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Alex Ribeiro
Alex RibeiroFoto: Divulgação Facebook

Por Alex Ribeiro, doutorando em História Política pela Universidade Federal da Bahia, cientista político pela UFPE, e jornalista.

O bolsonarismo tem como um dos seus maiores representantes o ex-juiz e agora superministro da Justiça, Sérgio Moro. O seu nome em prol do combate à corrupção era até maior que o do presidente Jair Bolsonaro. Era. Pois agora ele surge como um dos maiores responsáveis pela seletividade do Poder Judiciário, ao lado dos membros do Ministério Público Federal de Curitiba.

Uma das questões que servem de critica a Moro não é apenas pelos moldes da Operação Lava Jato revelados pelo vazamento do Intercept e reproduzido por outros jornais e portais de notícia, como Folha de São Paulo, Revista Veja, Portal Uol e o El País. A chamada “Vaza Jato” é o maior dos entraves, mas existe um grande calo no pé do magistrado. O “calo” atende pelo nome de Fabrício Queiroz.

Queiroz é acusado de ter envolvimento com a família Bolsonaro. Seja com a esposa do presidente, Michele Bolsonaro – no qual diz ter pago dez cheques na devolução de um suposto empréstimo- e também com o senador Flávio Bolsonaro, no qual atuou como assessor e motorista. A Coaf apontou movimentações financeiras de R$ 1,2 milhão feita por Queiroz quando trabalhava ao lado do filho do presidente Bolsonaro.

Queiroz estava “sumido” desde janeiro. Seu último paradeiro divulgado pela imprensa foi no Hospital Albert Einstein. Agora no fim de agosto, depois de quase oito meses, a Revista Veja conseguiu localizá-lo. Ele está morando no Morumbi, em São Paulo, perto do mesmo hospital, para cuidar de um câncer de colón. Vale lembrar que o Alberto Einstein é uma das instituições de saúde mais prestigiadas do país, e para ter acesso aos seus serviços é preciso ter uma renda considerável, algo suspeito para um simples ex-motorista de um parlamentar.

Moro não comenta sobre o caso. Disfarça, desconversa, muda de assunto ao ser entrevistado. Elabora respostas vazias dizendo que “a Polícia Federal atua nas investigações”. É preciso analisar e compreender o modus operandi da Justiça pela atuação de Moro. Ao ser alçado como uma das maiores figuras do governo a sua atuação se torna mais política do que jurídica. Esse é o principal ponto. Suas movimentações também são ideológicas e seguem totalmente aparelhadas com os discursos de Bolsonaro. Porém, para eles, os “ideológicos” são os outros, ou seja, a esquerda e seus aliados.

Moro atua juridicamente por exclusão, e não inclusão. Colocado como um ser imponente diante da classe política na Operação Lava Jato agora se submete aos caprichos do presidente. Desde o caso do confesso caixa 2 pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, na qual o próprio Moro manteve impune - onde é chamado de “meu amigo” nas redes sociais -, até nos casos de interferência de Bolsonaro na gestão de órgãos como a PF, Receita e a Coaf, teoricamente subordinados ao próprio ministro da Justiça.

A polarização da sociedade brasileira reflete na atuação de Moro. Ao não mostrar resultados, ou no mínimo interesse pelas investigações do caso Queiroz e do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco, o ex-juiz iguala os episódios com sua indiferença. Ele, Moro, é o próprio reflexo dos protestos da extrema direita no país – caraterizados por pessoas de maioria branca e que possuem renda média ou alta. No qual bravejam sobre o projeto de lei de abuso de autoridade, mas silencia sobre causas progressistas como os incêndios criminosos ocorridos na Amazônia.

A indiferença de Moro alimenta um modelo de democracia exclusiva feita pelo bolsonarismo. A atuação jurídica do ministro se torna política porque ele não atua por e para todos. Levantando a ideia de que a democracia precisa ser reduzida para poucos para assim funcionar. Parafraseando o psicanalista e professor da Universidade de São Paulo Christian Ingo Lenz Ducker: “a democracia se torna ambivalente, com perde de privilégios para alguns e conquista de direito para outros”.

Foi definida a criação de uma Câmara Técnica de Vigilância Sanitária, que, em breve, irá funcionar em todo o território pernambucano
Foi definida a criação de uma Câmara Técnica de Vigilância Sanitária, que, em breve, irá funcionar em todo o território pernambucanoFoto: Chico Bezerra/ PJG

 A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, encerrou, nesta sexta-feira (30), o evento Saúde do Trabalhador e Vigilância Sanitária. O seminário, realizado no auditório do Hotel Barramares, em Piedade, em parceria com o Tribunal Regional do Trabalho, Ministério Público de Pernambuco e Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco, discutiu o cenário atual da Vigilância Sanitária, os desafios da operacionalização da Medida Provisória (MP) 881/19 e a promoção da saúde em ambientes do trabalho. Ao final do evento, foi definida a criação de uma Câmara Técnica de Vigilância Sanitária, que, em breve, irá funcionar em todo o território pernambucano.

Estiveram presentes representantes de municípios da Região Metropolitana e cidades da região de abrangência do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador. De acordo com a secretária municipal de Saúde do Jaboatão dos Guararapes, Zelma Pessoa, a parceria é importante porque fortalece, do ponto de vista técnico e jurídico, toda a discussão realizada no evento. A gestora destacou o papel do município na realização deste seminário.

“Nos últimos três dias, Jaboatão dos Guararapes promoveu uma ação que ajudou a integrar todos os municípios participantes. Foi um evento grandioso, no qual trabalhamos fortemente as questões de categorizar os estabelecimentos de risco sanitário baixo”, explicou. Zelma lembrou, ainda, que as discussões deram origem a uma Câmara Técnica de Vigilância Sanitária, um serviço que, em pouco tempo, irá abarcar todo o estado.

“Essa câmara tem como objetivo debater temas relevantes e aprofundar discussões. Além disso, será elaborado um documento base, que vai categorizar estabelecimentos com baixo risco sanitário. Esse documento tem como base o texto da MP 881/19. Antes do evento, não existia um documento local, uma vez que a medida proporciona discussões a nível nacional. Mas a partir desse seminário promovido no Jaboatão, Pernambuco vai ter um documento base que vai subsidiar todos esses municípios em relação às suas legislações”, pontuou a secretária.

Felipe Carreras
Felipe CarrerasFoto: FOTO: PAULLO ALLMEIDA - Arquivo Folha

Após decisão do diretório nacional do PSB de suspender nove parlamentares por 12 meses de cargos e funções no partido e na Câmara Federal por votarem a favor da reforma da Previdência, na tarde desta sexta-feira (30), em Brasília, o pernambucano Felipe Carreras deverá perder muitos espaços na Casa.

Felipe Carreras está suspenso do cargo de titular do PL 3453/0, sobre Parceria Público privadas, e da titularidade das seguintes comissões: Comissão Externa do Ministério da Educação, da Subcomissão Permanente do Futebol, da Subcomissão especial da Indústria do Esporte, da Comissão de Defesa do Consumidor, da Comissão do Esporte, Comissão de Viação e Transportes, da Comissão de Turismo eda suplência da CPI sobre práticas ilícitas no âmbito do BNDES.

Sanção

Ficam os nove deputados julgados impedidos de assumir novos cargos e sem direito a voto nas reunião partidárias, bem como de serem votados em qualquer função, inclusive liderança. Além disso, perdem cargos e funções que exerçam na Câmara dos Deputados. Após seis e meses, uma comissão formada pelo presidente do partido, pelo líder da bancada da Câmara Federal e por membros titulares do Conselho de Ètica e Fidelidade Partidária decidirá se o o parlamentar ajustou a conduta e pode ter sua pena encerrada.

Resultado do julgamento:

Expulso:

Átila Lira (PI)

Suspensos por 12 meses:

Emidinho Madeira (MG),
Felipe Carreras
Felipe Rigoni (ES)
Ted Conti (ES)
Jefferson Campos (SP)
Liziane Bayer (RS)
Rodrigo Agostinho (SP)
Rosana Valle (SP), Rodrigo Coelhi (SC) e

Assista ao julgamento:
https://www.facebook.com/psbnacional40/videos/2636123943114094/

Sede do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco
Sede do Tribunal de Contas do Estado de PernambucoFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A Facape é parceira do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco – TCE-PE no projeto de interiorização implantado pelo órgão, através da Escola de Contas Professor Barreto Guimarães. A proposta é formar gestores públicos municipais do interior de Pernambuco, visando garantir maior eficiência nas atividades relacionadas ao controle e monitoramento das contas públicas dos municípios. Nesta sexta-feira (30) o conselheiro do TCE-PE e diretor da Escola de Contas, Ranilson Ramos, esteve em Petrolina para assinar convênio que garante a execução da primeira ação do projeto, o curso de especialização em Gestão Pública e Controle, ofertado em parceria com a Facape. O presidente da Autarquia, Antonio Habib, também assinou o documento.

Estiveram presentes no ato o gerente de Planejamento de Ações Educacionais, Desenvolvimento e Inovação da Escola de Contas, Dácio Rijo; o coordenador de pós-graduação da Facape, Carlos Gonçalves; a diretora acadêmica da Autarquia, Vania Lasalvia; o consultor jurídico da Câmara de Vereadores de Petrolina, Dácio Martins; o coordenador de Planejamento da Facape; André Luiz Queiroz e o secretário do inspetor do TCE-PE, Andre Zaidan. Na ocasião, foi firmado também um convênio com a Câmara de Vereadores de Petrolina, representada pelo presidente da Casa, Vereador Osório Siqueira.

Segundo o conselheiro Ranilson Ramos, Petrolina será cidade piloto para dar início ao projeto de interiorização do Tribunal. “Já são mais de 7.500 servidores capacitados pela Escola de Contas e Petrolina é a cidade que estamos começando a implantar a interiorização das nossas capacitações. O Tribunal tem que ser parceiro dos municípios e este convênio com a Facape é no sentido de formar gestores para o município”, explica o conselheiro.

O convênio também contempla a capacitação de cerca de 10 servidores da Câmara de Vereadores de Petrolina e o vereador Osório Siqueira destaca a relevância da ação para a população de Petrolina. “Parabenizo a Facape e o Tribunal pela iniciativa que nos deixa em condições de oferecer oportunidade de qualificação para os servidores da Câmara de Vereadores. A população vai ganhar muito com isto, já que terá à disposição um servidor mais capacitado”, pontua o presidente.

Antonio Habib, presidente da Facape, evidencia que a assinatura do convênio é a consolidação de um projeto que vinha sendo discutido. “Estamos concretizando uma ação planejada pelo TCE-PE e apoiada por nós. Acredito que com isto Petrolina se torna, mais uma vez, pioneira, já que terá a possibilidade de capacitar gestores e servidores que terão acesso a um conteúdo que os capacitarão e assim poderão prestar um serviço ainda mais eficaz no que tange a gestão e contas públicas”, evidencia Habib.

Deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC)
Deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC)Foto: Jarbas Araújo



O deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC), durante o discurso no Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco, exaltou o bom momento que vive o cinema pernambucano. O parlamentar destacou a estreia de Bacurau, dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, que está em cartaz em 290 salas de 83 cidades brasileiras.

“Pernambuco é um estado que sempre deu valor a sua cultura e as suas tradições. E assim como na música e na literatura sempre tivemos excelentes cineastas. Boa parte dos atores e da equipe de produção também é pernambucana. O sucesso de Bacurau nos festivais internacionais mostra o quanto estamos no caminho certo e também serve de inspiração para que mais pessoas desenvolvam seus projetos no audiovisual”, afirmou Wanderson Florêncio, que através da Alepe concedeu um Voto de Congratulação aos diretores do filme.

Lançado no Festival de Cannes, na França, onde ganhou o Prêmio de Melhor Filme do Júri, Bacurau também foi premiado como Melhor Filme no Festival de Munique, na Alemanha. Além disso, a obra foi elogiada durante as exibições na Austrália e em Portugal. Durante as pré-estreias em São Paulo, no Recife, no Rio de Janeiro, em Barra/RN, local das filmagens, no Recife e em Fortaleza a repercussão foi bastante positiva.

“O investimento no cinema também é uma forma de incentivar a economia. Bacurau gerou mais de 800 empregos, além de despertar nos jovens de Barra e Parelhas o interesse pelo cinema. O turismo na região também está melhorando, inclusive com pacotes de viagens para conhecer os locais das filmagens. É um exemplo a ser seguido”, afirmou Wanderson Florêncio.

Homenagem da Câmara do Recife ao Instituto e à Lei Maria da Penha
Homenagem da Câmara do Recife ao Instituto e à Lei Maria da PenhaFoto: Divulgação

A Lei Maria da Penha, que neste mês completou treze anos, e o Instituto que leva o mesmo nome, com dez anos, foram homenageados na Câmara Municipal do Recife pela contribuição para mudar o mapa violento contra as mulheres no país. A vereadora Aline Mariano (PP), autora da solene na noite desta quinta-feira (29), ressaltou que a homenagem é mais uma maneira de chamar a atenção para os alarmantes índices. No Brasil, a cada duas horas uma mulher é morta, vítima de violência doméstica.

“Hoje temos a terceira melhor lei do mundo, segundo a ONU, no combate à violência doméstica. Como parlamentar, tenho lutado para garantir mais políticas e proteção às mulheres. Sou autora de projetos e leis que garantem benefícios as mulheres vítimas de violência domésticas”, disse Aline, que também vai sugerir aos deputados federais que destinem emendas impositivas do orçamento para o Instituto Maria da Penha.

Segundo a vereadora, o número de denúncias, desde a promulgação da Lei Maria da Penha, aumentaram. Nos primeiros meses do ano, 102 mulheres foram mortas no Estado, e só em março foram três feminicídios. No mês passado foram registradas 3.681 denúncias de violência. Nesses treze anos foram expedidos 1 milhão de medidas protetivas, de acordo com os dados apresentados por Aline Mariano.

Anabel Pessoa, uma das fundadoras do Instituto Maria da penha, que nasceu em Recife, e foi fundado em Fortaleza, acentuou que a luta contra a violência é antiga e que a lei oficializou e criminalizou os agressores. “A Lei é resultado da luta de todas as marias espalhadas pelo país. É fruto da luta silenciosa de Maria da Penha por 23 anos. Agora vivemos uma nova realidade, mas precisamos angariar forças e conscientizar as crianças para construirmos um futuro melhor".

Anabel Pessoa ainda convocou a Casa José Mariano a trabalhar na prevenção, criando leis para serem trabalhadas nas escolas. "É preciso tratar os homens, as mulheres e prevenir trabalhando as crianças".

Julgamento do diretório nacional dos dissidentes do PSB na votação da reforma da Previdência
Julgamento do diretório nacional dos dissidentes do PSB na votação da reforma da PrevidênciaFoto: Reprodução / Facebook

O deputado federal Felipe Carreras e outros nove parlamentares do PSB que votaram a favor da reforma da Previdência na Câmara Federal, no primeiro e no segundo turnos, foram julgados pelo diretório nacional do partido, na tarde desta sexta-feira (30), no Salão Vermelho B do Hotel Nacional, em Brasília. O primeiro a ser julgado foi o deputado federal Átila Lira, do Piauí. Após anunciado o relatório do Conselho de Ética pela sua expulsão, foi aberta votação que acatou o relatório. Aos demais parlamentares, entre eles o pernambucano Felipe Carreras, o relator pediu a suspensão por 12 meses dos cargos relativos ao partido na Câmara Federal, o que também foi referendado em votação.

Por ser reincidente - já havia contrariado fechamento de questão do partido na reforma Trabalhista no governo de Michel Temer  (MDB) - o julgamento de Átila Lira foi feito primeiro, em separado dos demais. Ao todo, 82 votos acompanharam o relatório, três votos se abstiveram, quatro votos optaram pela não expulsão e houve um pedido de suspeição do parlamentar José Antônio de Almeida, do Maranhão. 

Aos demais dissidentes, o relatório do Conselho de Ética pediu a suspensão de 12 meses de funções que exerçam no parlamento em decorrência de espaços partidários e de funções em diretórios estaduais da legenda. Os deputados ficam livres para sua atuação parlamentar, devendo respeitar, no entanto, outros fechamentos de questão. Após seis meses, eles serão reavaliados individualmente e poderão ter suas penas extintas. Aqueles que não atenderem à avaliação terão que cumprir os 12 meses de suspensão impostos pelo partido. A sanção foi acatada por 84 votos a favor, sete contra e uma abstenção.

"Ninguém é obrigado a entrar no partido. Quando entra assina uma lista que diz que ele está obrigado a seguir às regras. Seria uma balbúrdia e uma anarquia partidária se não existisse regras. Isso aqui não é a casa de mãe Joana. A casa de mão Joana é em outro endereço, não é aqui", disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

O líder da bancada na Câmara Federal, Tadeu Alencar, antes de proferir seu voto pela expulsão de Átila, pediu a palavra. "Defendi que a decisão tivesse respeito às decisões partidárias, porque o partido que não defende pela decisões tende para a flacidez. E o outro objetivo que eu acredito que deve ser defendido é o de não haver decisões extremadas", afirmou, acompanhando, contudo, o relatório pela expulsão. No momento do anúncio pela expulsão dos parlamentares, ouviu-se ao fundo gritos de "Carlos Siqueira é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo".

Sanção

Ficam os nove deputados julgados impedidos de assumir novos cargos e sem direito a voto nas reunião partidárias, bem como de serem votados em qualquer função, inclusive liderança. Além disso, perdem cargos e funções que exerçam na Câmara dos Deputados. Após seis e meses, uma comissão formada pelo presidente do partido, pelo líder da bancada da Câmara Federal e por membros titulares do Conselho de Ètica e Fidelidade Partidária decidirá se o o parlamentar ajustou a conduta e pode ter sua pena encerrada.

Resultado do julgamento:

Expulso:

Átila Lira (PI)

Suspensos por 12 meses:

Emidinho Madeira (MG),
Felipe Carreras
Felipe Rigoni (ES)
Ted Conti (ES)
Jefferson Campos (SP)
Liziane Bayer (RS)
Rodrigo Agostinho (SP)
Rosana Valle (SP), Rodrigo Coelhi (SC) e 

Assista ao julgamento: 
https://www.facebook.com/psbnacional40/videos/2636123943114094/

Partido Novo propõe seleção para escolha de candidatos em 2020
Partido Novo propõe seleção para escolha de candidatos em 2020Foto: Divulgação / Partido Novo / Facebook

Uma modalidade diferente de escolha de candidatos está sendo proposta pelo Partido Novo na cidade de Canoas. Pela primeira vez na história seus cidadãos poderão participar de um processo seletivo para ser candidato à prefeitura do município. O Partido Novo qualificou-se para lançar candidaturas ao Executivo e ao Legislativo. No RS a legenda estima lançar nomes em 7 cidades.

“Qualquer cidadão pode participar do processo seletivo e a primeira fase não inclui nenhum custo aos candidatos. O perfil desejado contempla desde a comprovada capacidade de gestão, trajetória de sucesso, reputação consolidada e a capacidade de mobilizar apoiadores para ajudar a sustentar a campanha. Além de um profundo alinhamento com a filosofia liberal e capacidade de diagnóstico dos problemas da cidade, bem como das soluções a serem implementadas”, adianta o presidente do Novo-RS, Guilherme Enck.

Enck explica que o processo seletivo está dividido em três fases: análise do currículo, trajetória e conquistas, entrevistas e, depois de aprovado, o candidato precisa montar um plano de governo e apresentar para a comissão do partido. “Os candidatos serão aprovados muito mais pela sua capacidade de resolver os problemas da população de Canoas do que pela sua popularidade ou potencial de vencer as eleições”, completa Enck.

As inscrições podem ser feitas pelo querosercandidato.novo.org.br e dúvidas podem ser esclarecidas com o coordenador do NOVO na cidade, Leandro Hendler, pelo [email protected]

Deputado federal Augusto Coutinho (SD), em entrevista à Rádio Folha.
Deputado federal Augusto Coutinho (SD), em entrevista à Rádio Folha.Foto: Arthur Mota / Folha de Pernambuco

Em entrevista à Rádio Folha (FM 96,7), nesta sexta-feira (30), o deputado federal Augusto Coutinho defendeu os argumentos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em relação à Amazônia, apesar de discordar da forma com que ele vem se posicionando, sobretudo nas redes sociais. "Nessa questão da Amazônia, o governo defendeu teses importante mas de uma maneira errada. O presidente, como sempre, se comunicando mal com a população", avaliou.

"Tem exagero também no Ibama, é verdade. Precisa-se apenas saber a forma que vai discutir essa questão. Não é interesse do setor produtovo brasileiro não cumprir as normas de meio ambiente", disse. Segundo o parlamentar, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), tem dado prioridade as pautas ambientais que estão em tramitação na Casa. "A Câmara sempre que tem um assunto relevante em pauta procura ver as matérias que estavam tramitando para serem votadas com urgência", relatou.
Em relação à crise diplomática entre Bolsonaro e o presidente da França Emanuel Macron, devido à troca de ofensas no twitter e a divergência sobre as políticas ambientais para a Amazônia, Augusto Coutinho defendeu Bolsonaro. "A postura da França é política. O presidente Macron foi bombardeado quando houve o acordo da União Europeia e o Mercosul para um livre mercado, pois isso impacta diretamente a França. Ele quer marcar isso politicamente usando e ludibriando a opinião pública para dizer que é uma questão brasileira de não combate e de não cuidado com a Amazônia", afirmou. "A discussão de Macron é estéril e política. O presidente trinha bons argumentos mas a forma que faz acaba saindo mal perante a opinião pública", ponderou Coutinho.

Em relação ao impacto da crise ambiental no agronegócio brasileiro, o deputado demonstrou cautela. "É preocupante. A questão do couro o que foi anunciada é uma posição isolada desde que não haja desdobramento. O brasil é o maior exportado de couro do mundo. Se a gente deixa essa onda crescer e o presidente comunicando-se dessa forma atabalhoada, isso pode piorar", advertiu.

Também esteve em pauta na entrevista a PEC paralela que tramita na Câmara Federal sobre a inclusão de Estados e municípios na reforma da Previdência, entre outros assuntos.

Aniversário da Rádio Folha - Antes da entrevista, após o comentário de Magno Martin, o diretor executivo da Folha de Pernambuco, Paulo Pugliesi fez uma saudação pelo aniversário de 15 anos da Rádio Folha, agradecendo funcionários e ouvintes.

Ouça o podcast:

Ocupa Política reúne ativistas no Recife com programação de debates e apresentações culturais
Ocupa Política reúne ativistas no Recife com programação de debates e apresentações culturaisFoto: ocupa política

Parlamentares e ativistas nacionais e internacionais estarão no Recife para participar
do 3º Encontro Nacional Ocupa Política, que, de 29 de agosto a 01 de setembro, vai
debater, de forma inspiradora e engajada, a política e a participação popular nos
espaços institucionais de poder, a partir do tema: Pra todo mundo viver bem! Mais de
500 pessoas já estão inscritas no evento, que pela primeira vez será realizado no
Nordeste, depois de ter passado por Minas Gerais e São Paulo. No Recife, o Ocupa será
realizado em diversos pontos da cidade, com o objetivo de ressignificar a política,
estimular lideranças locais a renovar as candidaturas nas próximas eleições.

A realização local é do coletivo Agora é Com a Gente, dos mandatos das Juntas
CoDeputadas e do vereador Ivan Moraes, em parceria com diversos coletivos e
organizações da sociedade civil. Conquista inegociável para os ativistas e o Ocupa, a
defesa e promoção dos Direitos Humanos serão pactuados, ao final do encontro, na
Carta do Recife.

O encontro pretende mostrar que a política é importante, interessante e necessária. O
evento começa com um aquecimento do debate, nos dias 24, 25, 27 e 28 de agosto em
Igarassu e no Recife (Alto Santa Terezinha, Água Fria e Ibura). Para os três dias
principais, nomes do ativismo como Constanza Schon, da Frente Ampla do Chile;
Marcelo Expósito, ativista político espanhol; Jocasta Zarripa, deputada norte
americana; Alberto de Belaunde, deputado do Peru, já estão confirmados.
Do Brasil, participarão 16 mandatos eleitos de diversos partidos do campo
progressista, que serão recebidos por ativistas e parlamentares locais para uma
agenda intensa composta por debates, seminários, feiras, oficinas autogestionadas,
ações culturais e performances. Entre os nomes nacionais estão Áurea Carolina,
Mônica Francisco, Bancada Ativista e Bella Gonçalves.

HISTÓRICO - O movimento Ocupa Política nasce em 2017, numa ocupação em um
prédio no centro de Belo Horizonte (MG), como confluência e proposta de alternativa
à política vigente, a partir de ativistas e mandatos eleitos em 2016, como as Muitas e a
experiência da Gabinetona na Câmara de BH, Marielle Franco no Rio, Talíria Petrone
em Niterói, Sâmia Bonfim em São Paulo, Fernanda Melchionna em Porto Alegre,
Marquito em Florianópolis e, no Recife, Ivan Moraes.

Em 2018 o encontrou foi para São Paulo e foi responsável pelo lançamento de mais de
50 candidaturas, que estiveram reunidas para um potente espaço de
compartilhamento de aprendizados, conhecimentos e forças. Agora o Ocupa se
desloca para o Nordeste, sendo Recife a cidade escolhida por sua força de renovação
política, especialmente nos últimos anos.


Confira a programação:


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