foi apoiada por civis? Sim. A grande maioria por setores que iriam de encontro às reformas de base propostas pelo então presidente João Goulart – que tinha simpatia pelas ideias comunistas, mas também contava com o apoio de outros setores da esquerda que estava cada vez mais pluralizada.

O golpe também não deixa de ser golpe por conta da abstenção de forças políticas. Personagens como Carlos Lacerda chegavam a discursar fora do Brasil que o país estava incerto economicamente. Já o ex-presidente Juscelino Kubitscheck privou-se de qualquer movimentação a favor de Jango. Os dois, JK e Lacerda, eram potenciais candidatos à Presidência da República e a chegada dos militares ao poder era colocada como temporária. E nada melhor do que “arrumação” no Palácio do Planalto para uma oportunidade de assumir o posto máximo do poder público do país. Pois é: os dois foram cúmplices indiretos do golpe.

A corrupção, a desigualdade social, o menor poder de investimento, o cenário de inflação. Todos também são características da Ditadura. Ela não melhorou a vida da maioria da população.

Uma luta armada dos comunistas para assumir o poder antes dos militares é mais uma falácia. A resistência ocorreu depois do golpe consumado por alguns grupos que iriam além das pessoas ligadas ao PCB. O rótulo de terrorista era mais uma narrativa que endureceu a Ditadura. Com isso houve mais episódios de prisões, censura e tortura – chegando a maltratar até crianças.

Vários militares até hoje intitulam o golpe de “revolução de 64” e aqueles que iriam contra o regime eram chamados de agentes da “contra-revolução”. Documentos nunca antes investigados sobre o período, como dos arquivos do Superior Tribunal Militar, revelam que o próprio ato Institucional número 5 foi posto em prática como um plano para estender a Ditadura. Era a medida drástica do governo que não consegue mais esconder seu caráter ditatorial: “Com esse ato estamos vivendo de vez uma ditadura.

Acho que há tempo de uma coisa a ser feita” disse o chanceler Magalhães Pinto, na reunião que definiu a instalação do AI5.

Isso comprova que houve muita repressão. A ditadura foi escancarada, mesmo que não aos olhos vistos da população. Mas quem iria de encontro ao regime era perseguido. Covas coletivas foram descobertas, pessoas ainda se encontram desaparecidas, documentos sumiram, registro de tortura só naqueles que ainda estão vivos e revelaram para as Comissões da Verdade espalhadas pelo país.

Diante dos fatos é impossível não afirmar que houve um golpe. Que não ocorreu uma ditadura. Esconder o que aconteceu naquela época é ir contra a liberdade, aos direitos humanos, aos perseguidos. Uma boa estratégia para os revisionistas é mudar a expressão.

Quem sabe em vez de golpe não falam de “impeachment da democracia”? Seria uma maneira de se iludirem ou esconderem ainda mais com os acontecimentos daquele período. Mas não o suficiente para tornar a ciência perdedora. Os historiadores estarão sempre apostos para lembrar o que muitos fazem questão de apagar da memória.

*Alex Ribeiro é doutorando em História Política pela Universidade Federal da Bahia, cientista político pela UFPE e jornalista

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